Questões sobre Psicologia Jurídica

De acordo com a análise de Analicia Martins de Sousa (2010), o conceito de Síndrome da Alienação Parental
  • A. teve efeito negativo nas decisões quanto à guarda de filhos, porque desconsidera a perspectiva da prole em relação aos pais.
  • B. fortaleceu a posição da mulher no contexto jurídico, arena em que tradicionalmente ela se encontra em desvantagem.
  • C. contribuiu para a criação de leis que conferem parâmetros mais justos para as decisões relativas aos litígios sobre guarda.
  • D. trouxe, aos litígios sobre guarda, um ônus a mais, na medida em que os cônjuges precisam atestar sua sanidade mental.
  • E. promoveu uma frente de discussão fértil, ao considerar a dinâmica familiar sob a perspectiva das rela- ções patológicas.
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Uma criança é levada pela mãe, detentora da guarda unilateral, para atendimento psicológico em uma clínica especializada. Durante o período de atendimento, o pai se dirige à clínica e solicita ser informado do andamento e dos resultados desse processo. Nessa situação, a clínica deverá
  • A. revelar ao pai os mesmos dados informados à mãe, seja qual for o tipo de guarda, por ser o pai uma “pessoa de direito”.
  • B. ponderar se será de interesse da criança, ou não, dar acesso às informações do atendimento ao pai.
  • C. negar o acesso do pai aos dados, alegando que só poderão ser revelados à mãe, considerada a “cliente”.
  • D. abrir para o pai apenas os dados do atendimento que se refiram a sua relação com a criança.
  • E. informar que, por ser a mãe detentora de guarda unilateral, o pai não tem legitimidade para solicitar informações relativas aos filhos.
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Ao saber que uma criança de 7 anos não tem frequentado a escola ou recebido qualquer apoio educacional por parte dos pais, um cidadão decide informar a um órgão que tenha como finalidade específica zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Nesse caso, o encaminhamento deve ser feito
  • A. ao Ministério Público.
  • B. ao Ministério da Educação.
  • C. ao Conselho Tutelar.
  • D. à Vara da Família.
  • E. à Vara da Infância e da Adolescência.
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Para Donald W. Winnicott (2011), em relação à agressividade, o indivíduo deve
  • A. compreender que destrutividade e amor são incompatíveis, na medida em que a destrutividade é reação à falta de amor.
  • B. desenvolver mecanismos de repressão dos impulsos agressivos, de modo a redirecioná-los à atividade criativa.
  • C. aceitar que impulsos agressivos são incompatíveis com a vida em sociedade e, dessa forma, dizer “sim” à sua condição de ser biopsicossocial.
  • D. procurar projetá-la em um objeto amado, de modo a poupar o próprio eu dos impulsos autoagressivos.
  • E. assumir total responsabilidade por todos os sentimentos e as ideias que pertencem ao “estar vivo”, inclusive os de destrutividade.
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Na visão de Donald W. Winnicott (2012), a agressividade, no bebê, está sempre relacionada
  • A. a experiências de frustração do bebê diante de um ambiente insatisfatório.ao estabelecimento de uma distinção entre o que é “eu” e o que é “não-eu”.
  • B. ao estabelecimento de uma distinção entre o que é “eu” e o que é “não-eu”.
  • C. à ambivalência entre busca de satisfação e medo de engolfamento pelo objeto amado.
  • D. a um impulso de sobrevivência presente em todos os seres vivos.
  • E. aos esforços do bebê para se livrar de algo mau e destrutivo que está dentro dele.
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Isabel da Silva Kahn Marin (2002), ao discutir a relação entre adolescência e violência na sociedade contemporânea, destaca o papel, nesse fenômeno,
  • A. da dificuldade dos adultos de se mostrarem como representantes da autoridade e da lei frente à adolescência.
  • B. da natureza intrinsecamente violenta dos rituais de passagem da adolescência para a vida adulta, observados em nossos dias.
  • C. da influência da cultura da violência divulgada e incentivada de modo exaustivo pelos meios de comunicação.
  • D. da necessidade de afirmação do jovem pela destruição do velho, característica do consumismo do século XXI.
  • E. do investimento da mulher em projetos pessoais que deixam em segundo plano a saúde emocional da família.
