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CESGRANRIO - BNDES - Direito - 2013
Português / Sociologia

Texto II


Cidade: desejo e rejeição

A cidade da modernidade se configurou a partir
da Revolução Industrial e se tornou complexa pelo
tamanho territorial e demográfico, antes jamais alcan-
çado, e pelas exigências de infraestrutura e de servi-
ços públicos. No início do século XX, se generalizou
a ideia da cidade como instância pública. Até então,
esta seria uma construção que resultava de interes-
ses específicos, de setores ou estratos sociais.

A mudança do milênio vê, contraditoriamente, a
expansão de modelos urbanísticos e a ocupação ter-
ritorial que se opõem à “condição urbana” – de certo
modo fazendo retornar a cidade à instância privada.
Tal ambiguidade estabelece um patamar para o debate
sobre os rumos da cidade.
O sistema urbano brasileiro estava em processo
de consolidação como instância pública, quando, a
partir dos anos 1960, sofre inflexão importante. Ra-
zões externas ao urbanismo influenciam no redese-
nho de nossas cidades.
A opção pelo transporte urbano no modo rodo-
viário, em detrimento do transporte sobre trilhos, en-
tão estruturador das principais cidades, é uma delas.

Outros elementos adentram o cenário brasileiro
nas últimas décadas e dispõem a cidade como instân-
cia privada: os condomínios fechados e os shopping
centers. Ambos associados ao automóvel, exaltam a
segmentação de funções urbanas. A multiplicidade e
a variedade, valores do urbano, ali não são conside-
radas. O importante para os promotores imobiliários
e para os que aderem a tais propostas é a sensação
de que o modelo é algo à parte do conjunto. Há uma
explícita “rejeição à cidade”.

Além disso, com o crescimento demográfico e a
expansão do sistema urbano, as áreas informais ad-
quirem relevo e, em alguns casos, passam a compor
a maior parte das cidades. Isto é, enquanto por um
século e meio se concebe e se desenvolve a ideia da
cidade como instância pública, uma parte maiúscula
dessa mesma cidade é construída em esforço indivi-
dual como instância privada.

MAGALHÃES, Sérgio Ferraz. Cidade: desejo e rejeição. Revista

Ciência Hoje. Rio de Janeiro: ICH. n. 290, mar. 2012, p. 75.


Ao analisar as etapas do desenvolvimento do conceito de cidade no Texto II, o autor conclui que

a) o crescimento da ocupação informal do solo tem fortalecido o caráter privado das cidades brasileiras.
b) o modelo de cidade como instância pública está ultrapassado mundialmente desde o início do século passado.
c) o sistema de transporte urbano pautado no deslocamento sobre trilhos favorece a segmentação das funções urbanas.
d) os condomínios e os shopping centers são marcas da modernidade nas cidades brasileiras como instâncias públicas.
e) as exigências de infraestrutura e de serviços públicos inviabilizam a cidade como instância pública no novo milênio.

VUNESP - SAP - SP - Agente de Segurança Penitenciária de Classe I - 2013
Português / Sociologia

Leia o texto para responder a questão.


Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


O assunto principal do texto é a

a) crise financeira enfrentada por empresas japonesas.
b) ascensão da mulher no mercado de trabalho japonês.
c) saúde da mulher japonesa com dificuldades para engravidar.
d) rotina de jovens recém-casados na sociedade japonesa.
e) diminuição do número de nascimentos no Japão.

VUNESP - SAP - SP - Agente de Segurança Penitenciária de Classe I - 2013
Português / Sociologia

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Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Segundo o autor, no Japão, as pessoas casam-se menos e mais tarde devido

a) à situação de crise vivenciada pela economia japonesa.
b) à falta de casamentos bem-sucedidos que sirvam de modelo.
c) ao amadurecimento tardio dos jovens japoneses.
d) ao individualismo exagerado da sociedade japonesa.
e) à ausência de preceitos religiosos que estimulem a união conjugal.

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Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Conforme as informações do texto, cada vez mais mulheres japonesas deixam de ter filhos porque

a) querem envelhecer sem responsabilidades ou preocupações.
b) privilegiam o crescimento no âmbito profissional.
c) necessitam de tempo livre para tomar conta dos idosos.
d) temem que os gastos com um filho comprometam sua aposentadoria.
e) preferem dedicar-se ao relacionamento afetivo com seus maridos.

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Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

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déficit demográfico: diminuição da população


Com a frase do quinto parágrafo - No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. - o autor reforça a ideia de que

a) os adultos têm tomado decisões próprias de crianças.
b) o número de idosos é superior ao de crianças.
c) o mercado oferece aos adultos o mesmo tratamento que é dado às crianças.
d) os idosos adoecem com mais frequência do que as crianças.
e) um idoso requer mais cuidados do que uma criança.

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No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Para compensar o déficit demográfico, o autor sugere que o governo japonês

a) crie um ministério só para cuidar da saúde das gestantes.
b) reduza os custos com o casamento entre jovens japoneses.
c) admita a presença de estrangeiros.
d) ofereça dinheiro às famílias que tiverem filhos.
e) seja mais cuidadoso com a saúde dos idosos.

