Questões de Língua Portuguesa da UECE

Atente para o que se afirma a seguir sobre o índio no imaginário literário do Brasil, e escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

( ) O indianismo Barroco está presente na carta de Pero Vaz de Caminha, que define os índios como inocentes, curiosos e, até certo ponto, hospitaleiro, por receber os portugueses de modo acolhedor.

( ) O poeta árcade Basílio da Gama, no poema épico “O Uraguai”, compõe a história da resistência dos índios ao ataque português aos Sete Povos das Missões.

( ) No Brasil, os escritores indianistas dos romances românticos têm o interesse de retratar a cultura europeia, buscando resgatar a imagem do índio brasileiro como símbolo de um povo livre e soberano, de uma terra exuberante e incomparável.

( ) A imagem idealizada de pátria e de povo é questionada pelos modernistas, que promovem uma “releitura” dos textos quinhentistas e românticos, para propor uma visão desmistificada do Brasil e dos índios. O exemplo mais célebre dessa nova visão é “Macunaíma”, de Oswald de Andrade, em que Macunaíma é o índio indolente. Preguiçoso, sem caráter, que abre caminho para a desconstrução e dos mitos românticos e exemplifica a visão antropofágica defendida pelos modernistas.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

  • A. F, F, V, F.
  • B. F, V, F, F.
  • C. V, F, V, V.
  • D. V, V, F, V.
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Sobre os aspectos étnicos e raciais na literatura brasileira,

I. a presença do negro na literatura brasileira não escapa ao tratamento marginalizador que, desde as instâncias fundadoras, marca a etnia no processo de construção da sociedade brasileira.

II. a matéria negra, embora só ganhe presença mais significativa a partir do século XIX, surge na literatura brasileira desde o século XVI, nos versos satíricos e demolidores de Gregório de Matos.

III. evidenciam-se, na trajetória do negro no discurso literário nacional, dois posicionamentos: a condição negra como objeto, numa visão distanciada do escritor sobre o negro (Bernardo Guimarães e Castro Alves, no Romantismo; Aluísio de Azevedo e Adolfo Caminha, no Realismo, por exemplo) e o negro como sujeito, numa atitude compromissada do escritor negro (Luiz Gama no Romantismo; Cruz e Souza no Simbolismo: Lima Barreto no Prémodernismo).

IV. Na terceira geração romântica brasileira, os poetas interessam-se mais pela idealização amorosa, em um sentimentalismo exacerbado, do que pelo conflito entre liberdade e escravidão, que atingia a sociedade da época.

V. Desde os anos de 1970, a designação literatura negra, tal como vem sendo utilizada no Brasil e em outros países da América, vincula-se à uma literatura feita por negros ou por descendentes assumidos de negros e emerge no bojo de uma situação histórica dada, configuradora da reivindicação pelos negros de determinados valores caracterizadores de uma identidade própria.

É correto apenas o que se afirma em

  • A. III e IV.
  • B. I, II e IV.
  • C. II e V.
  • D. I, III e V.
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Ainda com relação ao texto apresentado, é correto afirmar que Sesóstris é
  • A. egípcio.
  • B. colo.
  • C. etíope.
  • D. fenício.
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NÃO há preposição em
  • A. “...o apoio à Lava Jato,...” (linha 14).
  • B. “...‘estancar a sangria’,...” (linha 19).
  • C. “Será que os pré-candidatos à presidência tomaram consciência...” (linhas 39-40).
  • D. “...chego a pensar...” (linha 78).
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Embora não haja consenso em relação a uma etiqueta para as tendências literárias contemporâneas, mas, utilizando o termo “pósmodernismo, analise as asserções que se seguem.

I. Pós-modernismo é um nome geralmente dado às formas culturais de um período que aparecem desde os anos 60, abrangendo certas características como reflexão, ironia e um tipo de arte que mistura o popular e o erudito.

II. É visto ora como continuação dos aspectos mais radicais de modernismo, ora, ao contrário, como marcando uma ruptura com o modernismo como um modernismo nãohistórico que anseia acabar.

III. Como alguns dos denominadores comuns que servem para definir o pós-modernismo, pode-se citar que os discursos pós-modernos instalam e subvertem convenções; que esses discursos não desafiam os limites fixos entre os gêneros, entre os tipos de arte, entre teoria e arte, entre arte erudita e cultura de massa.

