Questões de Português de Pronomes

Pesquise mais Questões de Português de Pronomes abaixo,

FCC - TRT 18ª - Técnico Judiciário - Administrativa - 2013
Português / Pronomes

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


A cidade de Goiás, antiga Villa-Boa de Goyaz, que até o
ano de 1933 ostentou a condição de capital do Estado, surgiu
das povoações fundadas, em 1926, pelo explorador paulista
Bartolomeu Bueno, o filho.

Nascida em decorrência do ciclo do ouro, a cidade
atingiu o auge durante o século XVIII.

A partir desse período, o seu núcleo central foi assumindo
aparência arquitetônica própria, que ainda hoje conserva,
num estilo colonial condizente com as condições da região.

Encravada às margens do rio Vermelho, num vale
cercado por colinas, impossibilitada fisicamente de expandir-se,
a cidade acabou por assumir um ar romântico imposto por
contingências históricas e por força de sua situação geográfica.

Privilegiada no sentido de colocar as pessoas em contato
permanente com os elementos da natureza, esse aspecto
foi acentuado por seus riachos cristalinos e sua vegetação
peculiar, suas ruas sinuosas e irregulares, suas ladeiras pedregosas,
seus tortuosos e misteriosos becos, seus muros de
pedra. Esses mesmos muros de pedra que alimentaram as lendas
sobre os escravos que os construíram e sobre a existência
de tesouros em pepita e ouro em pó, escondidos em suas
fendas. Lendas que provocavam a imaginação das crianças,
juntamente com os outros casos que os mais velhos contavam
ao cair da noite, revivendo as tradições tribais, tanto da África
quanto de nossos aborígenes.

Esse costume de os mais velhos contarem casos às
crianças, ao entardecer, é um fato psicológico que deve ser
realçado como elemento provocador, por excelência, da imaginação
criadora dos vilaboenses.

O “contar casos” se constituiu numa tradição familiar de
nossos ancestrais que Cora Coralina faz reviver em sua obra
com toda pujança de seu poder criador.

Em seus poemas encontramos o estilo oral desses
“casos”, sem invencionices literárias, gravados com a aparente
simplicidade que caracteriza a sua obra poética.

(Adaptado da apresentação de: Cora Coralina. Vintém de

cobre: meias confissões de Aninha. 8. ed. S.Paulo: Global,

2001. p. 6 e 7)


a cidade acabou por assumir um ar românticomuros de pedra que alimentaram as lendascostume de os mais velhos contarem casos às crianças
A substituição dos elementos grifados nos segmentos acima pelos pronomes correspondentes, com os ajustes necessários, foi realizada de modo correto em:

a) a cidade acabou por assumir-lhe - muros de pedra que lhes alimentaram - costume de os mais velhos as contarem casos
b) a cidade acabou por o assumir - muros de pedra que lhes alimentaram - costume de os mais velhos contarem-lhes casos
c) a cidade acabou por assumi-lo - muros de pedra que as alimentaram - costume de os mais velhos lhes contarem casos
d) a cidade acabou por assumi-lo - muros de pedra que as alimentaram - costume de os mais velhos as contarem casos
e) a cidade acabou por assumir-lhe - muros de pedra que alimentaram-as - costume de os mais velhos lhes contarem casos

CESPE - TRE - MS - Analista Judiciário - Analista de Sistemas - 2013
Português / Pronomes

Especialmente no que comunica o papel da justiça
eleitoral ao princípio da autenticidade eleitoral, cabe a ela
garantir que prevaleça a vontade do eleitor. Entenda-se: não lhe
é cabível exigir ou orientar escolhas melhores, ou escolhas
ideais, apenas fazer valer a escolha expressada legitimamente
pelo eleitor no resultado das urnas. Assim, embora louvável o
esforço, não lhe cabe primar por “votos de qualidade”, apenas
pelos votos legitimamente conquistados.

