Questões de Português de Formação de Palavras

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FGV - BNB - Analista Bancário 1 - 2014
Português / Formação de Palavras

Os vocábulos formados sem a ajuda de um sufixo são:

a) trabalho e imposto;
b) imposto e empobrecer;
c) empobrecer e enobrecer;
d) enobrecer e corrupção;
e) corrupção e inflação.

CETRO - CREF - SP - Procurador - 2013
Português / Formação de Palavras

Leia a notícia abaixo para responder a questão.


Família de Kevin deve receber parte de bilheteria do Corinthians

Lucas Reis, de São Paulo.



A família do garoto Kevin Espada, 14, morto por um
sinalizador atirado por torcedores corintianos em Oruro, na
Bolívia, deve receber parte da bilheteria de um dos próximos
jogos do Corinthians, seja da Libertadores, seja do Campeonato
Paulista ou até mesmo um amistoso.

A informação obtida pela Folhafoi confirmada nesta
segunda-feira pelo próprio clube. A ideia foi sugerida na última
sexta-feira durante uma reunião entre os cartolas alvinegros.

O Corinthians informou que pretende encontrar uma
solução para o caso até o fim da próxima semana,
independentemente do julgamento da Conmebol, que deve
ocorrer em até três dias.



A família de Kevin

Uma das possibilidades é que o jogo contra o Tijuana, na
semana que vem, no Pacaembu, seja o escolhido. Caso a
decisão da Conmebol demore, ou seja desfavorável e o estádio
continue com portões fechados, uma partida do Estadual será
escolhida.

A ideia, segundo o Corinthians, não consta da defesa
jurídica enviada à Conmebol na semana passada. O clube
também não decidiu ainda o percentual da renda bruta ou
líquida que será repassado.

A iniciativa de indenizar os parentes de Kevin, segundo
apurou a reportagem, engloba uma investida para suavizar a
imagem corintiana, arranhada internacionalmente após o
fatídico episódio.

Dentro do clube, há quem defenda que o Corinthians teve
uma atitude jurídica perfeita, mas atabalhoada em relação à
atitude e imagem.

Em Oruro, a Folhaapurou que parentes de Kevin não
concordaram com a atitude dos seus pais, que optaram por não
entrar com ação pedindo uma indenização ao Corinthians.
Limbert e Carola, os pais de Kevin, justificaram que não
queriam ser acusados de utilizar o filho com fins mercantilistas.

“Ninguém [San José ou Corinthians] entrou em contato
para dizer que se importa com o que aconteceu”, disse Limbert,
há uma semana.

Luiz Felipe Santoro, advogado do clube, aguarda que a
Conmebol julgue o clube até sexta -- o que viabilizaria a entrada
da torcida no próximo jogo em casa, contra o Tijuana, na
semana que vem. “Estou otimista, confio na argumentação
jurídica do clube”, disse o advogado.

Fonte: Colaborou Eduardo Ohata, de São Paulo.

http://www.folhaonline.com.br/.


De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa cuja palavra apresenta o mesmo processo de formação do vocábulo indenização.

a) Aguardente.
b) Infeliz.
c) Igualdade.
d) Envernizar.
e) Automóvel.

COVEST - UFPE - Administrador de Edifícios - 2013
Português / Formação de Palavras

TEXTO 1

A importância da ética na nossa vida profissional



(1) A ética pertence ao caráter e está relacionada ao bom viver humano, ao bom relacionamento humano, ao comportamento interpessoal, à melhor forma de conviver com as pessoas, uma atitude de dentro para fora do ser humano; ao passo que a moral é regida por normas e leis, e caracteriza, portanto, uma atitude de fora para dentro.
(2) A ética tem grande importância na vida profissional, pois está diretamente relacionada ao nosso comportamento e relacionamento com as pessoas, visando ao melhor convívio. Nas empresas burocráticas, como se sabe, esta convivência é complexa, pois o que se relaciona são cargos e funções, e não pessoas, e as decisões são autoritárias, nas mãos de um chefe, não existindo a autonomia. Porém, nas empresas cujo modelo de relacionamento é contemporâneo, ou seja, naquelas que primam pelo bom convívio, pelo bom relacionamento, pela inovação, pela autonomia, onde o líder é, além de um facilitador, um educador, a ética passa a ser relevante, pois não há como pensarmos que uma empresa que visa ao bom relacionamento possa contar com pessoas antiéticas, cujos pensamentos não são virtuosos (bondade, gentileza, domínio próprio, temperança, paciência, amizade, entre outros), e sim viciosos (vulgaridade, libertinagem, orgulho, zombaria, vaidade, inveja, entre outros).
(3) A postura ética, portanto, é de suma importância para nossa vida profissional, e manter as atitudes éticas faz com que os colaboradores alcancem a eficiência através da obediência à legislação e às diretrizes da organização. Além disso, manter uma postura ética organizacional poderá levar o colaborador a conquistar seus sonhos, pois terá uma vida pautada em cumprir as regras fielmente.

