Mulher de 35 anos, sem histórico médico ou psiquiátrico anterior, apresenta-se na unidade de saúde com o relato de tristeza e fadiga. Ela tem tido sentimentos de culpa e tristeza nos últimos 4 meses. Cinco meses atrás, seu namorado terminou com ela após 3 anos de namoro, porque ele descobriu que ela o estava traindo. Ela diz que tem faltado ao trabalho com frequência e não tem passado tanto tempo com seus amigos e familiares. Relata que seu apetite está bom e que tem dormido normalmente, embora um pouco mais do que o normal.
O diagnóstico dessa paciente que corresponde ao relato exposto é o de transtorno
I. A atuação do psicólogo no hospital pode envolver dimensões psicopedagógica, psicoprofilática e psicoterapêutica.
II. Nesse sentido, a dimensão psicoterapêutica fornece informações importantes ao paciente, tais como: estado de saúde, procedimentos, diagnóstico, prognóstico, medidas de proteção e fatores de risco. A dimensão psicoprofilática refere-se aos aspectos preventivos. Por fim, a dimensão psicopedagógica descreve as técnicas específicas de cada caso.
Fonte: Breve olhar sobre a história da psicologia da saúde no Brasil - Anna Elisa Leme, Cristiane Correa, Hevellin Nattany Piai, Tamires Cristine de Almeida, Érica C. Pereira
O estado psicológico da barganha surge após o diagnóstico da doença, em casos de recidiva ou insucesso de tratamento e ainda em situações de perda familiar abrupta.
Conforme as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS, estes devem, inicialmente, avaliar a condição emocional do paciente e sua condição orgânica do momento, estabelecendo modalidades de intervenção para cada pessoa assistida/família, e considerar:
I. A disponibilidade da pessoa assistida para os atendimentos. Considerar que ele foi ali procurar além de cuidados médicos, saúde mental e, por isso, ele compreende a disponibilidade da(o) psicóloga(o) para uma atenção psicológica, apresentando disposição para os atendimentos.
II. O setting terapêutico, na maioria das ...
O setting terapêutico criado pela(o) psicóloga(o) na atenção a pacientes hospitalizados e/ou seus familiares tem por princípio garantir um espaço para a escuta do sofrimento psíquico sem desconsiderar as interfaces com os processos biológicos e socioculturais que se apresentam naquele momento (1ª parte). O setting terapêutico não é definido como na atuação clínica convencional, visto que se ampliam o saber/fazer psicológico, fugindo-se dos enquadramentos da psicoterapia convencional e aproximando-se da atenção psicológica integrada aos demais fazeres e aos procedimentos que as equipes de saúde prestam aos pacientes no hospital (2ª parte). Essa escuta clínica da...