Curso de Importância do reforço escolar

“O tempo passará e o menino se tornará um homem, mas nunca esquecerá quem lançou o alicerce de seu crescimento sólido. Obrigado, professor!”

Conceito de Reforço Escolar

Na maioria das escolas sejam elas públicas ou privadas, é comum a realidade de grande parte dos educandos com enormes dificuldades de aprendizagem, esses alunos se sentem inferiores por não acompanhar o ritmo da turma.

É com esse propósito que o reforço escolar vem romper as barreiras da desigualdade de raciocínio, auxiliando o professor a fazer com que os educandos adquiram as competências almejadas.

A falta de assimilação do que o professor fala e explica por parte dos alunos, tem gerado um debate de alta relevância, já que a aprendizagem é o ponto chave para o desempenho de tudo.

Procurando buscar subsídios para fazer acontecer a aprendizagem, percebeu-se que se precisava de algo diferente capaz de estimular o gosto pela escola.

O reforço escolar tem por objetivo a aprendizagem dos educandos em nível de desigualdade com o ritmo da turma, consolidando e ampliando os conhecimentos, enriquecendo as experiências cultuais e sociais, para assim ajudá-lo a vencer os obstáculos presentes em sua aprendizagem.

O Insucesso Escolar

Não é simples perceber as causas do baixo rendimento escolar e não há receitas nas prateleiras. Cada aluno é único e temos de intervir consoante o que está a perturbar a aprendizagem.

O Primeiro passo é compreender os motivos para definir estratégias de intervenção, sem esquecer que cada aluno é único.

Os maiores problemas dos alunos

Desmotivação para estudar.
Ansiedade antes da prova.
Dificuldade de assimilação ou aprendizagem.
“Branco” na hora da prova.
Dificuldade para interpretação de texto.
Dificuldade com raciocínio lógico.
Impaciência para estudar.
Desinteresse.
Baixo rendimento.
Não gostar de certas matérias.
Não entender certas matérias.
Vontade de parar de estudar.
Comparar-se com os outros e achar que é pouco capaz.
Falta de concentração.
Sonolência, cansaço.
Auto-estima baixa.
Pensamentos negativos sobre estudar.
Aversão, rejeição a certas matérias.
Estresse ou tensão ao estudar.
Avaliações (notas) ruins.
Vontade de parar de estudar.
Preguiça.
Demora para fazer a lição de casa.

Para que serve o reforço Escolar

O conhecido “Reforço Escolar” se torna melhor quando é compreendido e identificado como Apoio Paralelo Individualizado.

Tal apoio, na verdade, é uma assistência ao aluno, que visa superar as dificuldades sinalizadas e/ou reveladas diante de qualquer área da composição curricular bem como de qualquer tema ou conteúdo em estudo.

O Apoio Paralelo Individualizado é decorrente da visão que o educador tem acerca da avaliação da aprendizagem; é um recomeço para se alcançar um objetivo traçado anteriormente.

Por isso, o momento certo para intervir, para “reforçar”, assistir paralela e individualmente se torna aparente quando o educador percebe que o aluno não está acompanhando o que está sendo trabalhado.

O “Reforço Escolar” é necessário desde a primeira semana de aula, quando o profissional (educador) realiza o diagnóstico da turma.

Todo educador deve ter claro o que se pretende trabalhar a cada período, o que é pertinente à faixa etária (série) da turma e, assim, a partir da diagnose, identificar se pode iniciar os conteúdos programados ou se é preciso outro ponto de partida.

Em se tratando de uma ou mais crianças com déficit de aprendizagem, o que deve ser planejado é o atendimento individualizado – em horário (dia) diferenciado – para que seja trabalhada a dificuldade do aluno e o mesmo permaneça acompanhando a sua turma no horário normal de aula.

As vantagens do Reforço Escolar

Ninguém é igual a ninguém, portanto é natural e esperado que o ritmo de aprendizado seja diferente para cada criança.

Ao longo do ano, sempre aparecem defasagens entre os alunos: uns são mais rápidos, outros têm mais dificuldade. Para que esses desníveis não se acentuem com o tempo, muitas escolas têm oferecido programas de reforço escolar no horário contrário ao das aulas.