(4) Algumas empresas adotam códigos de conduta como forma de criar regras e diretrizes de atuação e comportamento de seus colaboradores como um todo, em todos os escalões. Empresas que atuam observando o código de conduta criam um clima moral que leva seus colaboradores a terem um melhor desempenho, a trabalharem mais confiantes e mais satisfeitos, e isto se reflete diretamente na imagem da empresa para os clientes e fornecedores.

Texto disponível em: http://sandrocan.wordpress.com/2012/05/05/a-importancia-da-etica-na-nossa-vida-profissional.
Acesso em 09/05/2013. Adaptado.

"não há como pensarmos que uma empresa que visa ao bom relacionamento possa contar com pessoas antiéticas".

Para compreendermos esse trecho, precisamos reconhecer que o termo destacado é formado por prefixo que indica "oposição", "contrário". Prefixo que indica "negação" está presente no termo:

a) introduzir.
b) inédito.
c) inflamável.
d) ingerir.
e) importante.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Formação de Palavras

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Considerando os processos de formação de palavras, pode-se afirmar que cachoeirense é formada por:

a) regressão.
b) justaposição.
c) prefixação.
d) sufixação.
e) aglutinação.

FUNCAB - PC - ES - Perito em Telecomunicações - 2013
Português / Formação de Palavras

O crime eletrônico



O combate à violência é uma necessidade
geral, não apenas no Brasil, mas no resto do mundo.
Os meios de que a sociedade dispõe, nessa luta
crescente e sem fim, são esquálidos e se revelam
impotentes para deter ou diminuir a onda de crimes
que devasta a sociedade e ameaça cadaumde nós.

Em linhas gerais, pode-se dizer que os meios
de defesa crescem em progressão aritmética e os
recursos da violência crescem em progressão
geométrica. Um desses meios, que não inclui
sequestros, estupros, saques, arrastões e balas
perdidas, é fornecido por meio da mais sofisticada e
útil conquista da tecnologia: a internet.

Não é mole o que corre de violento e de boçal
no correio eletrônico. Sem poupar a verdade, a honra
alheia, a decência mínima que todo cidadão deve
cultivar, a internet está servindo como cloaca de
ressentimentos, inveja, calúnias, impotência
existencial, fracassos profissionais, constituindo-se
numa mídia clandestina e irresponsável, onde vale
tudo.

Bem sei que o assunto preocupa os
responsáveis pela decência do novo e mais
instantâneo meio de comunicação do mundo
moderno. Mas se torna cada vez mais difícil localizar
e punir os criminosos eletrônicos. Houve o caso
daquele rapaz, acho que das Filipinas, que deu um
rombo no banco inglês onde a própria Rainha tinha
conta. Foi identificado.

Recentemente, um hacker que caluniou o
presidente da República parece que foi também
localizado. São exceções, ainda.

Prevalece a impunidade, que estimula o crime
emquantidade e malefício.

Os benefícios da internet são óbvios,
numerosos e cada vez mais indispensáveis à vida
moderna.

Mas há que se encontrar um meio de impedir
que a poderosa arma seja usada contra a sociedade
civilizada que desejamos ser.


(CONY, Carlos Heitor. O crime eletrônico. Folha online. Disponível em:
Acesso em:
06/02/2013. Fragmento adaptado)


Em qual alternativa a palavra em destaque foi formada pelo mesmo processo da palavra LUTA extraída do primeiro parágrafo do texto?

a) "O combate à violência é uma NECESSIDADE geral [...]"
b) "[...] por meio da mais sofisticada e útil CONQUISTA da tecnologia: a internet."
c) "Não é MOLE o que corre de violento e de boçal no correio eletrônico."
d) "Sem poupar a VERDADE, a honra alheia [...]"
e) "Prevalece a IMPUNIDADE [...]"

FUNCAB - DETRAN - PB - Agente de Trânsito - 2013
Português / Formação de Palavras

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.