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Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Na opinião do autor, expressa no último parágrafo, a comunidade empresarial é responsável por

a) garantir a suas trabalhadoras regras que protejam o convívio familiar.
b) fazer com que as trabalhadoras se aposentem o mais cedo possível.
c) cobrar do governo ações que obriguem as mulheres a ter pelo menos um filho.
d) contratar mulheres que substituam aquelas dispostas a cuidar da família.
e) definir a quantidade de filhos que as trabalhadoras podem ter.

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Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Leia o penúltimo parágrafo para responder a questão.


A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar
o deficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da
questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas
políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados
ficam aquém das expectativas.


Ao afirmar que "... os resultados ficam aquém das expectativas.", o autor quer dizer que os resultados

a) correspondem ao que estava previsto.
b) parecem agradar os mais exigentes.
c) vêm repercutindo de maneira positiva.
d) são piores do que o esperado.
e) refletem as projeções mais otimistas.

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Leia o texto para responder a questão.


Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26,
morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo
o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde
de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses,
hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa
tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade
das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para
que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela
alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente,
por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja
a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos
e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco
primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil,
2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres.
Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão
– quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema,
um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira
profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas
de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no
país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado
japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos
do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.
Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente
ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade
e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade
subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença
pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o
déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada
pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão
e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas
vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém
das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade
empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade.
É importante para toda a nação que a cultura corporativa
e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio
familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com
filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao
sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária.
Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)


déficit demográfico: diminuição da população


Assinale a alternativa em que o termo para expressa ideia de finalidade, assim como o destacado na frase do segundo parágrafo Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

a) Os empresários japoneses deveriam oferecer mais benefícios para seus funcionários.
b) A projeção para 2060 é de que os idosos representem 40% de toda a população japonesa.
c) Muitos brasileiros mudaram-se para o Japão nas últimas décadas.
d) Todos os jornais têm comentado o fato de que a população japonesa não para de diminuir.
e) Algumas políticas vêm sendo implementadas para solucionar o problema do déficit demográfico no Japão.

CESPE - TJ - PB - Juiz Leigo - 2013
Português / Sociologia

Desde a instituição do casamento civil no Brasil, com
a promulgação da primeira constituição republicana, em 1891,
começou-se a discutir a constituição da família, os direitos das
mulheres casadas e dos filhos legítimos e ilegítimos e as
possibilidades de divórcio.

O assunto ganhou bastante repercussão na época da
discussão do primeiro Código Civil, de 1916. No entanto,
contrariando a posição de alguns juristas proeminentes, o
Código consagrou a desigualdade nas relações entre homens e
mulheres: o marido era considerado, na teoria e na prática, o
cabeça do casal, podendo decidir onde sua mulher e seus filhos
iriam viver, se iriam trabalhar e como seus bens seriam
administrados. Poderia também representar todos os membros
de sua família perante a justiça. A mulher casada era, assim,
juridicamente incapaz, como havia sido durante todo o período
colonial e imperial.

Só que o comportamento das pessoas não segue a lei.
Desde a década de 20 do século XX, mulheres que viviam
maritalmente com seus companheiros brigavam na justiça pelo
reconhecimento da legalidade de suas uniões. Isso foi
especialmente importante, nos anos 30 e 40 do século passado,
para que elas se beneficiassem dos direitos reconhecidos por
Getúlio Vargas às famílias dos trabalhadores. Muitos juízes
reconheceram essas uniões como fatos sociais e deram ganho
de causa às mulheres.

Esses direitos foram reconhecidos e renomeados pela
Constituição da República de 1988 (CF). A partir de então,
concubinagem virou união estável, que ganhou a mesma
especial proteção do Estado dada aos casamentos. Mesmo
definindo casamento como união “entre um homem e uma
mulher”, ao instituir a dignidade humana e a cidadania como
princípios constitucionais fundamentais, a CF criou
instrumentos jurídicos para que uniões entre pessoas do mesmo
sexo também fossem consideradas uniões estáveis.

Keila Grinberg. Decisões atuais, origens históricas. Internet:

(com adaptações).


De acordo com o texto,

a) a instituição da dignidade humana e da cidadania como princípios constitucionais fundamentais criou mecanismos jurídicos para se estender o conceito de união estável à união entre pessoas do mesmo sexo.
b) a cultura de superioridade masculina na sociedade brasileira é oriunda da cultura patriarcal portuguesa que aqui se instalou desde a época da colonização.
c) a desigualdade nas relações conjugais deixou de existir de fato com o advento da CF.
d) as mulheres passaram a assumir, a partir do governo de Getúlio Vargas, funções até então exercidas, na sociedade, apenas por homens.
e) a mudança na legislação sobre o casamento é resultado de reivindicações de organizações feministas.



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