O que macula o processo e a formação da vontade não
são os critérios utilizados pelo eleitor (por mais absurdos,
subjetivos ou incoerentes que sejam), mas, sim, o falseamento
de sua vontade. Embora por vezes seja atraente o discurso de
que uma das funções da justiça eleitoral seria incentivar o
eleitor a melhor escolher seus candidatos, a utilizar-se de
critérios objetivos e a não levar em conta elementos menores
que o interesse público, este não é o seu papel.

Sabe-se que, no Brasil, o eleitor geralmente escolhe
seus candidatos em função de sua imagem social, pelo que os
meios de comunicação de massa lhe vendem, ou por aquilo que
é produzido e maquiado no grande mecanismo de promoção
pessoal que é a propaganda eleitoral. No entanto, uma
característica essencial da liberdade em nosso processo
democrático é que o eleitor brasileiro não precisa (e não deve )
justificar as suas escolhas. Se não são as melhores
(e geralmente não são) cabe às outras ciências identificar e
apresentar soluções ao modo como o brasileiro encara as
questões políticas e seus representantes, mas não ao direito
eleitoral. Ao direito eleitoral, por outro lado, cabe zelar pelo
desenvolvimento regular.

Paola Biaggi Alves de Alencar. A concretização do direito eleitoral a partir dos princípios constitucionais estruturantes. In: Revista de Julgados/Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, vol. 1, 2002, Cuiabá: TRE/MT, 2002/6 v, p. 99 (com adaptações).



No que se refere aos aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.

a) O mesmo motivo justifica o emprego de vírgula logo depois de "esforço" (L. 7 ) e de "candidatos" (L. 14 ).
b) Na linha 2, o pronome "ela" refere-se ao antecedente "autenticidade eleitoral".
c) O pronome "lhe" (L. 3 ) exerce a função de complemento verbal indireto na oração em que se insere.
d) Os elementos "Assim" (L. 6 ) e "No entanto" (L. 21 ) expressam ideias equivalentes.
e) Os referentes do pronome "lhe" nas linhas 7 e 19 são, respectivamente, "justiça eleitoral" (L. 1-2 ) e "eleitor" (L. 17 ).

FCC - DPE - RS - Analista - Economia - 2013
Português / Pronomes

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.



O maior, o melhor

Há algum tempo um jornal de grande circulação promoveu
uma enquete para saber qual é o maior escritor brasileiro,
se Machado de Assis ou se Guimarães Rosa. Parece
que antes de mais nada já não haveria qualquer dúvida sobre
os dois maiores, cabendo apenas hierarquizá-los. Essa mania
de o maior, o melhor está cada vez mais incorporada ao competitivo
mundo moderno. Trata-se de eleger logo um absoluto,
um superlativo, numa espécie de torneio promovido a propósito
de tudo: o melhor cantor, o melhor atacante, o maior empresário,
o maior bandido...

Muito sabiamente, o poeta Manuel Bandeira resolveu logo
a parada, declarando-se já de saída um “poeta menor”, e
ainda pediu desculpas por isso. Convivendo com a tuberculose
desde adolescente, nosso poeta conviveu também com a alta
probabilidade de uma morte precoce -e a morte, como se sabe,
costuma relativizar tudo. Ela não respeita nem os maiores,
nem os melhores. Qualquer hierarquia perde o sentido diante
dela. E justamente por se saber “menor”, isto é, mortal, humano,
falível, limitado, o poeta Manuel Bandeira acabou fazendo de
suas pequenas experiências uma grande e comovente poesia.

Ele poderia ser exemplo para todos os que corremos
atrás do primeiro lugar, do prêmio máximo, do recorde mundial.
Essa tolice de achar que a felicidade está no topo do Everest e
em nenhum outro lugar alimenta a máquina de ansiosos em que
a nossa sociedade se converteu. Quem fica de olho no máximo
perde toda a graça do mínimo, que é onde, afinal, se aloja a felicidade
possível. Os pequenos momentos, os detalhes da afetividade,
as palavras simples e necessárias, os gestos minúsculos
mas imprescindíveis jamais ganharão um prêmio Nobel. E
no entanto está nessa aparente pequenez, não tenho dúvida, o
que pode dar sentido à nossa vida.