Pedestre que bebe em excesso é fator de
insegurança no trânsito



Quem pensa que a responsabilidade no
trânsito é só do motorista está enganado. Cabe
também ao pedestre garantir a sua segurança e a de
quem está conduzindo veículos nas vias públicas
afinal, sob o efeito do álcool, pode ser tão perigoso
quantoummotorista que bebeuemdemasia.

O atropelamento é uma das principais causas
de morte no trânsito. Justamente após ter bebido sem
medida, é o pedestre que, muitas vezes, se colocaem
situação de risco por não ter condição de avaliar a
distância e a velocidade dos veículos.

Para Ana Glória Melcop, coordenadora geral
da pesquisa “Consumo de Álcool e os Acidentes de
Trânsito”, do Instituto de Medicina Integral Professor
Fernando Figueira (Imip), é um equívoco pensar o
consumo de bebida alcoólica apenas sob a
perspectiva dos condutores de veículos. “Alegislação
brasileira atual está correta em punir severamente os
motoristas que dirigem alcoolizados. Entretanto, é
necessário considerar todos os outros atores
envolvidos que arriscam igualmente as suas vidas
nas vias públicas”, observa.

[...]

De acordo com o advogado Cid Vieira de
Souza Filho, da Comissão de Estudos sobre
Educação e Prevenção de Drogas e Afins da OAB
(Ordem dosAdvogados do Brasil),emSão Paulo, não
é porque o pedestre tem a preferência que não pode
ser responsabilizado por acidentes. “Quem atravessa
uma via alcoolizado, repentinamente, na frente de um
veículo, fazendo-o, por exemplo, colidir comumposte
ou em outro, pode ser indiciado por lesão corporal
culposa”, analisa.

Qualquer pedestre, mesmo aquele que não
estiver sob efeito da substância, pode causar um
acidente por ser imprudente e, em tese, ser
responsabilizado penalmente. Já no Código Nacional
de Trânsito, o artigo 254 impõe penalidades leves,
inclusive com valores de multa. Entretanto, os casos
são raríssimos.

Para o advogado, a solução é a prevenção.
Por isso, defende uma intensa campanha educativa.
“A segurança se aplica a todos”, diz; mas lembra:
“contudo, se o motorista não estiver atento e não
respeitar os limites de velocidade, mesmo com o
pedes t re embr iagado, não el imina sua
responsabilidade. A possibilidade de um acidente
sério está muito mais nas mãos de quem conduz o
veículo do que de quem atravessa a rua”, finaliza.



(In
acessoem20/11/2012)


Das palavras extraídas do texto, indique aquela que destoa das demais quanto ao processo de formação pelo qual foi constituída.

a) perigoso.
b) motorista.
c) velocidade.
d) imprudente.
e) responsabilidade.

FJG - Prefeitura Rio de Janeiro - Auxiliar de Procuradoria - 2013
Português / Formação de Palavras

As palavras multicultural e pluriétnico são formadas com elementos de composição (mult(i)- e pluri-) que possuem o mesmo valor semântico. Também se verifica esse fato nas palavras:

a) percorrer e diáspora
b) eufonia e emigração
c) endoscopia e progresso
d) dissidente e prólogo

CONSULPLAN - TSE - Analista Judiciário - Administrativa - 2012
Português / Formação de Palavras

A tradição teológica e filosófica nunca conseguiu
explicar o “mistério da iniquidade”, a existência do mal
como potência do desejo e da ação humanas.

Ora, a corrupção é o mal do nosso tempo.
Curiosamente, ela aparece como uma nova regra de
conduta, uma contraditória “moral imoral”. Da
governalidade aos atos cotidianos, o mundo da vida no
qual ética e moral se cindiram há muito tempo
transformou-se na sempre saqueável terra de ninguém.
Como toda moral, a corrupção é rígida. Daí a
impossibilidade do seu combate por meios comuns, seja
o direito, seja a polícia. Do contrário, meio mundo
estaria na prisão. A mesma polícia que combate o
narcotráfico nas favelas das grandes cidades poderia
ocupar o Congresso e outros espaços do governo onde
a corrupção é a regra.

Mas o problema é que a força da corrupção é a do
costume, é a da “moral”, aquela mesma do malandro
que age “na moral”, que é “cheio de moral”. Ela é muito
mais forte do que a delicada reflexão ética que
envolveria a autonomia de cada sujeito agente. E que só
surgiria pela educação política que buscasse um
pensamento reflexivo.

O sistema da corrupção é composto de um jogo de
forças do qual uma das mais importantes é a “força do
sentido”. É ela que faz perguntar, por exemplo, “como é
possível que um policial pobre se negue a aceitar
dinheiro para agir ilegalmente?”

