LIS, 38 anos, é um trabalhador em uma fazenda da serra catarinense. Ele exerce sua atividade no campo, lidando com gado. Vinha bem há cerca de quatro meses, quando apresentou paralisia facial periférica associada a “dores nas juntas”. Elas têm um caráter migratório e são acompanhadas por “desânimo”. Seu exame clínico pouco exibe além de um eritema de forma circular no dorso.
Com estas informações, qual das seguintes opções diagnósticas deve ter prioridade na sua mente?
NK, 28 anos, advogado, natural de Araranguá (SC), procurou o ambulatório de Neurologia por choques. Relata que desde a puberdade tem tremores/choques nos braços e nas pernas. Aparecem e desaparecem bruscamente e têm nítido predomínio matinal; aliás, por várias vezes andou quebrando louça durante o café da manhã. Isso lhe rendeu o apelido familiar de nervosinho. Além disso, mais raramente tem ataques epiléticos. Estes acontecem a cada seis meses e são caracterizados por genuínas crises tônico-clônicas que acontecem durante o sono ou logo após despertar. Notou que os choques aumentam de intensidade no dia seguinte à ingestão de álcool ou privação de sono. Seu exame clínico-neurológico é normal. HMP é negativa. Entretanto, descreve crises de epilepsia em vários familiares consanguíneos. ...
Uma menina de dez anos foi encaminhada para avaliação por “déficit escolar”. Nasceu de parto normal e sem qualquer intercorrência, em uma família cujos familiares maternos também exibiam histórico de dificuldades escolares. Todavia, muitos deles tinham pendores artísticos notáveis e alguns eram engenheiros brilhantes. Introvertida no princípio, ao longo do contato foi revelando traços únicos. Tinha aversão à leitura, pois as letras “saltavam”; porém, identificava com rapidez detalhes de imagens em fotos e filmes que outras pessoas eram incapazes de fazer. Seis meses antes, um médico oftalmologista recomendou lentes corretoras, as quais contribuíram para piorar ainda mais seu rendimento escolar.
Muito provavelmente você está diante de uma criança com: