Questões de Português de Cotidiano

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CESPE - TELEBRAS - Técnico em Gestão de Telecomunicações - Assistente - 2013
Português / Cotidiano

Os usuários de Internet no Brasil vêm utilizando a
Internet popular, que fornece velocidade de 1 megabaite por
R$ 35, como porta de entrada para o serviço, e rapidamente
migram para planos mais velozes. Pesquisas realizadas com
usuários mostram que, em junho de 2011, cerca de 25% dos
domicílios com Internet tinham Internet com velocidade acima
de 2 megabaites, enquanto, em junho de 2012, esse número
passou para 40% do total, o que representa um crescimento de
91%.
Lançado em maio de 2010, o Programa Nacional de
Banda Larga (PNBL) inclui várias ações e medidas que têm o
objetivo de aumentar a velocidade da Internet, diminuir o preço
do serviço e ampliar a competição e a área de cobertura com
redes terrestres em área de pouca oferta, como as áreas rurais
brasileiras e as regiões Norte e Nordeste.
A banda larga popular, que oferece velocidade de
1 megabaite a preços reduzidos, é apenas uma das ações do
PNBL. Ela prevê, ainda, a construção de cabos submarinos,
anel óptico ligando os países da América do Sul e satélite
geoestacionário, além da implantação de medidas regulatórias
e de desoneração para incentivar a construção de redes de fibra
ótica e a redução de preços de terminais de acesso, como
modems, smartphones, tablets, notebooks e computadores
pessoais.

Internet: (com adaptações).


Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens de 11 a 14.

No texto, há elementos que permitem afirmar que o PNBL é um programa destinado aos brasileiros residentes em áreas de pouca oferta de Internet de banda larga, sejam habitantes da zona rural, sejam da zona urbana.

CESPE - TELEBRAS - Técnico em Gestão de Telecomunicações - Assistente - 2013
Português / Cotidiano

Os usuários de Internet no Brasil vêm utilizando a
Internet popular, que fornece velocidade de 1 megabaite por
R$ 35, como porta de entrada para o serviço, e rapidamente
migram para planos mais velozes. Pesquisas realizadas com
usuários mostram que, em junho de 2011, cerca de 25% dos
domicílios com Internet tinham Internet com velocidade acima
de 2 megabaites, enquanto, em junho de 2012, esse número
passou para 40% do total, o que representa um crescimento de
91%.
Lançado em maio de 2010, o Programa Nacional de
Banda Larga (PNBL) inclui várias ações e medidas que têm o
objetivo de aumentar a velocidade da Internet, diminuir o preço
do serviço e ampliar a competição e a área de cobertura com
redes terrestres em área de pouca oferta, como as áreas rurais
brasileiras e as regiões Norte e Nordeste.
A banda larga popular, que oferece velocidade de
1 megabaite a preços reduzidos, é apenas uma das ações do
PNBL. Ela prevê, ainda, a construção de cabos submarinos,
anel óptico ligando os países da América do Sul e satélite
geoestacionário, além da implantação de medidas regulatórias
e de desoneração para incentivar a construção de redes de fibra
ótica e a redução de preços de terminais de acesso, como
modems, smartphones, tablets, notebooks e computadores
pessoais.

Internet: (com adaptações).


Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens de 11 a 14.

Conclui-se da leitura do texto que a contratação de serviços de Internet de velocidade superior a 1 megabaite é uma tendência crescente no Brasil.

