Curso de Desenvolvimento Pessoal No Trabalho

Programa

Competências Pessoais

Auto-conhecimento
Inteligência Emocional
Motivação

Competências Interpessoais/Sociais

Comunicação Interpessoal
Gestão de Conflitos

Gestão Emocional

Stress
Gestão do Tempo

“Regras”

1) Ser o mais pontual possível
2) Participar activamente
3) Interromper sempre que necessário
4) Partilhar (ideias, dúvidas, sentimentos…)
5) Ouvir …
6) Divertir-se!

  • Conhece-te a ti mesmo (Sócrates)

Objetivos:

1) Desenvolver o auto-conhecimento
2) Desenvolver a auto-estima
3) Desenvolver atitudes que facilitem o relacionamento interpessoal
4) Reconhecer as nossas emoções
5) Reconhecer que “comportamento gera comportamento”

Uma pessoa que se conhece poderá, mais facilmente, superar os seus pontos fracos e desenvolver os seus pontos fortes. Deste modo, dará um passo decisivo na construção da auto-estima e da auto-confiança, atitudes facilitadoras da comunicação interpessoal.

Auto-conhecimento

Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta   (Carl Jung)

Não sou da altura que me vêem, mas sim da altura que os meus olhos podem ver (Fernando Pessoa)

Desenvolvimento Pessoal

O nosso potencial enquanto indivíduo define o nosso desempenho profissional, assim como o nosso desempenho no trabalho contribui para o nosso desenvolvimento enquanto pessoa.

Competências pessoais:

São competências em que o indivíduo se revela o interveniente determinante no seu funcionamento e aplicação.

Auto-conhecimento, aprendizagem, motivação, gestão emocional, etc…

Inteligência…

Deve englobar a capacidade de abstração, a lógica formal, a compreensão de implicações complexas e o tratamento de amplos conhecimentos de carácter geral…

…mas também o reconhecimento de emoções, a gestão de sentimentos de angústia, depressão, ansiedade, auto e hetero-motivação, o conhecimento de si próprio e a abertura aos outros

É inevitável!

Inteligência Emocional

A capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”

Quoficiente de Inteligência (QI) e Inteligência Emocional (IE)

Competências complementares (Racional e Emocional)

As emoções têm efeitos importantes na adaptação e têm poderosos efeitos na cognição (processos e conteúdos do pensamento)

Ser inteligente não significa ter boa memória ou boa capacidade para aprender e resolver testes de QI, mas sim saber utilizar o potencial no momento apropriado, para obter a resposta adequada às necessidades.

“Inteligência Emocional é a capacidade  de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela e saber regulá-la em si próprio e nos outros”  (Mayer e Salovey, 2000)

Resultado de imagem para seta para baixo gif

                                                                        Interação Cognição-Emoção

 

Emoção

Latim e movere = pôr em movimento

É algo que nos prepara para a ação, que nos obriga a agir.

Uma emoção é uma resposta fisiológica que um organismo dá a um determinado estímulo.

Emoções são fenômenos psico-fisiológicos que organizam o comportamento em maneiras eficientes de adaptação às exigências dinâmicas do ambiente. São impulso.

Gramática Emocional

tabela
Emoção

O racional é mais lento que o emocional, portanto, em circunstâncias de grande emotividade, o primeiro impulso não vem da cabeça, mas sim do coração.

Temos que dar algum tempo para que entre em ação o processo cognitivo, permitindo uma avaliação dos sentimentos e a tomada de decisão.

