As brechas redutíveis de mortalidade (BRM) constituem uma medida de risco atribuível entre expostos.
As brechas redutíveis de mortalidade (BRM) constituem uma medida de risco atribuível entre expostos.
A avaliação de tecnologias em saúde (ATS) visa subsidiar gestores, profissionais de saúde e mesmo os poderes políticos sobre a adoção ou não das mesmas, tanto no SUS quanto na Saúde Suplementar.
Avaliações de morbi-mortalidade por causas externas mostram que a obrigatoriedade do uso de cinto-de-segurança e o desarmamento são medidas que demonstraram pouca eficácia, pois a incidência de danos gerados por trânsito e armas-de-fogo continuaram aumentando após terem sido implementadas.
Os tropicalistas já utilizavam técnicas de estudos populacionais em seus estudos das endemias prevalentes no país.
Na periodização proposta pelo autor, a segunda etapa epidemiológica coincidiria com o fim do regime militar, a redemocratização e a nova constituinte, em suma, o mesmo período da criação e primeiros anos do SUS.
A nova compreensão de saúde do SUS veio ampliar e completar a racionalidade médica anteriormente existente no país, a da determinação social da doença, proposta pela saúde coletiva e pela epidemiologia.
Uma das metas da descentralização era ampliar o controle social e a participação popular no SUS, através dos conselhos e conferências de saúde, mantendo-se porém a gestão dos recursos repassados ainda com regulação central.
Identificam-se diversas peculiaridades da epidemiologia no país em sua proximidade com o SUS e seus interesses humanitários e políticos, entre elas a de ter-se tornado uma disciplina mais próxima da práxis, com distanciamento de suas bases acadêmicas e conseqüente redução da produção teórica e do número de grupos de pesquisa.
Não se deve entender a integralidade proposta pelo SUS em toda a sua polissemia. Para o SUS, integralidade subentende a abordagem integral do indivíduo em seu ambiente, a articulação das ações de prevenção, promoção, cura e recuperação e a ampliação dos espaços de intervenção. Por outro lado, não contempla o acesso a toda tecnologia capaz de melhorar e prolongar a vida, pois implica em impasses éticos e exige tecnologias, processos e medicamentos de alto custo não fornecidos pelo SUS.
Entre as perspectivas de contribuição da epidemiologia para a consolidação do SUS, pode-se considerar como alguns dos objetivos centrais a redução das desigualdades sociais, a contribuição para os processos regulatórios e a avaliação do impacto de tecnologias.