CESPE - TELEBRAS - Técnico em Gestão de Telecomunicações - Assistente - 2013
Português / Cotidiano

Os usuários de Internet no Brasil vêm utilizando a
Internet popular, que fornece velocidade de 1 megabaite por
R$ 35, como porta de entrada para o serviço, e rapidamente
migram para planos mais velozes. Pesquisas realizadas com
usuários mostram que, em junho de 2011, cerca de 25% dos
domicílios com Internet tinham Internet com velocidade acima
de 2 megabaites, enquanto, em junho de 2012, esse número
passou para 40% do total, o que representa um crescimento de
91%.
Lançado em maio de 2010, o Programa Nacional de
Banda Larga (PNBL) inclui várias ações e medidas que têm o
objetivo de aumentar a velocidade da Internet, diminuir o preço
do serviço e ampliar a competição e a área de cobertura com
redes terrestres em área de pouca oferta, como as áreas rurais
brasileiras e as regiões Norte e Nordeste.
A banda larga popular, que oferece velocidade de
1 megabaite a preços reduzidos, é apenas uma das ações do
PNBL. Ela prevê, ainda, a construção de cabos submarinos,
anel óptico ligando os países da América do Sul e satélite
geoestacionário, além da implantação de medidas regulatórias
e de desoneração para incentivar a construção de redes de fibra
ótica e a redução de preços de terminais de acesso, como
modems, smartphones, tablets, notebooks e computadores
pessoais.

Internet: (com adaptações).


Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens de 11 a 14.

O último período do texto deixa explícita a ideia de que o preço de terminais de acesso, como modems, smartphones e tablets, irá baixar no Brasil, devido às ações do PNBL.

ESAF - DNIT - Técnico de Suporte em Infraestrutura de transporte - 2013
Português / Cotidiano

A partir das informações abaixo, avalie as propostas de redação de um parágrafo nos itens a seguir.

VOCÊ SABIA QUE....
80 minutos diários é o tempo que o brasileiro
perde em engarrafamentos?
70 milhões de veículos novos chegam por
ano às ruas em todo o mundo?
80% do trânsito é ocupado por automóveis
que transportam somente 30% dos passageiros?


(Adaptado de Superinteressante, dezembro2012, p.34)



I.
O brasileiro perde 80 minutos diários em engarrafamentos e 80% do trânsito é ocupado por automóveis que transportam somente 30% dos passageiros; enquanto isso, ao redor do mundo, 70 milhões de veículos novos chegam anualmente às ruas.

II.
Enquanto 80% do trânsito são ocupado por automóveis que transportam somente 30% dos passageiros, o brasileiro perde o mesmo tempo, diariamente em engarrafamentos, chegando com 70 milhões de veículos novos às ruas em todo o mundo.

III.
Em todo o mundo, 70 milhões de veículos novos chegam, por ano, às ruas. Enquanto isso, o brasileiro perde 80 minutos diários em engarrafamentos e 80% do trânsito é ocupado por automóveis que transportam somente 30% dos passageiros.

a) Apenas I está correta.
b) Apenas II está correta.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas I e III estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.

FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Cotidiano

Texto I


Cobrar responsabilidade



No início do mês, um assaltante matou um jovem em São
Paulo com um tiro na cabeça, mesmo depois de a vítima ter lhe
passado o celular. Identificado por câmeras do sistema de
segurança do prédio do rapaz, o criminoso foi localizado pela
polícia, mas – apesar de todos os registros que não deixam
dúvidas sobre a autoria do assassinato – não ficará um dia preso.
Menor de idade, foi “apreendido” e levado a um centro de
recolhimento. O máximo de punição a que está sujeito é
submeter]se, por três anos, à aplicação de medidas
“socioeducativas”.

Não é um caso isolado na crônica de crimes cometidos por
menores de idade no país. Mas houve, nesse episódio de São
Paulo, uma circunstância que o transformou em mais um
exemplo emblemático do equivocado abrigo legal que o Estatuto
da Criança e do Adolescente confere a criminosos que estão
longe de poderem justificar suas ações com o argumento da
imaturidade: ao disparar friamente contra o estudante paulista, a
assaltante estava a três dias de completar 18 anos. Pela
selvageria do assassinato, o caso remete à barbárie de que foi
vítima, no Rio, o menino João Hélio, em 2007. Também nesse
episódio, um dos bandidos que participaram do martírio do
garoto estava a pouco tempo de atingir a maioridade.

