Questões de Veterinária do ano 2018

Sobre as normas para a prevenção e o controle da Anemia Infecciosa Equina, é INCORRETO afirmar:
  • A. As ações de campo referentes à prevenção e ao controle da Anemia Infecciosa Equina são de responsabilidade do serviço veterinário oficial de cada unidade federativa.
  • B. As medidas de prevenção e controle da Anemia Infecciosa Equina serão adotadas pelo governo federal de acordo com as condições epidemiológicas gerais do país.
  • C. Em cada unidade federativa deverá ser constituída, por ato do Delegado Federal de Agricultura, uma Comissão Estadual de Prevenção e Controle da Anemia Infecciosa Equina.
  • D. A Comissão Estadual de Prevenção e Controle da Anemia Infecciosa Equina será constituída de 10 membros, sendo 5 titulares e 5 suplentes, entre estes um médico veterinário do Serviço de Sanidade Animal da Delegacia Federal da Agricultura, que será o coordenador.
  • E. A Comissão Estadual de Prevenção e Controle da Anemia Infecciosa Equina também terá como membro um médico veterinário indicado pela Sociedade Estadual de Medicina Veterinária.
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O abate de bovinos e suínos, bem como de outras espécies animais, realizado para obtenção de carne e de seus derivados, e os demais processamentos industriais da carne, são regulamentados por uma série de normas sanitárias destinadas a dar segurança alimentar aos consumidores destes produtos. Assim, os estabelecimentos do setor de carne e derivados em situação regular, trabalham sob inspeção e fiscalização contínuas dos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária.

Visando atender às exigências sanitárias e aos requisitos de qualidade atuais do mercado interno e dos principais mercados internacionais, os sistemas tradicionais de Inspeção e Controle da Qualidade, objetivam melhorias de desempenho relativas à eficiência, eficácia e relevância social na atividade de assegurar a qualidade dos alimentos, no âmbito de um sistema de gerenciamento da qualidade do processo industrial, passando a utilizar o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle − APPCC, ou Hazard Analysis and Critical Control Points − HACCP, definido como

  • A. um sistema de análise que identifica perigos específicos e medidas preventivas para seu controle, objetivando a segurança do alimento, e contempla para a aplicação, nas indústrias sob Serviço de Inspeção Federal, também os aspectos de garantia da qualidade e integridade econômica, baseando-se na prevenção, eliminação ou redução dos perigos em todas as etapas da cadeia produtiva.
  • B. um sistema de causas potenciais de danos inaceitáveis que possam tornar um alimento impróprio ao consumo e afetar a saúde do consumidor, ocasionar a perda da qualidade e da integridade econômica dos produtos.
  • C. a avaliação sistemática de todas as etapas envolvidas na produção de um alimento específico, desde a obtenção das matérias- primas até o uso pelo consumidor final, visando estimar a probabilidade da ocorrência dos perigos, levando-se também em consideração como o produto será consumido.
  • D. qualquer ponto, operação, procedimento ou etapa do processo de fabricação ou preparação do produto, onde se aplicam medidas preventivas de controle sobre um ou mais fatores, com o objetivo de prevenir, reduzir a limites aceitáveis ou eliminar os perigos para a saúde, a perda da qualidade e a fraude econômica.
  • E. todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias para prover a confiabilidade adequada de que um produto atenda aos padrões de identidade e qualidade específicos e aos requisitos estabelecidos.
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A Encefalopatia Espongiforme Bovina é uma zoonose fatal, transmissível aos humanos, com a ingestão de tecidos infectados. Foi criado o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina − PNEEB, composto por subprogramas que atuam na cadeia epidemiológica. Especificamente tais subprogramas referem-se ao controle

I. da importação e seu monitoramento.

II. em estabelecimentos de abate de ruminantes.

III. de processadores de resíduos de origem animal.

IV. de alimentos para ruminantes, com fiscalização para prevenir a contaminação de alimentos destinados a esses animais com produtos de origem animal proibidos.