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Erik Erikson, conforme indica Matheus (2012), é um dos nomes de referência quando o tema é adolescência. O ponto focal da visão do autor é o da identidade. Na sua visão, a vivência e a superação da “crise de identidade” consistem essencialmente em
  • A. usar o período de moratória como um laboratório de experimentação para se comportar de forma até então proibida, de modo a elaborar um código moral próprio independente dos valores impostos pelas figuras parentais.
  • B. construir uma narrativa histórica individual, como sujeito psíquico, que leve ao estabelecimento de uma noção de eu coesa e definitiva que sirva de referência para a movimentação no território social.
  • C. elaborar o luto pela perda da infância e do senso de proteção oferecido pelas figuras parentais, para então buscar novos objetos nos quais investir libido, de modo a desenvolver um senso de pertencimento.
  • D. reunir a multiplicidade de imagens e papéis dos vários “eus” experimentados, e promover um sentimento de continuidade e pertencimento bastante distanciado da fragmentação que domina os processos inconscientes.
  • E. conciliar o real, o imaginário e o simbólico na constituição de uma noção de “eu” relativamente estável, que servirá de bússola para a elaboração de um projeto de vida a ser buscado.
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Um psicólogo que trabalha em uma instituição para adolescentes recebe um educador preocupado com o discurso opositor de um dos jovens acolhidos e o modo como idealiza celebridades associadas ao mundo do crime. Seguindo as ideias de Donald W. Winnicott (2011), o psicólogo poderá esclarecer que
  • A. a identificação com modelos concretos e reais indicam que o jovem se aproxima do final da adolescência e de atenuação da conduta rebelde.
  • B. devido à imaturidade intrínseca ao período da adolescência, a rebelião do jovem deverá ser tolerada e entendida como parte da anormalidade adolescente.
  • C. caberá ao adulto enfrentar o esforço do adolescente para se sentir acima das necessidades do mundo, confrontando o jovem e reivindicando o direito de ter pontos de vista divergentes.
  • D. apesar do ganho em força e potência física, a violência no adolescente tende a se manter no plano imaginário, sem risco real para si ou para os outros.
  • E. a delegação de responsabilidades “adultas” que promovam a inserção e identidade social do jovem poderá abreviar o período turbulento vivenciado no momento.
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Anna Freud, como destaca Matheus (2012), é considerada a primeira psicanalista a tomar a adolescência como tema de investigação. Para a autora, a adolescência é
  • A. inaugurada com o desligamento do adolescente das figuras parentais, a fim de que a libido, liberada com a resolução do conflito edípico, possa ser investida e fixada em um objeto libidinal estável.
  • B. definida pela ocorrência inédita de um embate entre as forças instintivas do id e as forças de contenção egoica, no qual o uso de defesas primitivas não configura uma dinâmica patológica, ao contrário do que se dá em períodos posteriores à vida.
  • C. caracterizada pela incapacidade de estabelecer vínculos objetais, dado o predomínio do investimento narcísico da libido que possibilitará, ao adolescente, aceitar as alterações corporais e definir a identidade.
  • D. determinada pelas transformações fisiológicas da puberdade, sendo o adolescente essencialmente uma criatura do instinto, dado o significativo afluxo de energia instintiva que ocorre nesse período.
  • E. marcada por um desequilíbrio físico compensado por extrema rigidez mental, necessária para que as funções adaptativas do ego fragilizado possam conter o excesso de pressão da energia do id.
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Ao analisar as questões relacionadas à adolescência na contemporaneidade, Isabel da Silva Kahn Marin (2002) constata que, na atualidade,
  • A. os bens materiais valorizados pelo grupo social assumiram a função dos rituais de passagem tradicionais da adolescência.
  • B. o adulto realiza, nas ações do adolescente, os próprios anseios narcísicos que sua posição pessoal não permite.
  • C. o peso da dívida dos adolescentes com as gerações anteriores tem sido exagerado, alimentando sua motivação para a rebelião.
  • D. a liberdade proporcionada ao jovem pelos pais da contemporaneidade favorece o desenvolvimento da autonomia.
  • E. não se observa uma oposição que valorize e enfrente o desafio colocado pelo adolescente para ser reconhecido.
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