Segundo Saviani (1999), a função supervisora acompanha a ação educativa desde suas origens. Contudo, para que uma função seja organizada como profissão, é necessário que ela se destaque do âmbito em que opera, se distinga das demais, detalhando-se os seus atributos, e exija agentes especializados com uma formação específica. Entendendo-se a profissionalização na perspectiva de Saviani, explicitada acima, pode-se afirmar que esta profissionalização não chega a se consolidar no Brasil. O contexto histórico considerado a tentativa mais radical de profissionalização da supervisão educacional no Brasil se dá com:
Leia o trecho a seguir:
"... fazer supervisão em educação será, antes de tudo, estimular a discussão sobre o tipo de pão que queremos ter e, só depois, como decorrência, incentivar a discussão sobre os meios para a fabricação de tal pão".
(Danilo Gandin, 1985) As diversas metáforas utilizadas no texto estabelecem uma prioridade nas ações do Supervisor Educacional. Assim, com base no texto acima, o Supervisor Educacional deve priorizar a discussão sobre:
Buscando uma ressignificação do papel do supervisor educacional e tentando definir a supervisão educacional, Vasconcellos (2002) começa por explicitar o que a supervisão não é (ou não deveria ser):
"não é fiscal de professor, não é dedo-duro (que entrega os professores para a direção ou mantenedora), não é pombo-correio (que leva recado da direção para os professores e dos professores para a direção), não é coringa/tarefeiro/quebra galho/salvavidas (ajudante de direção, auxiliar de secretaria, enfermeiro, assistente social, etc.), não é tapa-buraco (que fica "toureando" os alunos em sala de aula no caso de falta de professor),... não é de gabinete (que está longe da prática e dos desafios efetivos dos educadores), não é dicário (que tem dicas e soluções ...
Referindo-se às concepções de supervisão educacional, presentes na história recente da educação brasileira, Rangel (1999) afirma:
"Quando se sonha, traduz-se o que se quer, o que se gostaria, o que se idealiza, mas também o que toca a sensibilidade, o que tenciona, o que se esconde..., enfim o que se concebe... [...] E nesse sonho dos anos 80 espera-se extirpar, extinguir, da formação à ação, a existência do supervisor".
(Rangel, 1999) A autora refere-se, neste texto, a um forte movimento de negação de supervisão educacional que se dá no Brasil ao longo dos anos 80. Com relação a este movimento é correto afirmar que a negação do papel do supervisor educacional ocorre porque:
I - a introdução da supervisão...
Interessada em ressignificar o papel da supervisão educacional, a equipe supervisora de uma escola optou por adotar uma prática coerente com os pressupostos da corrente ideológica transformadora. Nesta concepção, a função supervisora caracteriza-se por:
I - estar baseada num positivismo otimista, pelo qual os conflitos são omitidos e é feita a apologia de uma sociedade desejável.
II - ser essencialmente política e não principalmente técnica.
III - ser implementadora do currículo oficial nas escolas e orientadora dos professores na execução dos programas oriundos dos sistemas de ensino.
IV - estar voltada, essencialmente, para garantir a efetividade e eficiência dos meios e a ef...
"A mudança na escola só se dará quando o trabalho for coletivo, articulado entre todos os atores da comunidade escolar, num exercício individual e grupal de trazer as concepções, compartilhá-las, ler as divergências e as convergências e, mediante esses confrontos, construir o trabalho".
(ORSOLON, 2001) Com base no texto acima, a opção que apresenta ações mais adequadas ao papel do Supervisor Educacional é:
"A educação, não importando o grau em que se dá, é sempre uma teoria do conhecimento que se põe em prática.(...) O supervisor é um educador e, se ele é um educador, ele não escapa na sua prática a esta natureza epistemológica da educação. Tem a ver com o conhecimento, com a teoria do conhecimento. O que se pode perguntar é: qual o objeto de conhecimento que interessa diretamente ao supervisor? (Freire, 1982)
A alternativa que melhor responde à pergunta de Freire é:
"Depois das teorias críticas e pós-críticas, não podemos mais olhar para o currículo com a mesma inocência de antes. O currículo tem significados que vão além daqueles aos quais as teorias tradicionais nos confinaram... O currículo é documento de identidade". (SILVA, T. T., 1999).

Baseando-se no texto acima, a opção que completa a tabela é:
"O livro didático não pode ser ignorado. Sua presença tem sido muito forte na prática pedagógica dos professores, constituindo-se, às vezes, no único referencial para seu trabalho em sala-de-aula. Essa situação precisa ser revertida". (A Escola e Sua Função Social - Raízes e Asas - nº 1 - pág. 30)
Ao debater o livro didático com a equipe de professores, o Supervisor Educacional comprometido com a transformação da realidade social diria que:
I - independentemente da forma como é apresentado, o importante é analisar se o livro didático contém o conteúdo.
II - o professor é o sujeito que dá a direção e o livro didático é um recurso de apoio.
III - o livro didático não pode ser abs...
O quadro abaixo, de autoria de Antonio Nóvoa, ajuda a clarificar o papel que os diferentes atores podem desempenhar no interior de um estabelecimento de ensino. Nele, o autor distingue três áreas de intervenção nas escolas, para além dos domínios relacionados com o sistema educativo e a administração do ensino.

Numere a primeira coluna de acordo com a segunda, identificando a área de intervenção a que estariam relacionadas as seguintes "ações" solicitadas à equipe de supervisão educacional de uma escola:

A numeração mais adequada é: