Questões de Português de Filosofia

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CONSULPLAN - Polícia Militar - TO - Soldado - 2013
Português / Filosofia

Texto V para responder a questão.


Em 1964, nos EUA, às 3h20 da madrugada, uma
mulher de vinte e oito anos voltava para casa após o
trabalho. Ela era gerente de um bar da região. Diante do
seu domicílio, na calçada, foi apunhalada por um homem.
Vários moradores das casas vizinhas observaram a cena.
Da sacada de um apartamento em frente um homem
gritou: “Deixe a moça em paz!”. O agressor afastou-se por
uns instantes, mas voltou em seguida, apunhalando-a de
novo, enquanto ela gritava por socorro. Outras luzes se
acenderam, ele pegou seu carro e partiu. Catherine
Genovese arrastou-se até sua porta e tentava abri-la,
quando o agressor voltou e lhe deu o golpe fatal.

Às 3h50, a polícia recebeu um chamado de vizinhos e
em dois minutos chegou ao local. Dentre as trinta e oito
pessoas que assistiram ao assassinato, apenas um homem,
uma senhora de setenta anos e uma jovem vieram falar
com os policiais. O homem explicou que ao presenciar a
agressão não sabia o que fazer e ligou para um de seus
amigos advogados. Depois foi ao apartamento da mulher
de setenta anos para lhe pedir que telefonasse para a
polícia. Resmungou que ele mesmo não queria se envolver
nesse caso.

(Blackburn, Pierre in. Filosofando – Introdução à Filosofia. Maria Lúcia

de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. 4ª Ed. São Paulo:

Moderna, 2009. Adaptado.)


O texto é predominantemente construído por

a) episódios organizados em uma sequência linear.
b) análise dos dados da realidade, baseando-se em tema polêmico.
c) imagens metafóricas, abstratas e subjetivas referentes ao episódio relatado.
d) relato de características da mulher assassinada em um momento estático do tempo.

CONSULPLAN - Polícia Militar - TO - Soldado - 2013
Português / Filosofia

Texto V para responder a questão.


Em 1964, nos EUA, às 3h20 da madrugada, uma
mulher de vinte e oito anos voltava para casa após o
trabalho. Ela era gerente de um bar da região. Diante do
seu domicílio, na calçada, foi apunhalada por um homem.
Vários moradores das casas vizinhas observaram a cena.
Da sacada de um apartamento em frente um homem
gritou: “Deixe a moça em paz!”. O agressor afastou-se por
uns instantes, mas voltou em seguida, apunhalando-a de
novo, enquanto ela gritava por socorro. Outras luzes se
acenderam, ele pegou seu carro e partiu. Catherine
Genovese arrastou-se até sua porta e tentava abri-la,
quando o agressor voltou e lhe deu o golpe fatal.

Às 3h50, a polícia recebeu um chamado de vizinhos e
em dois minutos chegou ao local. Dentre as trinta e oito
pessoas que assistiram ao assassinato, apenas um homem,
uma senhora de setenta anos e uma jovem vieram falar
com os policiais. O homem explicou que ao presenciar a
agressão não sabia o que fazer e ligou para um de seus
amigos advogados. Depois foi ao apartamento da mulher
de setenta anos para lhe pedir que telefonasse para a
polícia. Resmungou que ele mesmo não queria se envolver
nesse caso.

(Blackburn, Pierre in. Filosofando – Introdução à Filosofia. Maria Lúcia

de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. 4ª Ed. São Paulo:

Moderna, 2009. Adaptado.)


Com referência às ideias do texto, é correto afirmar que

a) é feita uma comparação entre a atuação da polícia dos anos 60 e a dos dias atuais.
b) as mulheres são sempre mais dependentes da proteção da polícia do que os homens.
c) há uma constatação da evolução de crimes bárbaros a partir da década de 60 até os dias atuais.
d) é demonstrada a insensibilidade dos vizinhos diante das ações que levaram ao assassinato da mulher.

CONSULPLAN - TSE - Analista Judiciário - Administrativa - 2012
Português / Filosofia

A tradição teológica e filosófica nunca conseguiu
explicar o “mistério da iniquidade”, a existência do mal
como potência do desejo e da ação humanas.

Ora, a corrupção é o mal do nosso tempo.
Curiosamente, ela aparece como uma nova regra de
conduta, uma contraditória “moral imoral”. Da
governalidade aos atos cotidianos, o mundo da vida no
qual ética e moral se cindiram há muito tempo
transformou-se na sempre saqueável terra de ninguém.
Como toda moral, a corrupção é rígida. Daí a
impossibilidade do seu combate por meios comuns, seja
o direito, seja a polícia. Do contrário, meio mundo
estaria na prisão. A mesma polícia que combate o
narcotráfico nas favelas das grandes cidades poderia
ocupar o Congresso e outros espaços do governo onde
a corrupção é a regra.

