O texto "Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro", interpretado em seu conjunto, mostra-nos a preocupação de Edgard Morin com
Nos tempos modernos se buscou universalizar a Educação Escolar cuja característica central seria lidar com as questões do conhecimento e da formação de habilidades. A Educação, como formação humana, historicamente coube às famílias, às comunidades e às igrejas e ela foi perdendo a garantia de efetivação pela desintegração dessas instituições formadoras. A necessidade da formação humana, do sujeito ético, para o futuro da humanidade, subsumindo os conhecimentos e habilidades, leva Neidson Rodrigues a colocar a seguinte perspectiva:
"Durante muito tempo a cultura escolar se configurou a partir da ênfase na questão da igualdade, o que significou, na prática, a afirmação da hegemonia da cultura ocidental européia e a ausência no currículo e em outras práticas presentes na escola de outras vozes, particularmente referidas às culturas originárias do continente, à cultura negra e de outros grupos marginalizados de nossas sociedades."
Um grande desafio que se coloca para a reinvenção da escola, segundo Vera Maria Candau,
Gimeno Sacristán afirma que "a cultura escolar é mais que conteúdos", distinguindo duas concepções de currículo: a visão formal concebida como "a mera especificação em um documento, tão exaustiva de todos objetivos, áreas, conteúdos ou grandes temas e tópicos concretos que devem ser tratados na sala de aula" e a visão que denomina de "currículo real".
Segundo o autor, a análise do cotidiano escolar evidencia que o currículo real necessita
"A gente se sente envergonhado quando vive num país que trata tão mal aqueles que se encarregam de educar nossos filhos."
Fernando Hernández, ao citar a frase acima, explicita que não é possível recriar a escola se não se modificam
Muitos são os canais que nos permitem entender a escola e os movimento de renovação pedagógica, mas sob a visão humanística traçada por Miguel Arroyo, o melhor caminho é
Para abordar o ofício de professor de modo mais concreto, Philippe Perrenoud faz uso de um inventário de competências que contribuem para redelinear a atividade docente. Reconhece que são múltiplos os significados atribuídos à noção de competência e esclarece que se orienta pelo significado de competência como
Maria Teresa Estrela – ao afirmar que, nos últimos trinta anos, a investigação sobre o ensino mostra que a profissão docente não pode se confinar a uma "pedagogia do dom natural" e que esta exige formação – pondera que temos que reconhecer que a formação dos professores tem subalternizado
Para a formação profissional do magistério, Muramoto distingue três níveis de formação:
– o da classe social de origem;
– o acadêmico ou escolar;
– o do exercício da profissão.
Defende que este último pode ser um nível privilegiado de formação desde que:
Buscando soluções para garantir melhoras significativas nas escolas, Fullan e Hargreaves afirmam que uma "mudança educacional que não envolva os professores e que não tenha seu apoio costuma terminar como uma mudança para pior ou para nada". Há necessidade não só de um envolvimento dos professores, mas um tipo de envolvimento importante, que requer