'Se a experiência é necessária ao desenvolvimento intelectual, não poderá ser interpretada, implicitamente, como as teorias empiristas querem, isto é, como autosuficiente'. Ou seja, repetir simplesmente, fazer muitas tarefas, não é suficiente para a compreensão do educando.
Concordando com a afirmação de Piaget acima, Jussara Hoffmann conclui que o objeto do conhecimento não é simplesmente um "dado" de cópia ou repetição, mas sempre o resultado de uma construção que pressupõe a
Vygotsky define a zona de desenvolvimento proximal como a distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial...
A zona de desenvolvimento proximal refere-se, assim, ao caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no nível de desenvolvimento real.
Os fatores orgânicos são os responsáveis pela seqüência fixa que se verifica entre os estágios do desenvolvimento, todavia não garantem uma homogeneidade no seu tempo de duração. Podem ter seus efeitos amplamente transformados pelas circunstâncias sociais nas quais se insere cada existência individual e mesmo por deliberação voluntárias do sujeito.
Segundo Wallon, a duração de cada estágio e as idades a que correspondem, são referências relativas e variáveis, em dependência de características
No momento em que o professor entende que o aprendiz sempre sabe alguma coisa e pode usar esse conhecimento para seguir aprendendo, ele se dá conta de que a pura intuição (do professor) não é mais suficiente para guiar o trabalho.
Na maioria das escolas, a ação do professor é limitada a transmitir e corrigir. O processo educativo se desenvolve através de momentos estanques, sem elos de continuidade, desconectados em termos de progressão na construção do conhecimento. Não se trata de considerar a avaliação como uma fórmula mágica, ou seja, de se imaginar a possibilidade de uma avaliação mediadora, por si só, impulsionadora de saltos mecânicos de um nível de conhecimento a outro.
Jussara Hoffman quando pondera sobre o uso equivocado dos testes, está preocupada em saber se os educadores pensam e definem a intencionalidade básica inerente à aplicação de testes ou solicitação de tarefas ao aluno. Afirma ela que, em função dos equívocos decorrentes de imprecisões da terminologia, o teste é entendido como instrumento
(O melhor professor) é aquele que quer que o aluno aprenda, que se empenha pra que o aluno aprenda, não aquele professor que finge que ensina e o aluno finge que aprende. (...)
O professor que saiba valorizar o nosso trabalho. (...) Que explica a matéria bem, devagar. Que quando eu não vou aprendendo, vai repetindo (...)
Para Júlio Groppa, estes depoimentos revelam que para que o professor possa fazer valer seu projeto moralizante, o aluno impõe as regras operacionais: é preciso parecer familiar, próximo, amigo. A senha para esta passagem será, então, a amizade − o que traduz a tentativa de simetrização dos lugares instituídos, e que resultaria na simulação de uma parceria.
Dentre os métodos de ensino, que podem ser utilizados pelos professores, existe um no qual é apresentada uma situação aos alunos e os mesmos deverão encontrar uma ou mais respostas, explorando estratégias independentes. Esse método é conhecido como ensino