Mas o problema é que a força da corrupção é a do
costume, é a da “moral”, aquela mesma do malandro
que age “na moral”, que é “cheio de moral”. Ela é muito
mais forte do que a delicada reflexão ética que
envolveria a autonomia de cada sujeito agente. E que só
surgiria pela educação política que buscasse um
pensamento reflexivo.

O sistema da corrupção é composto de um jogo de
forças do qual uma das mais importantes é a “força do
sentido”. É ela que faz perguntar, por exemplo, “como é
possível que um policial pobre se negue a aceitar
dinheiro para agir ilegalmente?”

O simples fato de que essa pergunta seja colocada
implica o pressuposto de que uma verdade ética tal
como a honestidade foi transvalorada. Isso significa que
foi também desvalorizada.

Se a conduta de praxe seria não apenas aceitar,
mas exigir dinheiro em troca de uma ação qualquer na
contramão do dever, é porque no sistema da corrupção
o valor da honestidade, que garantiria ao sujeito a sua
autonomia, foi substituído pela vantagem do dinheiro.

Mas não somente. Aquele que age na direção da lei
como que age contra a moral caracterizada pelo “fazer
como a grande maioria”, levando em conta que no
âmbito da corrupção se entende que o que a maioria
quer é “dinheiro”.

Verdade é que a ação em nome de um universal
por si só caracteriza qualquer moral. É por meio dela
que se faz o cálculo do “sentido” no qual, fora da
vantagem que define a regra, o sujeito honesto se
transfigura imediatamente em otário.

Se a moral é medida em dinheiro, não entregar-se a
ele poderá parecer um luxo. Mas um contraditório luxo
de pobre, já que a questão da honestidade não se
coloca para os ricos, para quem tal valor parece de
antemão assegurado.

Daí que jamais se louve nos noticiários a
honestidade de alguém que não se enquadra no
estereótipo do “pobre”. Honesto é sempre o pobre
elevado
a cidadão exótico. Na verdade, por meio desse
gesto o pobre é colocado à prova pelo sistema. Afinal
ele teria tudo para ser corrupto, ou seja, teria todo o
motivo para sê-lo. Mas teria também todo o perdão?
O cidadão exótico – pobre e honesto – que deixa de
agir na direção de uma vantagem pessoal como que
estaria perdoado por antecipação ao agir imoralmente
sendo pobre, mas não está. A frase de Brecht seria sua
jurisprudência mais básica: “O que é roubar um banco
comparado a fundar um?”

Ora, sabemos que essa “moral imoral” tem sempre
dois pesos e duas medidas, diferentes para ricos e
pobres. No vão que as separa vem à tona a
incompreensibilidade diante do mistério da
honestidade. De categoria ética, ela desce ao posto de
irrespondível problema metafísico.

Pois quem terá hoje a coragem de perguntar como
alguém se torna o que é quando a subjetividade, a
individualidade e a biografia já não valem nada e
sentimos apenas o miasma que exala da vala comum
das celebridades da qual o cidadão pode se salvar
apenas alcançando o posto de um herói exótico,
máscara do otário da vez?


(Marcia Tiburi. Cult, dezembro de 2011)

Acerca dos sentidos produzidos pelo texto, analise as afirmativas a seguir.

I. Ser honesto, sendo pobre, significaria agir na contramão das expectativas.
II. Aos pobres, a imoralidade é perdoada.
III. Fugir à moral do "fazer como a grande maioria" significaria ser otário.

Assinale

a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se todas as afirmativas estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

CESPE - MPE - PI - Técnico Ministerial - Área Informática - 2012
Português / Filosofia

Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
após a gargalhada apagou-se no mundo medieval. A
valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A
revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia
Ciência. Frase típica de um filósofo gaiato. Literalmente.



Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio. In: CartaCapital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).


A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens subsequentes.

Seria mantida a correção gramatical do período caso a preposição "de", em "chamado de "o filósofo que ri"" ( L.4-5 ), fosse omitida.

CESPE - MPE - PI - Técnico Ministerial - Área Informática - 2012
Português / Filosofia

Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
após a gargalhada apagou-se no mundo medieval. A
valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A
revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia
Ciência. Frase típica de um filósofo gaiato. Literalmente.



Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio. In: CartaCapital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).


A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens subsequentes.

Os termos "iluminação" ( L.20 ) e "solavanco mental" ( L.21 ) exercem a mesma função sintática.

CESPE - MPE - PI - Técnico Ministerial - Área Informática - 2012
Português / Filosofia

Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
após a gargalhada apagou-se no mundo medieval. A
valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A
revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia
Ciência. Frase típica de um filósofo gaiato. Literalmente.



Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio. In: CartaCapital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).


A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens subsequentes.

Segundo o texto, a frase "quem ri por último ri melhor" ( L.16 ) tem o mesmo sentido quando aplicada tanto a explanações filosóficas quanto a anedotas.

CESPE - MPE - PI - Técnico Ministerial - Área Informática - 2012
Português / Filosofia

Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
após a gargalhada apagou-se no mundo medieval. A
valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A
revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia
Ciência. Frase típica de um filósofo gaiato. Literalmente.



Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio. In: CartaCapital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).


A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens subsequentes.

Depreende-se do texto que a habilidade necessária para compreender desde a mais complexa explanação filosófica até a mais simples piada é a mesma.

CESPE - MPE - PI - Técnico Ministerial - Área Informática - 2012
Português / Filosofia

Observou-se, ao longo da história, não uma
condenação, mas uma espécie de cortina de silêncio iniciada
com Platão, cujo veto ao riso atingiu indiretamente o legado de
Demócrito (nascido em 460 a.C.), chamado de “o filósofo que
ri”. Infelizmente, da lavra de Demócrito pouco restou. O
rastilho daquele lampejo que fez o cérebro do filósofo brilhar
após a gargalhada apagou-se no mundo medieval. A
valorização cristã do sofrimento levou a um desprezo geral
pelo riso. Por conta desse renitente veto ao riso, figuras pouco
conhecidas foram desaparecendo da sisuda história da filosofia.
Com algumas exceções, filósofos sisudos e sérios se esquecem
de que os mecanismos de compreensão e recompensa tanto dos
conceitos filosóficos quanto das piadas são construídos da
mesma matéria. Em uma explanação filosófica ou em uma
anedota, o que o ouvinte mais teme é ser enganado. Neste caso,
o “quem ri por último ri melhor” é apenas outra versão da frase
que diz: “Quem ri por último não entendeu a piada”. A
revelação que as piadas ou frases de duplo sentido
proporcionam é um dos insights de maior efeito entre as
pessoas. O que os filósofos chamam de “iluminação”, os
humoristas intitulam “solavanco mental” da anedota.
A capacidade de rir surge inerente ao homem, mas o
sentimento do humor é raro, pois envolve a capacidade de a
pessoa se distanciar de si mesma. “Eu sempre rio de todo
mundo que não riu de si também.” Esse foi o dístico que
Friedrich Nietzsche sugeriu escrever em sua porta, em A Gaia
Ciência. Frase típica de um filósofo gaiato. Literalmente.



Elias Thomé Saliba. Na cortina de silêncio. In: CartaCapital. Ano XII, n.º 673, 23/11/2011, p. 82-3, (com adaptações).


A respeito das ideias e das estruturas do texto acima, julgue os itens subsequentes.

O autor utiliza a frase de Nietzsche "Eu sempre rio de todo mundo que não riu de si também" ( L.24-25 ) como argumento a favor da ideia de que a capacidade de rir é inerente ao homem.

CONSULPLAN - DMAE - Pref. Porto Alegre - RS - Técnico em Segurança do Trabalho - 2011
Português / Filosofia

Lição chinesa


Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou

violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um
inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os
dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito.
Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão

desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação
rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois de sua
abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo
(...).
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de

Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães
chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother ( O Hino de Batalha das
Mães Tigres, sem edição brasileira ), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes.
Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar
bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da
personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a
formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa

severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? (Revista Galileu, março de 2011.)

O 1° parágrafo do texto tem como objetivo

a) exaltar os hábitos chineses.
b) exemplificar hábitos do cotidiano chinês.
c) incentivar o leitor a imitar os chineses.
d) criticar os hábitos chineses.
e) estimular a prática do estudo.

CONSULPLAN - DMAE - Pref. Porto Alegre - RS - Técnico em Segurança do Trabalho - 2011
Português / Filosofia

Lição chinesa


Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou

violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um
inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os
dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito.
Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão

desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação
rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois de sua
abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo
(...).
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de

Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães
chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother ( O Hino de Batalha das
Mães Tigres, sem edição brasileira ), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes.
Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar
bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da
personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a
formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa

severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? (Revista Galileu, março de 2011.)

Sobre o texto, todas as informações estão corretas, EXCETO:

a) As exigências educacionais na China e em países ocidentais são análogas.
b) De acordo com Amy Chua, a firmeza das mães chinesas é decisiva para o sucesso de seus filhos.
c) A China passou a investir na educação a partir de sua abertura econômica.
d) A fluência em um segundo idioma é relevante na cultura chinesa.
e) Na visão da professora de direito da Yale, a excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia é perniciosa.



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