Está correto o que se afirma em

  • A. I, II, III e IV.
  • B. III e IV, apenas.
  • C. IV, apenas.
  • D. II, apenas.
  • E. III, apenas.
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Fármacos muito usados na rotina do clinico de pequenos animais são os antiparasitários. São importantes para garantir a saúde do animal e de seu dono, pois alguns parasitas são transmitidos aos seres humanos. A respeito de produtos antiparasitários de uso veterinário, assinale a opção CORRETA.
  • A. Para a determinação da eficácia de anti-helmínticos em ruminantes, o teste controlado é um procedimento pouco confiável e raramente utilizado.
  • B. No rótulo das embalagens de produtos ectoparasiticidas cuja formulação seja de baixa concentração, deve constar a informação não tóxico ou inofensivo.
  • C. Antiparasitários de ação prolongada apresentam nível plasmático terapêutico ou atividade antiparasitária por um período de tempo consideravelmente maior em comparação com antiparasitários com outra formulação convencional cuja base seja composta do mesmo ingrediente ativo.
  • D. A eficácia mínima considerada pelos testes de eficácia para mosquicidas é de 50%, tanto para instalações rurais quanto para iscas mosquicidas.
  • E. A eficácia do produto mata-bicheira é determinada pela comparação da mortalidade ou da expulsão das larvas nos animais hospedeiros, antes do tratamento tópico e trinta minutos após esse tratamento.
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Síndrome Cólica é um conjunto de sintomas e sinais clínicos que, juntamente associados à história clínica do animal, reflete aspectos fisiológicos no trato gastrointestinal que evidenciam o desconforto abdominal, característicos em equídeos, em específico o equino. Assinale a opção correta, relativa à síndrome cólica, uma das enfermidades de maior ocorrência e causa frequente de morte de equinos.
  • A. A distensão abdominal observada em equinos com cólica é causada, principalmente, pela dilatação do estômago ou do intestino delgado.
  • B. A cólica letal envolve algum grau de isquemia intestinal que, em condições mais graves, poderá resultar em ruptura de vísceras, endotoxemia e morte.
  • C. O vômito em jato ou a regurgitação do conteúdo intestinal são comuns em equinos com cólica.
  • D. O vólvulo gástrico está entre as principais causas do surgimento da síndrome cólica equina.
  • E. Embora os equinos com cólica apresentem ampla variedade de disfunções orgânicas, as funções de motilidade intestinal e absorção dos nutrientes são mantidas na maioria dos animais.
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A vacinação é fundamental para o controle de várias doenças infecciosas, de zoonoses e para a manutenção da saúde dos animais. Acerca da vacinação de cães e gatos jovens, assinale a opção CORRETA.
  • A. A dose única da vacina inativada contra a leptospirose é capaz de desencadear imunidade adequada no animal.
  • B. A vacina inativada contra a raiva canina e felina confere proteção por períodos curtos de até doze meses; por isso, são necessárias revacinações anuais.
  • C. O desenvolvimento da imunidade após o uso de uma vacina com agente vivo modificado é mais tardio do que depois do uso de uma vacina inativada.
  • D. Em geral, um filhote privado do colostro e desprovido de anticorpos maternos deverá responder à vacinação mais precocemente.
  • E. Cães e gatos que tenham idade superior a dezesseis semanas e que não tenham sido vacinados com agente vivo modificado devem receber ao menos três doses da vacina para que haja resposta imune protetora efetiva.
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O emprego de aditivos químicos em alimentos é motivo de muita polêmica, gerando controvérsias que envolvem consumidores, indústria, pesquisadores e governo. Os corantes artificiais são aditivos alimentares e têm sido objeto de muitas críticas, já que o emprego destes, em alguns alimentos, se justifica apenas por questões de hábitos alimentares. A determinação de corantes sintéticos em alimentos tem sido feita por vários métodos espectrofotométricos e cromatográficos, e mais recentemente utilizando a cromatografia líquida de alta eficiência, que, além das vantagens de eficiência na separação, rapidez e simplicidade, permite a separação e quantificação dos oito corantes permitidos em uma única análise. Sobre cromatografia líquida, são realizadas as seguintes afirmações:

I - A cromatografia líquida é uma técnica analítica na qual a fase móvel é um líquido.

II - Esse tipo de cromatografia foi inicialmente desenvolvida pelo botânico russo Mikhail Tswett, em 1903.

III - A cromatografia de exclusão por tamanho é uma técnica cromatográfica na qual os solutos são separados com base em sua partição entre uma fase móvel líquida e uma fase estacionária revestida em um suporte sólido.

IV - A sílica (SiO2) é o suporte mais popular em cromatografia de adsorção.

É CORRETO afirmar que:

  • A. Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
  • B. Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
  • C. Apenas as afirmações I, II e III são verdadeiras.
  • D. Apenas as afirmações I, II e IV são verdadeiras.
  • E. Todas as afirmações são verdadeiras.
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O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, causada pela ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum O Clostridium botulinum produz sete sorotipos diferentes de neurotoxinas (A, B, C, D, E, F e G). Assinale quais destas toxinas são produzidas por genes de um bacteriófago lisogênico carreado por esta bactéria.
  • A. Toxinas A e B.
  • B. Toxinas B e C.
  • C. Toxinas D e F.
  • D. Toxinas F e G.
  • E. Toxinas C e D.
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O mormo, também conhecido como lamparão, é uma doença infecto-contagiosa que acomete equídeos, podendo também ser contraída por outros animais como o cão, gato, bode e até o homem. Esta enfermidade é conhecida há vários séculos e no anos de 1968, foi considerada extinta no Brasil. No entanto, estudos sorológicos realizados nos anos de 1999 e 2000 detectaram a presença da doença em alguns estados do nordeste brasileiro. Assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde à espécie bacteriana responsável pelo mormo em equinos.
  • A. Burkholderia mallei.
  • B. Burkholderia cepacia.
  • C. Streptococcus pneumoniae.
  • D. Staphylococcus aureus.
  • E. Burkholderia pseudomallei.
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Entre os vírus abaixo, assinale aquele que apresenta genoma de DNA e está relacionado com enfermidades respiratórias e reprodutivas em bovinos.
  • A. Vírus Parainfluenza Bovino Tipo 3.
  • B. Vírus da Raiva.
  • C. Vírus Respiratório Sincicial Bovino.
  • D. Herpesvírus Bovino Tipo 1.
  • E. Vírus da Febre Aftosa.
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