(Agostinho Rubinato, inédito)


O elemento sublinhado constitui uma falha de redação na frase:

a) O espírito de competição pelo qual se deixa empolgar acabará levando-o à loucura.
b) Trata-se de um artista de cujas qualidades ninguém deixa de acreditar.
c) Parecia-lhe preferível perder a competição com dignidade a ganhá-la com desonra.
d) Manuel Bandeira, cuja poesia logo me encantou, foi um lírico originalíssimo.
e) Durante a competição, a vitória da qual ele estava confiante escapou-lhe inteiramente das mãos.

FCC - DPE - SP - Oficial de Defensoria Pública - 2013
Português / Pronomes

Durante uma exposição dos impressionistas no Salão de Paris, o pintor Claude Monet apresentou um quadro .... nome era "Impressão: Sol nascente".

Preenche corretamente a lacuna da frase acima:

a) cujo
b) o qual
c) do qual
d) onde o
e) no qual

VUNESP - Polícia Civil - SP - Auxiliar de Papiloscopista Policial - 2013
Português / Pronomes

Leia o texto para responder à questão.



Sistemas avançados nos retratos falados



A Polícia Civil de São Paulo terá um estúdio com sistemas
avançados para produzir retratos falados de criminosos
foragidos e pessoas desaparecidas.

O estúdio, chamado Artes Forenses, ficará sob a tutela
do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o
DHPP. Os policiais que trabalharão nele terão computadores
de última geração equipados com o mesmo programa utilizado
para desenhar as “criaturas azuis” do filme de ficção
científica Avatar.

O estúdio vai ajudar os atuais desenhistas da polícia, que
usam, além do método tradicional de papel e lápis, um programa
de computador que monta retratos falados com a ajuda
de 5 mil imagens de bocas, narizes, olhos e outros detalhes
da face.

Com as tecnologias do estúdio, a imagem produzida vai
exibir detalhes da pele, como cicatrizes e manchas, além de
imperfeições dos rostos. Os detalhes ajudarão a identificar os
criminosos com precisão. O estúdio usará ainda um programa
capaz de simular o envelhecimento de crianças e jovens.
O recurso facilitará, portanto, as buscas de pessoas que estão
desaparecidas há anos.

Os policiais já estão sendo treinados para usar os recursos
do estúdio, que custou cerca de 150 mil reais aos cofres
do governo paulista. Além de ajudar no combate ao crime, o
estúdio terá a missão de se tornar uma referência de retratos
falados e, ainda, formar especialistas no assunto. A Polícia
Civil espera que ele seja copiado por outros Estados do país.

(veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/policia-civil/, 07.04.2013.

Adaptado)


Considerando o último parágrafo do texto, na frase - A Polícia Civil espera que ele seja copiado por outros Estados do país. - o pronome em destaque refere-se a

a) retrato.
b) treinamento.
c) assunto.
d) estúdio.
e) combate.

VUNESP - Polícia Civil - SP - Agente Policial - 2013
Português / Pronomes

Leia o texto a seguir para responder a questão.


O achado

Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do
globo um objeto qualquer. Há pessoas que acham carteiras, joias,
promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um
piano na praia do Leblon. Mas este escriba, nada: nem um botão.

Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento
do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava
esse pequeno favor: completava minha identificação com o
resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história
de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o
que lhe faria falta.

A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara ao
meu lado, e de quem eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o
livro e mergulhara na leitura. Absorta na leitura, ao sair esquecera
o objeto, que só me atraiu a atenção quando o ônibus já ia
longe.

Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e comuniquei
a descoberta ao passageiro mais próximo:

– A moça esqueceu isto.

Ele, sem dúvida mais experimentado, respondeu simplesmente:

– Abra.

Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma desconhecida
ausente; nada haveria nela que me dissesse respeito.

– Não é melhor que eu entregue ao motorista?