Inteligência Emocional

1) Capacidade de perceber, avaliar e expressar correctamente uma emoção
2) Capacidade de gerar ou ter acesso a sentimentos quando eles puderem facilitar a compreensão de si próprio ou de outros
3) Capacidade de compreender as emoções e o conhecimento que elas transmitem
4) Capacidade de controlar as próprias emoções para promover o crescimento emocional e intelectual
5) Capacidade de processar as informações emocionais e utilizá-las favoravelmente no processo de adaptação
6) Regulação da emoção através da monitorização, avaliação e utilização do conhecimento das próprias emoções, para as manter ou modificar conforme as necessidades.
7) Entender e aprender a empregar as emoções para maximizar as habilidades intelectuais, visando ampliar a auto-consciência, o controlo das relações interpessoais e a motivação
8) Pessoas que têm a inteligência emocional bem desenvolvida sentem-se satisfeitas e tendem a ser eficientes na sua vida pessoal e profissional, aumentando a produtividade.
9) Sabem gerir emoções, promover a cooperação, tomar decisões adequadas, desenvolver o auto-conhecimento e ter empatia pessoal.
10) São auto-confiantes
11) Sabem controlar os impulsos

  • Pessoas com qualidade de relacionamento humano têm mais hipóteses de obter sucesso pessoal e profissional.

tab1

Componentes da Inteligência Emocional

COMPETÊNCIAS PESSOAIS
Auto-Consciência
Controlo Emocional
Motivação
COMPETÊNCIAS SOCIAIS
Empatia
Capacidades Sociais

Competências Pessoais

Auto-consciência
(Conhecimento e compreensão dos nossos estados internos, emoções, intuições, bem como o efeito deles)

Consciência emocional
(Reconhecer as emoções que estamos a sentir e porquê; compreender as ligações entre os nossos sentimentos e o que pensamos, fazemos e dizemos)

Avaliação do nossos “estados de alma”
(Conhecer e avaliar / valorizar as nossas forças e debilidades e como os nossos sentimentos afectam o meu desempenho)

Auto-confiança
(Confiança na avaliação feita sobre as nossas forças e debilidades)

Controlo Emocional
(Capacidade de comandar os nossos estados de alma, impulsos e recursos)

Auto controlo
(Capacidade de gerir adequadamente os nossos estados emocionais, ser positivo e manter a atenção concentrada enquanto sob pressão)

Integridade
(Assumir a responsabilidade pelos nossos actos e opiniões; respeitar os valores de integridade e sinceridade)

Adaptabilidade
(Capacidade para aceitar a mudança)

Inovação
(Abertura a novas ideias, visões e informações)

Motivação
(Características emocionais que facilitam o alcance de objectivos – necessidade e vontade de se aperfeiçoar e de vencer)

Orientação para objetivos
(Capacidade de orientar a energia para alcançar os objectivos)

Compromisso
(Aceitar os objectivos de um grupo ou organização)

Iniciativa
(Disponibilidade para actuar quando existe oportunidade; melhorar o próprio desempenho)

Optimismo
(Persistência no alcance de objectivos perante dificuldades; ter objectivos ambiciosos e aceitar riscos calculados)

Competências Sociais

Empatia
(Consciência dos sentimentos, preocupações e necessidades dos outros)

Compreensão
(Capacidade de captar os sentimentos alheios / perceber as suas necessidades e “honestamente” procurar ajudar)

Escuta activa
(Estar atento às pistas emocionais e ser bom ouvinte)

Valorizar a diversidade
(Ver e aproveitar as “diferenças” como oportunidades; mostrar sensibilidade e compreender as perspectivas dos outros)

Capacidades Sociais (Capacidade de induzir/conseguir respostas desejadas dos outros)

Influência – (Eficácia na persuasão dos outros)

Comunicação – (Mensagens claras e convincentes)

Liderança – (Inspirar e dirigir grupos de pessoas)

Catalizador da mudança – (Iniciar e dirigir a mudança)

Resolução de conflitos – (Negociar e resolver conflitos)

Colaboração e Cooperação – (Trabalhar com outros para um fim comum)

Trabalho em equipa – (criar sinergias com outros para um fim comum)

Inteligência Emocional no Trabalho

As emoções dão-nos valiosas informações sobre nós, sobre os outros e sobre diversas situações

