Uma paciente com trinta anos de idade, sem comorbidades prévias conhecidas, procurou atendimento médico devido a história de febre que se mantinha havia mais de um mês e que havia evoluído com dispneia e tosse seca nas duas semanas anteriores ao atendimento. No exame físico, a paciente estava hipocorada, apresentava mal estado geral e os seguintes sinais vitais: FC = 110 bpm; FR = 26 irpm; SpO2 = 94% em ar ambiente e PA = 130 mmHg × 90 mmHg. A ausculta respiratória mostrou que o murmúrio vesicular era abolido nos dois terços inferiores do hemitórax direito. O resultado do hemograma evidenciava anemia normocítica e normocrômica, linfopenia e plaquetopenia. Os exames laboratoriais mostraram creatinina de 1,51 mg/dL, albumina sérica de 2,1 g/dL, VHS de 152 e dosagem de proteín...
Uma paciente com setenta e dois anos de idade, hipertensa, foi admitida no serviço de emergência após sofrer queda da própria altura e consequente trauma craniencefálico leve. Familiares informaram que já havia três dias que a paciente estava mais lentificada, com dificuldade para caminhar e um pouco confusa. Durante a internação, o quadro da paciente evoluiu para cefaleia, náusea, vômitos e crises convulsivas generalizadas. No exame físico, constatou-se PA = 130 mmHg × 90 mmHg; FC = 52 bpm; FR = 11 irpm e SpO2 = 88% em ar ambiente. Observou-se ainda que a paciente estava normocorada e hidratada. A ausculta respiratória evidenciou murmúrio vesicular globalmente reduzido. No exame neurológico, a paciente mostrava-se disártrica, sonolenta, confusa e desorientada no tempo e no ...
Um homem de quarenta e dois anos de idade foi atendido no pronto-socorro com relato de dois episódios de hematêmese ocorridos duas horas antes. Contou que estava previamente saudável, mas que estava tomando um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) há quatro dias devido a uma queda sofrida em um jogo de futebol. Confirmou ser tabagista e etilista, além de fazer uso esporádico de ácido acetilsalicílico (AAS) para cefaleia, e negou alergia medicamentosa.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens que se seguem.
Após receber alta hospitalar, o paciente deverá fazer uso de inibidor de bomba de prótons por, no mínimo, oito semanas e evitar uso de AINE e AAS.Uma mulher com cinquenta e sete anos de idade, branca, casada, aposentada, natural e procedente de Brasília, foi atendida em um hospital com queixa de episódios súbitos de taquicardia, sudorese, náusea e palidez, havia dez meses. Tais episódios ocorriam cerca de duas a três vezes por semana, com duração aproximada de 20 min, de início súbito, sem fatores desencadeantes ou de alívio. Ela trouxe um relatório de alta hospitalar devido a internação por urgência hipertensiva e cefaleia havia dois meses e, desde então, usava losartana 100 mg e hidroclorotiazida 25 mg, ambos uma vez ao dia. Negou comorbidades. No exame físico, apresentou pressão arterial de 138 mmHg × 86 mmHg (posição sentada) e 112 mmHg × 64 mmHg (posição ortostática), frequência cardíaca de 96 bpm e ritmo cardía...