O simples fato de que essa pergunta seja colocada
implica o pressuposto de que uma verdade ética tal
como a honestidade foi transvalorada. Isso significa que
foi também desvalorizada.

Se a conduta de praxe seria não apenas aceitar,
mas exigir dinheiro em troca de uma ação qualquer na
contramão do dever, é porque no sistema da corrupção
o valor da honestidade, que garantiria ao sujeito a sua
autonomia, foi substituído pela vantagem do dinheiro.

Mas não somente. Aquele que age na direção da lei
como que age contra a moral caracterizada pelo “fazer
como a grande maioria”, levando em conta que no
âmbito da corrupção se entende que o que a maioria
quer é “dinheiro”.

Verdade é que a ação em nome de um universal
por si só caracteriza qualquer moral. É por meio dela
que se faz o cálculo do “sentido” no qual, fora da
vantagem que define a regra, o sujeito honesto se
transfigura imediatamente em otário.

Se a moral é medida em dinheiro, não entregar-se a
ele poderá parecer um luxo. Mas um contraditório luxo
de pobre, já que a questão da honestidade não se
coloca para os ricos, para quem tal valor parece de
antemão assegurado.

Daí que jamais se louve nos noticiários a
honestidade de alguém que não se enquadra no
estereótipo do “pobre”. Honesto é sempre o pobre
elevado
a cidadão exótico. Na verdade, por meio desse
gesto o pobre é colocado à prova pelo sistema. Afinal
ele teria tudo para ser corrupto, ou seja, teria todo o
motivo para sê-lo. Mas teria também todo o perdão?
O cidadão exótico – pobre e honesto – que deixa de
agir na direção de uma vantagem pessoal como que
estaria perdoado por antecipação ao agir imoralmente
sendo pobre, mas não está. A frase de Brecht seria sua
jurisprudência mais básica: “O que é roubar um banco
comparado a fundar um?”

Ora, sabemos que essa “moral imoral” tem sempre
dois pesos e duas medidas, diferentes para ricos e
pobres. No vão que as separa vem à tona a
incompreensibilidade diante do mistério da
honestidade. De categoria ética, ela desce ao posto de
irrespondível problema metafísico.

Pois quem terá hoje a coragem de perguntar como
alguém se torna o que é quando a subjetividade, a
individualidade e a biografia já não valem nada e
sentimos apenas o miasma que exala da vala comum
das celebridades da qual o cidadão pode se salvar
apenas alcançando o posto de um herói exótico,
máscara do otário da vez?


(Marcia Tiburi. Cult, dezembro de 2011)

Assinale a palavra que tenha sido formada por processo DISTINTO do das demais.

a) teológica (L. 1)
b) biografia (L. 74)
c) narcotráfico (L. 14)
d) desvalorizada (L. 32)

CONSULPLAN - TSE - Técnico Judiciário - Administrativa - 2012
Português / Formação de Palavras

Presente perfeito



Aproveito a chegada do 13° salário e a proximidade
do Natal para discutir o presente perfeito. Num mundo
perfeitamente racional, ninguém nem pestanejaria antes
de presentear seus familiares e amigos com dinheiro
vivo.

Em princípio, nada pode ser melhor. Elimina-se o
risco de errar, pois o presenteado escolhe o que quiser, e
no tamanho certo. Melhor, ele pode juntar recursos de
diversas origens e comprar um item mais caro, que
ninguém sozinho poderia oferecer-lhe.

Só que o mundo não é um lugar racional. Se você
regalar sua mulher com um caríssimo jantar na
expectativa de uma noite tórrida de amor, estará sendo
romântico. Mas, se ousar oferecer-lhe dinheiro para o
mesmo fim, torna-se um simples cafajeste.

Analogamente, você ficará bem se levar um bom
vinho para o almoço de Dia das Mães na casa da sogra.
Experimente, porém, sacar a carteira e estender-lhe R$
200 ao fim da refeição e se tornará “persona non grata”
para sempre naquele lar.

Essas incongruências chamaram a atenção de
economistas comportamentais, que desenvolveram
modelos para explicá-las. Aparentemente, vivemos em
dois mundos distintos, o das relações sociais e o da
economia de mercado. Enquanto o primeiro é regido por
valores como amor e lealdade, o segundo tem como
marca indexadores monetários e contratos. Sempre que
misturamos os dois registros, surgem mal-entendidos.