No reforço, os alunos com essas chamadas defasagens – diagnosticadas por professores, com apoio da coordenação ou da diretoria – são reunidos em pequenos grupos para aulas mais dirigidas.

Para envolver os alunos com dificuldades no Ensino Fundamental, é comum que o reforço escolar seja pensado de maneira mais lúdica.

Nas aulas, os professores propõem jogos, recursos audiovisuais e muitas vezes se comunicam de maneira mais personalizada com os alunos – que, em geral, são poucos ou apenas um por vez.

Quando o reforço é feito na própria escola, isso mostra como a instituição está preocupada em resolver as dificuldades dele ali mesmo – sem esperar que os pais cuidem disso com professores particulares.

A criança também entende que é ali que ela terá suas dúvidas resolvidas, o que realça a relação de confiança que tem com o lugar.

O reforço pode ser a oportunidade de a criança aprender a estudar de forma diferente da que vinha adotando.

Como estará em um grupo menor e com mais atenção do professor, ela percebe que método funciona melhor: ler em voz alta, fazer resumos ou exercícios.

Habilitações do Professor de Reforço Escolar

Professores com boa formação, experiência e um treinamento direcionado fazem toda a diferença no nível de qualidade que um serviço terá.

Muitas aulas de reforço escolar são dadas por professores que ainda não se formaram ou que tem formação acadêmica diferente das matérias que ministram.

O acompanhamento escolar tem muita importância para o bom desenvolvimento educacional e emocional de muitos jovens e crianças.

Principalmente quando ele é encarado como uma proposta integral, onde o aluno é acompanhado e assistido em diversos aspectos.

Essa integralidade de assistência só pode ser alcançada quando o professor tem o auxilio de outros profissionais, formando assim um trabalho multidisciplinar.

Além da assistência de outros especialistas, é importante que esse professor tenha a sensibilidade de acolher e saber lidar com as sugestões e propostas de seus colegas.

Logo, um trabalho diferenciado necessita de uma estrutura onde existam profissionais capacitados, bem selecionados, bem treinados e com assistência adequada.

O êxito do reforço Escolar

Para que o reforço escolar tenha êxito, é necessário bastante cuidado como planejamento, definição de metas, escolha de alternativas envolvendo os educandos, e principalmente, como já foi dito, a união de pais escola e comunidade para assim ser uma ação articulada em conjunto.

O reforço tem que fazer parte do plano pedagógico da escola e desenvolvido na própria escola pelos professores em um horário diferente do turno das aulas normais, deve ter características diferentes das aulas.

Durante as atividades de reforço escolar, é possível desenvolver um conjunto de atividades bastante amplo, atividades que interessem os alunos pelo novo, más que faça parte do seu dia-a-dia, dando assim um sentido ao que aprender.

Dicas para Reforço Escolar

A aprendizagem da leitura e da escrita
Vários autores, estudiosos do processo de aquisição da leitura e da escrita, concordam que ele se inicia muito antes do que geralmente se imagina, quando a criança, mesmo sem frequentar a escola, começa a tomar contato com materiais escritos, em casa, na rua, ou em qualquer lugar onde se encontre.

Entre esses pesquisadores, uma autora argentina e também psicopedagoga chamada Emília Ferreiro contribuiu bastante para o entendimento de como ocorre o processo de aprendizagem da linguagem escrita.

Segundo afirma, a criança pensa sobre a escrita, formulando hipóteses sobre ela, como maneira de compreender o que significa.

Essas hipóteses acontecem em todas as crianças e vão evoluindo desde a fase pré-silábica, na qual ainda não há intenção de representar através da escrita os aspectos sonoros da fala, até chegar ao padrão alfabético, que é aquele no qual a criança associa sons falados a letras escritas.

Estímulo à aprendizagem
Durante a aprendizagem da escrita, a criança passa por várias fases até chegar à hipótese alfabética, na qual realiza uma análise sonora da palavra que vai escrever, fazendo corresponder a cada som de fala um caráter escrito.

