Há, dentre as tendências pedagógicas no Brasil, aquela que preconiza uma didática com o objetivo de direcionar o processo de ensinar, tendo em vista finalidades sociopolíticas e pedagógicas direcionadas para a promoção da auto-atividade do aluno com inspiração no materialismo histórico-dialético. Tal tendência pedagógica denomina-se:
“Colocadas as questões e organizados os meios de trabalho (folhas de exercícios, mapas, ilustrações, etc.), os alunos desenvolvem a tarefa. Uma vez concluída, um aluno do grupo informa a classe dos resultados e passa-se a uma conversação dirigida pelo professor.” (Libanio, 1994, p.170)
A partir da situação apresentada acima, o método de ensino utilizado pelo professor é o de:
A avaliação formativa pode atuar positivamente sobre a violência simbólica, ou seja, a pressão moral e psicológica constante sobre o aluno para obter sua adesão ao estudo. Essa ação positiva é facilitada graças ao que Perrenoud denomina de:
A avaliação formativa é uma maneira de regular a ação pedagógica, direcionando-a para uma ação diferenciada. Quando isso ocorre, temos uma avaliação centrada no seguinte aspecto:
Na obtenção de um espaço efetivo de aprendizagem, o professor, com a sua formação pedagógica e educacional, é peça chave. Para tanto, necessita viver as várias dimensões possíveis de se formar nesse processo. Dentre elas, “há aquela que se detém em ressaltar o desenvolvimento (...) metacognitivo, que implica conhecimento sobre o próprio funcionamento cognitivo pessoal, e de habilidade de autorregulação deste funcionamento.” (Gatti, 1997). Tal dimensão formativa denomina-se:
Nas ações de educação em saúde e saneamento ambiental nas terras indígenas, as propostas que garantam a participação da população indígena exigem do educador uma dimensão de formação pessoal e técnico-científica que assegure flexibilidade e ampliações do campo conceitual de forma inter e transdisciplinar. Para que haja um efetivo engajamento do pedagogo nesses grupos será necessário que ele desenvolva habilidades de coletar, analisar e levantar hipóteses sobre seu papel na equipe. A ação que melhor responde a estes imperativos é caracterizada como:
Em educação, “a consultoria é o processo pelo qual se partilham, com outra pessoa ou grupo de pessoas, em caráter de mutualidade, informações, ideias, opiniões sobre determinada problemática, promovendo seu entendimento e permitindo o envolvimento das pessoas a ela relacionadas, com o fim de gerar bases objetivas para a tomada de decisões e de medidas eficientes a respeito.” (Lück, 2008) O tipo de consultoria que se caracteriza por centrar todo o esforço na ação educativa, através das pessoas ou grupos ligados a essa tarefa, é conhecida como:
Uma das fases do processo de consultoria dirige-se para a observação, o que oferece ao pedagogo, na posição de consultor, a possibilidade de dar feedback, assistindo o outro ou ao grupo a analisar e interpretar os resultados obtidos. Essa descrição corresponde à seguinte fase da consultoria:
A comunicação e o inter-relacionamento pessoal são fatores básicos para o sucesso do educador em equipes interdisciplinares. Assim, dentre os elementos mais significativos, há aquele que diz respeito à maneira como as coisas são ditas, podendo gerar uma comunicação ambígua e inespecífica, conduzindo ao agravamento das relações. Isto póde ocorrer porque:
Paulo Freire escreveu: “Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. A escolha de nós mesmos não significa a exclusão dos outros. É a outredade do não eu, ou do tu, que me faz assumir a radicalidade de meu eu.”. Segundo o autor, para que o ato de ensinar seja realizado há necessidade de: