Crase – regras e uso correto do acento grave

Crase significa fusão, junção. Sendo o nome que se dá à contração da preposição “a”. Não se deve decorar a regra, principalmente a da crase, basta entendermos o processo, sua estrutura.

Conceito de crase

Crase é a fusão de duas vogais da mesma natureza, no português assinalamos com o acento grave (`).

( a + o ) – incorreto.

( a + a ) – correto > ( a + a = à ).

Estrutura – padrão

Assim, quando um verbo ou um nome exigir a preposição “a” e o substantivo posterior admitir artigo “a”, haverá crase. “Além disso, se houver a preposição “a” seguida dos pronomes “aquele”, “aquela”, “aquilo”, “a” (=aquela) e “a qual”; ocorrerá crase.

 

Como exemplo:

Obedeço a leis./ Obedeço a lei e a regulamento.

Os substantivos “leis”, “lei” estão em sentido geral, por isso não recebem artigo “as”, “a” e não há crase. Na segunda frase, o que ratificou o sentido geral foi o substantivo masculino “regulamento” não ser antecedido do artigo “o”.

Pronomes de tratamento

Quando os pronomes de tratamento estão na função de objeto indireto ou complemento nominal, antecedidos da preposição “a”, não admitem artigo.

Como exemplo: Refiro-me a Vossa Senhoria./ Fiz referência a Vossa Excelência.

Observação: Dentre os pronomes de tratamento, somente senhora admite artigo “a”, por isso, se esse pronome for precedido de preposição “a”, haverá crase: Refiro-me à senhora Gioconda.

Diante de topônimos

Diante de topônimos que pedem o artigo feminino, admite-se a crase.

Como exemplo: Faremos uma excursão à Bahia, a Sergipe, a Alagoas e à Paraíba. Um túnel ferroviário liga a França à Inglaterra.

Observamos que o substantivo “excursão” exige a preposição “a” e os topônimos “Bahia” e “Paraíba” admitem artigo “a”. Por isso há crase. Já os topônimos “Sergipe” e ” Alagoas” não admitem artigo; por isso não há crase. Mas será que devemos decorar quais os topônimos admitem ou não o artigo “a”? Lógico que não, para isso, temos alguns macetes.

Para você saber se o topônimo pede ou não o artigo, basta trocar o verbo que exige a preposição “a” por outro que exija preposição diferente; para evitar a confusão da preposição com o artigo.

Fui à Bahia. – Fui a Sergipe. – Fui a Roma.
Para termos certeza de que há artigo ou não, basta trocamos por “vim”. Veja: Vim da Bahia
Vim de Sergipe. – Vim de Roma.

Outros exemplos importantes são: Vou para casa > Vou a casa./ Vou para a casa da Amélia > Vou à casa da Amélia.

Estrutura da Locução adverbial

preposição + artigo = à

Como exemplo: à tarde, à noite, etc.

Com destaque às locuções adverbiais de tempo, que especificam o momento de um evento, com o núcleo expresso com o substantivo hora(s), o qual recebe o artigo definido “a”, “as”.

Como exemplo: à meia-noite, à uma hora, às duas horas, às três e quarenta.

Não se pode confundir com a indicação de tempo generalizado ou tempo futuro, como, isso acontece a qualquer hora, estarei lá daqui a duas horas.

Crase Facultativa

A crase é facultativa quando é opcional o uso da preposição a, ou do artigo definido feminino. Casos em que a crase é facultativa: quando a preposição “a” é facultativa depois da preposição “até”.

Como exemplo: O visitante foi até a sala do Diretor./ O visitante foi até à sala do Diretor.
A sessão prolongou-se até à meia-noite./ A sessão prolongou-se até a meia-noite.

O artigo definido é facultativo diante de pronome possessivo. Mas, para a crase ser facultativa, esse pronome possessivo deve ser feminino singular. Diante de nome próprio de pessoa. Se o nome for feminino e o verbo exigir preposição, a crase será facultativa.

Nunca se deve usar Crase

Crase não deve ser usada antes de masculino, como exemplo, caminhava a passo lento. Ou antes de verbo, como, estou disposto a falar. Antes de pronomes em geral, tal como, eu me referi a esta menina. Ou antes de pronomes de tratamento, como, dirijo-me a Vossa Senhoria.

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