A produção escrita da criança torna-se legível para o adulto, embora não haja ainda o domínio das regras de ortografia, o que ocorre posteriormente, de forma gradativa.

Também esse processo deve ser estimulado, através da apresentação de materiais escritos na escola e no ambiente familiar, já que trata-se de uma aquisição cultural, ou seja, que não ocorre apenas internamente na criança.

Nessa fase de escrita alfabética, as crianças podem escrever palavras como, por exemplo, “dinosauro” (dinossauro), “tatussinho” (tatuzinho) e “jacare” (jacaré)

É necessário que estejam em contato com vários materiais escritos, através dos quais possam perceber as diferenças no padrão de escrita do idioma e compará-los com sua maneira de escrever para que adquiram a escrita ortográfica.

É importante ressaltar que podem ocorrer diferenças individuais quanto à idade em que as crianças passam por cada fase de evolução da escrita.

Essas diferenças têm a ver também com o maior ou menor interesse e estimulação (principalmente da família) em relação à oferta de material significativo de leitura e escrita.

Contudo, é desejável que os pais observem a evolução de todo esse processo e estejam atentos a dificuldades específicas, que podem necessitar de ajuda profissional, principalmente quando a criança está em uma fase inicial do processo e a requisição escolar é de uma fase mais adiantada.

Nesses casos é necessário diagnosticar os fatores que podem estar interferindo para, então, fazer com que a criança evolua e acompanhe o que é pedido para seu nível de escolaridade.

Leitura com prazer
A leitura, parte desse processo, também desenvolve-se de forma gradual, é um hábito a ser adquirido e deve ser fonte de prazer e não apresentada de forma obrigatória através de imposição ou cercada de castigos e ameaças.

Sua apresentação deve ocorrer o mais cedo possível na vida da criança, já no ambiente doméstico, através da família e dos pais.

Estes são os primeiros incentivadores, promovendo a aproximação com a linguagem desde o momento em que cantam para os bebês, brincam com eles usando histórias, adivinhações, rimas e expressões folclóricas, ou folheiam livros e revistas buscando figuras conhecidas e perguntando sobre seus nomes.

A leitura reflete-se de forma significativa na escrita da na medida em que, ao ler, memorizamos as correspondências ortografia-som sem memorizar regras, e apreendemos também as exceções das mesmas, além de ampliarmos o vocabulário.

Os adultos que participam da vida da criança têm papel fundamental no aprendizado da leitura e escrita. Por isso é importante que sejam modelos de leitura, que leiam freqüentemente para a criança e que introduzam a leitura em sua vida o mais cedo possível.

Afinal, ler é um hábito a ser desenvolvido e, como todos os hábitos, só se instala se for realizado muitas vezes.

É fundamental entender que essa aprendizagem é gradativa, que devem ser respeitadas diferenças individuais e não se deve punir e criticar a criança por ela não estar lendo ou escrevendo como outra da mesma idade.

Isso poderia atrapalhar o seu desenvolvimento, gerando nela sentimentos de insegurança e incapacidade.

Ao contrário, deve-se compreender que, quanto mais à criança associar a leitura e a escrita com atividades úteis e que lhe dêem prazer, maior será o seu desejo de aproximar-se delas, maior facilidade ela terá de aprendizado.

Conclusão

reforço escolardeve ser uma prática para todos os alunos que durante o ano escolar possuem notas mais baixas do que as dos demais, ou grande dificuldade no aprendizado.

Alguns alunos possuem dificuldades específicas em determinadas matérias, normalmente ou possuem dificuldades em exatas, mas são muito bons em humanas, ou vice e versa.

Vídeos Recomendados

Documentário e entrevista sobre Reforço escolar – Obra Edimar no programa

 

Leituras recomendadas

DANTE, Luiz R. A didática e a resolução de problemas.São Paulo: Ática, 1989.

PARANÁ.Secretaria de Estado de Educação.  Ensinar e aprender.Impulso inicial e vol. 1 a 3. Curitiba: SEED, 1997

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