IV. Uma das características marcantes do pósmodernismo é o pluralismo de estilos e, particularmente, o que caracteriza a poesia pós-modernista é o ludismo na criação da obra, presença marcante da intertextualidade, a intensificação da metalinguagem e o fragmentarismo textual; já o que caracteriza a prosa pós-modernista é o enaltecimento do intimismo e da “literatura-verdade” presente na prosa política (romance-reportagem e o realismo fantástico), que rejeita as prosas regionalista, urbana e autobiográfica.

É correto apenas o que se afirma em

  • A. I e IV.
  • B. II e III.
  • C. I e II.
  • D. III e IV.
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Tendo o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que Heródoto, como historiador, procura analisar e
  • A. resgatar a origem do Egito.
  • B. investigar diferentes informações.
  • C. valorizar a questão racial.
  • D. determinar as identidades de vários povos.
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Assinale a opção em que todas as informações sobre a terceira fase do Modernismo brasileiro são corretas.
  • A. Entre os principais autores da ficção desse terceiro momento modernista são: Clarice Lispector: seus romances são herméticos, com profundo mergulho na alma humana, como em “Perto do Coração Selvagem”; Graciliano Ramos: genial inovador da linguagem da linguagem, sua obra-prima é “Grande Sertão: Veredas”; João Cândido de Carvalho: autor de “O Coronel e o Lobisomem”; Pedro Nava: autor de “O Círio Perfeito”.
  • B. A ficção da terceira fase do Modernismo brasileiro caracteriza-se ou por suas tendências introspectivas ou por um tipo de regionalismo – universalista – diferente daquele da segunda fase.
  • C. Entre o poetas brasileiros da terceira fase do Modernismo destacam-se: João Cabral de Melo Neto, considerado um engenheiro de palavras, é autor de “Morte e vida Severina” e de” Pedra Bonita”; Augusto de Campos, Décio Pignatari e Ferreira Gullar, principais representantes da poesia concreta.
  • D. No campo teatral, destacam-se, entre outros: Nélson Rodrigues, autor de “Vestido de Noiva” e “O Pagador de Promessas”; Gianfrancesco Guarnieri, autor de “Eles não usam black-tie”.
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Considerando os pronomes destacados em “...o Brasil é contra eles (ou os ignora ou só aparece para se meter onde não devia...)” (linhas 53-54), é correto afirmar que possuem referentes
  • A. diferentes e recuperados a partir de informações do cotexto.
  • B. iguais e recuperados devido às informações presentes no cotexto.
  • C. iguais e explicitados na progressão do texto.
  • D. diferentes e explicitados na progressão do texto.
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Assinale a opção em que todas as informações sobre os romancistas da segunda fase do Modernismo brasileiro são corretas.
  • A. José Américo de Almeida escreveu “Vidas Secas”, que marca o início do cognominado romance nordestino.
  • B. José Lins do Rego: sua obra é dividida em três ciclos distintos: ciclo da cana-de-acúcar (do qual fazem parte: “Menino de Engenho” e “Fogo Morto”); ciclo do cacau (“Pedra Bonita” e “Cangaceiros”); e ciclo da ficção intimista cuja ambientação foge ao Nordeste (“Água-Mãe” e “Eurídice”).
  • C. Érico Veríssimo: sua obra é dividida em: Romances urbanos – destacam-se “Clarissa”, “Caminhos Cruzados” e “Olhai os Lírios do Campo”; Romances épicos: formam a trilogia conhecida pelo nome geral de “O Tempo e o Vento”; Romances autobiográficos: “Infância” e “Memórias do Cárcere”; Romances políticos: entre os quais se destacam “O Senhor Embaixador” e “Incidente em Antares”.
  • D. Raquel de Queiroz escreveu os romances “O Quinze”, “João Miguel” e “Caminho de Pedras”.
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Assinale a opção cujos termos sublinhados funcionam como sujeito da oração.
  • A. “...a imagem se materializa como um espelho que é preciso destruir.” (linhas 30-31)
  • B.

    “O que destroem no corpo do outro é a imagem de si mesmos cujo retorno não podem aceitar.” (linhas 31-33)

  • C. “É também a prova de que a estabilidade é sempre provisória, de que é possível perder tudo mais uma vez.” (linhas 74-76)
  • D. “...a borda como o precipício que lembra a quem se agarra ao lado de cá que há uma fera rosnando no desconhecido.” (linhas 04-06)
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