– Complica. A dona vai ter dificuldade em identificar o ônibus.
Abrindo, o senhor encontra um endereço, pronto.

Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não sem
experimentar a sensação de violar uma intimidade. Procurei a
esmo entre as coisinhas, não achei elemento esclarecedor. Era
isso mesmo: o destino me dava as coisas pela metade. Fechei-a
depressa.

– Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem
diz: – É sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço
aparece.

Como ele também descesse logo depois, vi-me sozinho com
a bolsa na mão.

(Carlos Drummond de Andrade, “A bolsa e a vida”. In: Joaquim Ferreira

dos Santos (org.) As cem melhores crônicas brasileiras.

Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado)



Em - O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; - o pronome em destaque retoma a seguinte palavra/expressão:

a) o resto da humanidade.
b) esse pequeno favor.
c) minha identificação.
d) O destino.
e) completava.

FAPEC - Prefeitura de Água Branca - Médico Veterinário - 2013
Português / Pronomes

A questão refere-se ao texto que segue.



A BRUTALIDADE QUE VEM DA MÍDIA



Estudos recentes mostram que se uma criança norte-


americana assistir a 15 horas de televisão por semana ela terá


testemunhado aproximadamente 40 mil homicídios ao chegar aos


18 anos de idade. Será que alguma dessas mortes contribui para a


violência na escola? A questão continua em aberto. Por trás de


cada um desses assassinatos há uma gama de informações


qualitativas. Eram as vítimas brancas ou negras? O sexo foi


envolvido? Que arma foi usada? Houve espaço na história para


reflexão?


Como intelectuais transformadores – uma das definições


de Paulo Freire para o papel do professor –, podemos não ser


capazes de mudar as representações da violência nos meios de


comunicação. Mas temos a habilidade de transformar a maneira


como os estudantes pensam o problema. As formas mais


progressivas de estudo da questão nos Estados Unidos estão


baseadas em três premissas. Primeira: não temos poderes para


censurar a mídia. Segunda: o silêncio dos educadores em torno do


tema vai na direção de aceitá-lo tacitamente como “normal”. A


terceira premissa é a que condena a violência com um método tão


contraproducente como a estratégia de “simplesmente dizer não”,


utilizada erroneamente no combate às drogas. Mas como abordar o


assunto em sala de aula? Não existe uma fórmula, mas há


estratégias que ajudam os estudantes a desenvolver uma


consciência crítica.


Um meio é dar a eles ferramentas para que leiam e


formem um senso crítico. Um dos métodos pode ser tão simples


como discutir os muitos assuntos qualitativos que cercam um único


ato violento. [...] Ajudando os estudantes a fazer a distinção entre as


várias representações do fenômeno na mídia e a ler criticamente a


forma gratuita que ele muitas vezes adquire é um importante passo.


[...] Pegue-se o exemplo da brutalidade policial. Não faltam


representações da mídia a esse respeito. E o professor que quer


promover a prevenção deve ainda introduzir a discussão de


relatórios de direitos humanos. É importante mostrar que existem


consequências, iniciativas civis bem-sucedidas, investigações,


processos e sentenças judiciais que podem atenuar a ação policial.


Essa é a forma de estimular a consciência crítica para a


transformação social. Não podemos mudar as formas de exposição


na mídia, mas podemos utilizá-las para promover a cultura de paz.


(Peter Lucas)


O pronome sublinhado em "Um meio é dar a eles ferramentas para que leiam e formem um senso crítico...", refere-se a:

a) os meios de comunicação
b) os estudos recentes
c) os educadores
d) os estudantes

CESGRANRIO - BNDES - Técnico Administrativo - 2013
Português / Pronomes

Ciência do esporte – sangue, suor e análises

Na luta para melhorar a performance dos atletas
[…], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois
anos, um departamento exclusivamente voltado para
a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à
compra de materiais para atletas de ponta, a chave
do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.

Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se
fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias
atuais passa por conceitos bem mais profundos. Sem
distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se
suas características individuais forem minuciosamente
estudadas. Num universo olímpico em que muitas
vezes um milésimo de segundo pode separar glória e
fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque
grandes campeões também são moldados através
de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e
modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de
tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado
ao tema. [...]

— Nós trabalhamos para potencializar as chances
de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações
que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas
o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela
gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB,
Jorge Bichara.

A gerência também abrange a coordenação médica
do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência
do Esporte está dividida em sete setores: fisiologia,
bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia, treinamento
esportivo e vídeo análise.


Reposição individualizada
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor
desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais
concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste
de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber
mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte
do comitê. […]

As Olimpíadas não são laboratório para testes. É
preciso que todas as inovações, independentemente
da modalidade, estejam testadas e catalogadas com
antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área
de Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida
em um único conceito:

— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]


CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte
– sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro,
25 maio 2012. O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do
esporte, p. 6.


As palavras destacadas nos trechos retirados do texto referem-se ao que está entre colchetes em:

a) "...suas características" (L. 13) [do potencial]
b) "dedicado ao tema" (L. 22-23) [ao Comitê Olímpico Brasileiro]
c) "... utilizá-las" (L. 2) [as chances de resultados]
d) "...que o deixem" (L. 41) [o alto rendimento]
e) "Essa é..." (L. 57) [recuperação]

VUNESP - SAP - SP - Agente de Segurança Penitenciária de Classe I - 2013
Português / Pronomes

Leia o texto para responder a questão.



Vende-se felicidade



Quando eu era criança, ficava intrigada ao ouvir um adulto
dizer que não podia comprar alguma coisa. Pensava sempre com
os meus botõezinhos (já bem agitados à época ) que aquilo não
fazia o menor sentido. Afinal, o que é que custava pegar a caneta
e preencher uma das muitas folhinhas do talão de cheques, no
valor da mercadoria desejada?

E só não pensava que seria mais fácil ainda passar o cartão
de crédito na maquineta da loja (como, imagino, devem cogitar
as crianças de hoje ), porque esse instrumento de compra ainda
não havia sido inventado à época.

Em pouco tempo, percebi que as folhinhas de cheques, em si
mesmas, não tinham qualquer serventia. Era preciso trabalhar (e
muito!) para que elas adquirissem algum poder de compra.

Essas lembranças da infância me vieram à mente num dia
desses, após receber em casa um jornal cuja reportagem de capa
trazia a velha pergunta: “O dinheiro compra felicidade?”

Embora o assunto nada tenha de novo, o que me chamou a
atenção, nesse caso, foi o resultado da pesquisa feita por uma
empresa de consultoria de investimentos em treze países, inclusive
o Brasil, em que noventa e três por cento dos entrevistados
responderam de forma afirmativa à indagação.

Não discordo dessa maioria esmagadora. Afinal, no mundo
em que vivemos, o dinheiro é essencial para se concretizar a
maior parte dos anseios, que, em geral, estão mesmo voltados,
direta ou indiretamente, à aquisição de bens de consumo.

Inspirada pela reportagem do jornal, fiquei imaginando
como nos comportaríamos se, num belo dia, acordássemos com
a notícia da promulgação de uma lei determinando a extinção do
dinheiro.

No estágio em que estamos, acredito que a novidade, por si
só, não nos tornaria consumidores menos ávidos. Porque continuaríamos
sujeitos aos bombardeios e apelos diários dos meios
de comunicação, que nos impelem a comprar sempre e cada vez
mais. Na falta do dinheiro, certamente nos valeríamos de algum
mecanismo de troca, a fim de darmos continuidade a todo esse
processo de acúmulo de bens.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão
da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos
com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o
tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada
e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim,
compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que
muitas vezes não temos. Endividamo-nos, irracionalmente, convictos
de que o dinheiro pode mesmo comprar tudo, inclusive a
tão sonhada felicidade.

(Sílvia Tibo, http:// www.cronicadodia.com.br. 27.01.2013. Adaptado)


Leia a passagem do último parágrafo.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos.