Raiva, euforia, frustração, alegria – todos os dias sentimos estas e outras emoções no nosso trabalho

Utilizando as informações que as emoções nos dão, podemos alterar o nosso comportamento e raciocínio (ex: conseguimos controlar a raiva, se tivermos consciência do que a provoca)

Analisar como fazemos as nossas avaliações (de nós próprios, dos outros e das situações)

Dar atenção aos 5 sentidos (evitar que as nossas avaliações deformem as informações – ex: escuta activa)

Ouvir os nossos sentimentos (eles ajudam a perceber porque é que agimos de determinada forma – ex: só é possível controlar a raiva tendo consciência do que a provoca)

Identificar as nossas intenções – muitas vezes confundimos o nosso desejo latente com a nossa intenção aparente

Prestar atenção aos nossos actos – os outros reagem de forma diferente às nossas atitudes

Resumindo…

Aptidões básicas para a Inteligência Emocional:

Conhecer as próprias emoções

Ter capacidade de empatia (pôr-se no lugar do outro)

Saber lidar com as emoções (saber identificar e expressar sentimentos)

Reconhecer as emoções nos outros

Saber se relacionar

  • Controlar as emoções não significa sufocá-las!

Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em nosso benefício.

Exemplo / Exercício

Imagine que está numa reunião e o seu chefe menospreza com veemência uma ideia sua e ainda diz que se fizesse o que devia não teria ideias tão idiotas.

A sua resposta imediata provavelmente seria de raiva, agredindo o seu chefe e defendendo-se. Como seria a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação?

tomar consciência do que está a sentir – e que provavelmente não é muito simpático
racionalizar – pensar que ele está a ser irracional e que não vale de nada descer ao nível dele
tomar consciência das suas reacções fisiológicas (respiração, batimentos, etc) – o ideal é praticar uma técnica de relaxamento
interromper o comportamento agressivo e de raiva
finalmente, depois de acalmar, parar e pensar – procurar uma solução para como lidar com este facto

Controlar as nossas emoções não é mais do que ter capacidade para assumir os nossos sentimentos, de forma a encontrar soluções para os medos, as frustrações, as fraquezas.

Motivação

1) Definir motivação
2) Identificar e caracterizar os diferentes tipos de motivos
3) Teoria da motivação de Maslow
4) Características das pessoas altamente motivadas
5) Condições psicológicas que conduzem a comportamentos desmotivantes
6) Motivação vs Frustração – Caracterizar as respostas à frustração
7) Comportamentos mobilizadores da motivação
8) Motivação em contexto laboral

É a força propulsora (desejo) por trás de todas as ações de um organismo.

Motivação é o processo responsável pela intensidade, direção, e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta.

A motivação é baseada em emoções, especificamente, pela busca de experiências emocionais positivas e por evitar as negativas

Conjunto de forças internas que mobilizam o indivíduo para atingir um determinado objectivo, como resposta a um estado de necessidade.

1) Orienta o comportamento
2) Impele a agir para atingir um objectivo
3) Facilita a aprendizagem e o desempenho

Diferentes tipos de motivos

Impulsos básicos
Motivos sociais
Motivo para a estimulação sensorial
Motivos de crescimento
Ideias como motivos

Motivação

IMPULSOS BÁSICOS – Impulsos de sobrevivência (respirar, comer, dormir, etc.)
MOTIVOS SOCIAIS – satisfazer as necessidades de se sentir amado, respeitado, integrado (aceitação social)
MOTIVOS PARA ESTIMULAÇÃO SENSORIAL – apela ao que é novo e desconhecido
MOTIVOS DE CRESCIMENTO – necessidade de realização pessoal e de competência
IDEIAS COMO MOTIVOS – as ideias e ideais de cada um são uma grande força motivacional (motivos pessoais)

Pirâmide de necessidades

piramide-nece

Teoria Motivacional de Maslow

De acordo com esta teoria, somente quando um nível inferior de necessidades se encontra satisfeito é o que o nível imediatamente a seguir mobiliza o comportamento.