O economista Dan Ariely vai mais longe e propõe
que, no mundo das relações sociais, o presente serve
para aliviar culpas: ofereça ao presenteado algo de que
ele goste, mas acha bobagem comprar, como um jantar
naquele restaurante chique ou um perfume um pouco
mais caro. O que você está lhe dando, na verdade, é uma
licença para ser extravagante.

Segundo Ariely, é esse mecanismo que explica o
sucesso de vales-presentes e congêneres, que nada mais
são que dinheiro com prazo de validade e restrições de
onde pode ser gasto.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 4/12/2011, com adaptações)


Assinale a palavra em que o elemento con- (ou co-) NÃO tenha o mesmo valor que o de congêneres (L. 37).

a) concentrar
b) condomínio
c) contabilidade
d) confraria

COVEST - UFPE - Técnico de Laboratório - Informática - 2012
Português / Formação de Palavras

TEXTO 1

A educação profissional vive um momento decisivo. A

procura por esse tipo de ensino atingiu patamares inéditos
no Brasil e em Pernambuco. Só que não o suficiente para
matar a fome do mercado de trabalho, em especial do voraz
setor industrial. Salários altos e emprego certo, por incrível
que pareça, se mostram ineficientes para corrigir a atual
distorção do nosso sistema educacional. Apesar de cada
vez mais jovens estarem buscando aprender uma profissão,
pode-se dizer que ainda falta um maior interesse do
público-alvo. A dura verdade é que o desejo pelo diploma
universitário, uma cultura secular no Brasil, mascara um
preconceito enraizado na sociedade: de que ensino
profissional é coisa de pobre.
Em 2011, Pernambuco contava com 31.411 alunos

matriculados em cursos técnicos, públicos e privados. Mas
análise da consultoria Ceplan mostra que somente as
demandas até 2014 de dois segmentos econômicos, a
construção civil e a indústria metalmecânica, são de 32.500
novos trabalhadores por ano. O equilíbrio está distante. São
9 milhões de estudantes de Ensino Médio no Brasil. Um
milhão desses jovens fazem um curso profissional.
Aproximadamente 11%. Pernambuco está próximo disso,
com 8,8%.
Em países industrializados e mais livres de preconceitos

contra o ensino técnico, como Inglaterra e Alemanha, o
percentual salta para 30%. Em Pernambuco, pensar num
patamar dessa ordem só será possível em 2016, pois é
para esse ano que se espera o funcionamento pleno de 60
escolas técnicas estaduais, com capacidade, cada uma,
para 1000 alunos. Hoje são 20, sendo que seis ainda não
têm prédio próprio.
A história explica a barreira cultural quando o assunto é

ensino profissional no Brasil. No final do século XIX, quando
foram criados os Liceus de Artes e Ofícios nas principais
capitais das então províncias – no Recife, a instituição
surgiu em 1880 – o público-alvo eram as crianças órfãs e
abandonadas. Anos depois, em 1909, foi a vez das escolas
de Aprendizes Artífices, destinadas aos pobres e humildes.
“A ideologia era de que os filhos das classes dominadas
deveriam ter uma formação básica para atender às
necessidades do mercado. O ensino técnico só ganhou
valor nas décadas de 1970 e 1980, quando o setor
industrial teve impulso no Brasil”, conta a Reitora da IFPE,
Cláudia Sansil, lembrando que deveria partir da família o
primeiro passo para derrubar o preconceito.
Segundo o diretor de Educação e Tecnologia da

Confederação Nacional da Indústria, Rafael Lucchesi, “o
sonho da família brasileira é ter um filho doutor. O que não
se percebe é que os jovens são treinados para o vestibular.
Desenvolvem um suposto senso crítico de que um operador
de máquinas é um profissional adestrado, quando, na
verdade, hoje, as carreiras profissionais são as que
possuem maior empregabilidade e melhor remuneração”.
Os índices de formação básica e fundamental no País

formam outro impedimento no acesso à educação
profissional: são vergonhosos 14 milhões de adultos
analfabetos, sem contar os analfabetos funcionais. Todos
esses cidadãos brasileiros estão desprovidos do
conhecimento mínimo necessário para ingressarem numa
sala de aula técnica.

Felipe Lima. Jornal do Commercio, 01/04/2012,

Economia, p.4. Adaptado.


"A procura [pela educação profissional] atingiu patamares inéditos no Brasil e em Pernambuco". O prefixo presente no termo destacado também se encontra em:

a) início.
b) inerente.
c) inato.
d) infecção.
e) impotência.



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