O pronome las, em supri-las, refere-se a

a) história.
b) coisas.
c) nós mesmos.
d) conclusão.
e) novas necessidades.

FUNCAB - PC - ES - Assistente Social - 2013
Português / Pronomes

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


CULTURA



Ele disse: “O teu sorriso é como o primeiro
suave susto de Julieta quando, das sombras
perfumadas do jardim sob a janela insone, Romeu
deu voz ao sublime Bardo e a própria noite aguçou
seus ouvidos.”

E ela disse: “Corta essa.”

E ele disse: “A tua modéstia é como o rubor
que assoma à face de rústicas campônias acossadas
num quadro de Bruegel, pai, enaltecendo seu
rubicundo encanto e derrotando o próprio simular de
recato que a natureza, ao deflagrá-lo, quis.”

E ela disse: “Cumé que é?”

E ele: “Eu te amo como jamais um homem amou,
como o Amor mesmo, em seu autoamor, jamais se
considerou capaz de amar.”

E ela: “Tô sabendo...”

“Tu és a chuva e eu sou a terra; tu és ar e eu sou
fogo; tu és estrume, eu sou raiz.”

“Pô!”

“Desculpe. Esquece este último símile. Minha
amada, minha vida. A inspiração é tanta que
transborda e me foge, eu estou bêbado de paixão, o
estilo tropeça no meio-fio, as frases caem do bolso...”

“Sei...”

“Os teus olhos são dois poços de águas claras
onde brinca a luz da manhã, minha amada. A tua
fronte é como o muro de alabastro do templo de
Zamaz-al-Kaad, onde os sábios iam roçar o nariz e
pensar na Eternidade. A tua boca é uma tâmara
partida... Não, a tua boca é como um... um... Pera só
umpouquinho...”

“A tua boca, a tua boca, a tua boca... (Uma
imagem, meu Deus!)”

“Que qui tem a minha boca?”

“A tua boca, a tua boca... Bom, vamos pular a
boca. O teu pescoço é como o pescoço de Greta
Garbo na famosa cena da nuca em Madame
Walewska, com Charles Boyer, dirigido por Clarence
Brown, iluminado por...”

“Ó escuta aqui...”

“Eu tremo! Eu desfaleço! Ela quer que eu a
escute! Como se todo meu ser não fosse uma
membrana que espera a sua voz para reverberar de
amor, como se o céu não fosse a campana e o Sol o
badalo desta sinfonia especial: uma palavra dela...”

“Tá ficando tarde.”

“Sim, envelhecemos. O Tempo, soturno
cocheiro deste carro fúnebre que é a Vida. Como
disse Eliot, aliás, Yeats – ou foi Lampedusa? – , o
Tempo, esse surdo-mudo que nos leva às costas...”

“Vamos logo que hoje eu não posso ficar toda
a noite.”

[...]

“Já sei!”

“Oquê? Volta aqui, pô...”

“Como um punhado de amoras na neve das
estepes. A tua boca é como um punhado de amoras
na neve das estepes!”

(VERÍSSIMO, Luís Fernando.

Cultura. In: As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro:

Objetiva, 2000. p. 140-151.)


"Como se todo meu ser não fosse uma membrana que espera a sua voz para reverberar de amor, [...]" Assinale a afirmativa correta sobre o fragmento, retirado do texto.

a) O termo REVERBERAR é, morfologicamente, um advérbio.
b) A palavra QU Eé um pronome relativo.
c) DE AMOR compõem uma locução verbal.
d) COMO S Eatribui ideia de oposição ao segmento.
e) MEU é um pronome substantivo possessivo.



Seja aprovado em 1 ano Conheça o método para ser aprovado em Concurso Público

Estude Grátis é uma simples e poderosa ferramenta que lhe ajudará a passar nos melhores Concursos Públicos. São milhares de Questões de Concurso para você filtrar e estudar somente aqueles temas que estão especificados em seu Edital.