Nem todas as pessoas atingem o topo da pirâmide; param conforme a sua vivência.

Motivação no Trabalho

É o estado de ânimo expresso em atitudes e comportamentos profissionais de um indivíduo ou grupo, dentro do contexto de trabalho de uma organização.

É um fator primordial para realizar objetivos pessoais e optimizar a eficiência profissional.

É uma característica muito valorizada nas organizações, pois o trabalhador motivado requer menos controlo, é mais esforçado e criativo e é mais produtivo.

Fontes de Motivação

Procurar a motivação em nós próprios – pensar positivamente, fazer autocríticas construtivas, mantermo-nos em movimento, traçando metas e objectivos

Desenvolver relacionamentos motivadores – amigos, familiares, colegas a quem recorrer quando a motivação precisa de reforço

Criar um ambiente de trabalho saudável e útil

Características das pessoas altamente motivadas:

1) Estabelecem metas moderadamente difíceis mas potencialmente atingíveis
2) Estão mais preocupadas com a realização pessoal do que com a recompensa de sucesso
3) Comparam as suas realizações com as das outras pessoas
4) Preferem o feedback referente a tarefas do que o feedback social ou de atitudes.
5) Querem saber o resultado das suas actividades
6) Confiam nos seus esforços ou capacidades

Condições psicológicas que conduzem a comportamentos desmotivantes

1) Desvalorizar as suas capacidades para resolver problemas
2) Dizer a si próprio: “não vou conseguir”
3) Bloquear a actividade respiratória e acelerar o ritmo cardíaco – entrar em ansiedade
4) Desligar-se da realidade presente
5) Exagerar a dificuldade da situação
6) Aumentar o poder dos outros diminuindo o seu próprio poder e importância
7) Olhar para uma situação passada que foi frustrante e acreditar que vai ser sempre assim

Respostas à frustração

Agressividade – comportamento agressivo, contra si ou contra os outros, e que pode ir desde a ironia à agressão física.

Racionalização – arranjar justificações como desculpa para manifestações de incompetência, inadequação ou fracasso.

Projecção – colocar noutra pessoa ou numa coisa qualidades, defeitos, sentimentos, desejos que o próprio recusar assumir como seus.

Fuga – dificuldade em enfrentar a situação, evitando-a.

Resignação – reacção fechada à frustração.

Transferência – transposição de sentimentos (ex: raiva consequente da frustração) para outras pessoas ou situações.

Compensação – compensar a situação frustrante com outra actividade em que tenha êxito.

Integração – aceita-se a situação, aproveitando o nela há de positivo.

Comportamentos mobilizadores da motivação

1) Fazer uma lista dos seus recursos e capacidades revelando os seus pontos fortes
2) Procurar uma situação/imagem onde teve sucesso e revê-la
3) Dizer a si próprio palavras estimulantes, motivadoras e calmantes
4) Fazer uma coisa de cada vez; confie nas suas capacidades; deixe o passado, concentre-se no futuro
5) Respirar devagar e prolongadamente. Descontrair-se
6) Desdramatizar a situação e confiar em si
7) Reapropriar-se do seu próprio poder. Não exagerar o poder dos outros
8) Fixar um objectivo e visualizar o sucesso decorrente da sua concretização

Leituras recomendadas…

  • GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1995.
  • MORRIS, Charles; MAISTO, Albert. Introdução à Psicologia. São Paulo: Pearson, 2004.

Filmes

 

Estude Grátis é uma simples e poderosa ferramenta que lhe ajudará a passar nos melhores Concursos Públicos. São milhares de Questões de Concurso para você filtrar e estudar somente aqueles temas que estão especificados em seu Edital.

Estude Grátis © 2017 - Desde 2011