Celestino Alves da Silva Jr. destaca que, na história do sistema escolar brasileiro, a tríade Supervisão, Currículo e Avaliação tem sofrido revisões de seu significado, não só em cada um de seus três termos, mas também na relação entre eles. Enquanto se consolida ampla política governamental de avaliação educacional, a atual discussão sobre currículo é dinamizada por três idéias-força: a da autonomia da escola, a do projeto pedagógico e a do trabalho coletivo. Para o autor isto indica
"Nas Histórias da Educação Infantil Brasileira, pode-se constatar que as creches se caracterizaram pelo atendimento às crianças mais novas e que surgiram como trabalho beneficente para o atendimento às populações de mais baixa renda (...) Já os jardins da infância e as pré-escolas voltaramse para a faixa dos três ou quatro a seis anos e vincularam-se aos órgãos ou sistemas educacionais. No entanto, o fato de uma vincular-se a órgãos assistenciais e as outras duas vincularem-se à educação não implica afirmar que a primeira seria 'assistencial/assistencialista' e as demais educacionais."
Moysés Kuhlmann Jr. afirma que todas as instituições de educação infantil sempre tiveram (e têm) um projeto educacional e que a distinção que se pode fazer é e...
O Projeto Pedagógico, se incorporado à prática dos educadores, pode constituir-se em ferramenta a serviço de uma escola aprendente e comprometida com uma educação de qualidade para todos. Nesta perspectiva,
I. é um documento que define as intenções da escola, origem das grandes linhas para o Plano Escolar.
II. é um ordenamento pedagógico, lógico e minucioso, elaborado para assegurar a continuidade do efetivo trabalho escolar.
III. sua construção requer a organização da intencionalidade coletiva dos participantes sobre o que a escola vai fazer e como vai fazer.
IV. é resultante de um conhecimento mínimo das condições existentes e um esforço de previsão das alterações possíveis.
...O Plano Escolar orientado pela intenção de assegurar o acesso e a permanência com aprendizagens significativas para todos os alunos, deve privilegiar ações educativas que propiciem possibilidades e oportunidades de
I. classificação dos alunos de acordo com seu desempenho, o que assegura a qualidade do processo e êxito dos resultados.
II. uso das horas de trabalho pedagógico coletivo como recurso que permite o acompanhamento das ações propostas.
III. interação entre as vivências dos alunos fora da escola e os conteúdos curriculares desenvolvidos em sala de aula e outros espaços da escola.
IV. inserção das novas tecnologias nas práticas cotidianas de sala de aula, para assegurar a tra...
O Conselho Estadual aprovou por unanimidade, a Indicação no 08/97, que dispõe sobre o regime de progressão continuada no sistema de ensino do Estado de São Paulo. Esta aprovação unânime aconteceu porque entenderam os conselheiros que esta Indicação
I. atende às preocupações da nova LDB e reconhecem a complexidade e a amplitude das alterações propostas.
II. permite às escolas a adoção de formas de progressão parcial ao longo dos ciclos, independente da seqüência do currículo.
III. recomenda o amplo debate na rede e com a comunidade antes de sua efetiva implantação.
IV. reconhece que a implantação da proposta depende, fundamentalmente, da competência pedagógica das escolas.
...Mere Abramowicz analisa a avaliação requerida pelo regime de progressão continuada e aponta aspectos que ela deve contemplar:
I. análise do desempenho do aluno: abrangente, processual, dinâmica, crítica, criativa, cooperativa.
II. ênfase no aspecto diagnóstico, informando aos pais os veredictos e encaminhando os alunos para processos de recuperação psicopedagógica externos.
III. lugar de destaque para a escola no processo avaliativo: avaliação contextualizada num projeto de educação e sociedade.
IV. opção por uma avaliação mais formativa com sentido mais interativo, qualitativo, compartilhado e dialógico.
V. priorização da abordagem disciplinar, apoiando a ava...
A avaliação da aprendizagem na escola traduz um referencial teórico que envolve uma concepção de educação e sociedade. A teoria é importante, sobretudo, porque
Ao afirmar que a avaliação "deverá ser assumida como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que se possa avançar no processo de aprendizagem", Cipriano Luckesi explicita o entendimento de avaliação