Questões de Artes da FUMARC

Julio Le Parc, artista argentino, teve uma excelente retrospectiva em Miami, em 2016 e em São Paulo, em 2017-18. A mostra com o título, Julio Le Parc: da Forma à Ação, trouxe obras que caminham pela op art, passa pela arte cinética e se desdobra em grandes instalações luminosas.

De acordo com a obra do artista e dos conhecimentos sobre a op art, identifique uma de suas carac-terísticas.

  • A. Representação do movimento através da pintura, apenas com a utilização de elementos gráficos.
  • B. Restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística.
  • C. Temas concebidos como simples motivos que justificam a realização da pintura.
  • D. Uma arte solta das amarras racionalistas, resultado do automatismo psíquico, combinando elementos por acaso.
  • E. Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico, se encantando com a velocidade das máquinas.
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Na série “Esculturas de Um Minuto”, o público é convidado a seguir instruções para que se torne uma escultura do artista durante 60 segundos. A princípio, é possível definirmos essa ação como um hap-pening, mas, como no próprio título do trabalho, isso é uma escultura, pois

  • A. conduz um deslocamento de elementos do cotidiano inseridos no corpo do espectador, resul-tando em algo totalmente inusitado e com total liberdade.
  • B. modela naturalmente o corpo do espectador, mesmo que não seja sua intensão a priori.
  • C. o corpo do espectador segue um dos princípios dessa modalidade, que é a tensão, força, da matéria prima a ser esculpida, nesse caso, o corpo que foi “emprestado” ao artista por um pe-queno período.
  • D. o espectador é conduzido a produzir a obra, sendo uma espécie de material articulável e livre para ser transformado em obra momentânea do artista.
  • E. o outro é conduzido a produzir uma obra que não foi criado por ele, mas pelo artista que o induz a produzir algo que foge da naturalidade, mesmo que seguindo uma receita.
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A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida pela civilização do Antigo Egito. Enquanto essa arte es-tava voltada para a religiosidade, a arte da Grécia Antiga ligava-se à
  • A. realidade.
  • B. experimentação.
  • C. naturalidade.
  • D. inteligência.
  • E. emoção.
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Se a industrialização trouxe um grande desenvolvimento tecnológico, ela provocou também o surgi-mento de uma grande massa de trabalhadores vivendo nas cidades em condições precárias e traba-lhando em situações desumanas. Surge então a chamada “pintura social”, denunciando as desigual-dades entre a pobreza dos trabalhadores e a riqueza da burguesia. Nesse contexto, encontramos a pintura realista do século XIX, que se caracteriza pelo princípio de que o artista deve
  • A. apropriar-se das angústias e melancolias vividas na Europa pós-revolução industrial.
  • B. expressar seus sentimentos, mesmo aqueles mais ocultos, a todo momento, em sua obra.
  • C. garantir o cumprimento de regras básicas, mantidas desde o Renascimento, com a arte tradicio-nal.
  • D. representar a realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza.
  • E. representar os fatos de um determinado momento, mas sempre com uma intervenção crítica.
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A artista, nessa obra, apresentará uma das linguagens contemporâneas mais utilizadas. A descrição que ela faz, deixa claro que o trabalho do vestido, ao ser montado será um (a)

  • A. desenho.
  • B. escultura.
  • C. instalação.
  • D. performance.
  • E. pintura.
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Os geoglifos são intervenções, vestígios arqueológicos deixados no solo por diversas culturas em várias partes do mundo. Essas formas de interferência na natureza por artistas contemporâneos ainda são muito comuns. Essa manifestação hoje é chamada de Land Art, sendo um termo utilizado para se referir às manifestações artísticas que criam interferências usando o meio ambiente como suporte. Todas a obras a seguir apresentam a natureza como foco principal, mas apenas uma condiz com a informação do texto, sendo a imagem:

  • A.
  • B.
  • C.
  • D.
  • E.
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Observe a imagem.

 Numa análise da obra acima e sobre a conexão da afro-brasilidade à arte cristã, o dado que primeiro ressalta aos olhos é a (o)

  • A. contraste entre o claro e o escuro para ressaltar a expressão de sentimento dos personagens.
  • B. curva e contracurva muito utilizada como característica fundante do barroco brasileiro.
  • C. emoção que caracteriza o barroco, reforçando a religiosidade presente na obra.
  • D. jogo formal de luz e sombra, muito característico do barroco europeu e brasileiro.
  • E. representação de santos e anjos com traços negroides, o amulatamento das figuras representa-das em pinturas, retábulos e imagens católicas.
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Analisar o que chamamos de tecnoarte, ou arte produzida com o auxílio de uma máquina, é uma tarefa que deve considerar dois aspectos que extrapolam a criação artística pura e tradicional: o potencial produtivo da máquina e a
  • A. capacidade equivalente à somatória das potencialidades técnicas do computador como ferra-menta.
  • B. capacidade técnica do artista em operar essa tecnologia, além da sua capacidade criativa.
  • C. expressão inédita, que se apresenta como um grande canal de vazão para o mito da esponta-neidade do artista.
  • D. forma de aproveitamento de elementos visuais que já vêm arquivados em programas de compu-tador.
  • E. situação na pós-modernidade, a partir da associação que faz da tecnologia com releituras de obras passadas.
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Escher criou um universo visual rico em perspectivas. Na composição da obra, Mão com esfera refle-tora, percebe-se que o tratamento da imagem vai além de uma simples representação. Alguns de seus temas preferidos eram o espelho e o reflexo de imagens. Na obra, ele explorou sua própria imagem, utilizando um objeto em forma convexa como meio de

  • A. distorcer a imagem espelhada e criar uma visão expandida da realidade.
  • B. entender que sua profundidade existe pelo fato de ser uma esfera.
  • C. reforçar todo o narcisismo constantes ainda na contemporaneidade.
  • D. retratar o ambiente em que estava com muita maestria.
  • E. revolucionar nosso olhar ao nos trazer uma nova visão de mundo.
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A instalação Jardim de Narcizo, de Yayoi Kusama, que fica no Inhotim, conta com 500 esferas de aço inoxidável que, ao flutuarem sobre um espelho d’água, refletem a natureza exuberante do lugar e o próprio espectador. A instalação é um tipo de arte experimental.

 Esse fazer artístico produz obras que

  • A. ficam estáticas em um determinado local, dialogando apenas com o ambiente natural e/ou arqui-tetônico.
  • B. interagem com ambiente em que se encontra, ressignificando o local ou direcionando o foco a outros aspectos dele.
  • C. provocam no espectador uma necessidade de interatividade direta com a obra, ou seja, o toque.
  • D. questionam a tensão de um determinado material, princípio fundante de uma escultura.
  • E. representam, de forma simbólica, elementos oníricos distribuídos num determinado local.
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