Nos dois casos, convencionou]se, ao anteparo do ECA, que a
diferença de alguns dias – ou, ainda que o fosse, de alguns meses
–teria modificado os padrões de discernimento dos assassinos.
Eles não saberiam o que estavam fazendo. É um tipo de
interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o
emprego de menores em ações – inclusive armadas – de
quadrilhas organizadas, ou serve de salvo]conduto a jovens
criminosos para afrontar a lei.

O raciocínio, nesses casos, é tão cristalino quanto perverso:
colocam]se jovens, muitos dos quais mal entraram na
adolescência, na linha de frente de ações criminosas porque,
protegidos pelo ECA, e diante da generalizada ruína
administrativa dos órgãos encarregados de aplicar as medidas
socioeducativas, na prática eles são inimputáveis. Tornam]se,
assim, personagens de vestibulares para a entrada em definitivo,
sem chances de recuperação, numa vida de crimes.

É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável)
prover crianças e adolescentes com cuidados, segurança,
oportunidades, inclusive de recuperação diante de deslizes
sociais. Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes,
que asseguram proteção a uma parcela da população em geral
incapaz de discernir entre o certo e o errado à luz das regras
sociais. Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado
é condenável o viés paternalista de uma lei orgânica que mais
contempla direitos do que cobra obrigações daqueles a quem
pretende proteger.

O país precisa rever o ECA, principalmente no que tange ao
limite de idade para efeitos de responsabilidade criminal. É uma
atitude que implica coragem (de enfrentar tabus que não se
sustentam no confronto com a realidade) e o abandono da
hipocrisia (que tem cercado esse imprescindível debate).

(O Globo, 22/04/2013)


A função textual do primeiro parágrafo do texto é

a) situar o texto como uma resposta a um problema pontual.
b) indicar a razão de discutir-se, no momento, a redução de idade penal.
c) apresentar o fato que leva à necessidade de mudar-se a lei de redução do limite de idade penal.
d) colocar o leitor, argumentativamente, do lado de quem defende a redução do limite de idade penal.
e) comover o leitor a fim de que possa realizar a leitura do texto com mais atenção e interesse.

FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Cotidiano

Leia o fragmento a seguir e responda a questão.


"No início do mês, um assaltante matou um jovem em São Paulo com um tiro na cabeça, mesmo depois de a vítima ter lhe passado o celular. Identificado por câmeras do sistema de segurança do prédio do rapaz, o criminoso foi localizado pela polícia, mas - apesar de todos os registros que não deixam dúvidas sobre a autoria do assassinato - não ficará um dia preso".


Nesse segmento inicial do texto, o vocábulo que tem seu sentido especificado por razões situacionais, ou seja, por elementos de fora do texto propriamente dito, é:

a) mês
b) vítima
c) rapaz
d) criminoso
e) que

FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Cotidiano

Texto I


Cobrar responsabilidade



No início do mês, um assaltante matou um jovem em São
Paulo com um tiro na cabeça, mesmo depois de a vítima ter lhe
passado o celular. Identificado por câmeras do sistema de
segurança do prédio do rapaz, o criminoso foi localizado pela
polícia, mas – apesar de todos os registros que não deixam
dúvidas sobre a autoria do assassinato – não ficará um dia preso.
Menor de idade, foi “apreendido” e levado a um centro de
recolhimento. O máximo de punição a que está sujeito é
submeter]se, por três anos, à aplicação de medidas
“socioeducativas”.

Não é um caso isolado na crônica de crimes cometidos por
menores de idade no país. Mas houve, nesse episódio de São
Paulo, uma circunstância que o transformou em mais um
exemplo emblemático do equivocado abrigo legal que o Estatuto
da Criança e do Adolescente confere a criminosos que estão
longe de poderem justificar suas ações com o argumento da
imaturidade: ao disparar friamente contra o estudante paulista, a
assaltante estava a três dias de completar 18 anos. Pela
selvageria do assassinato, o caso remete à barbárie de que foi
vítima, no Rio, o menino João Hélio, em 2007. Também nesse
episódio, um dos bandidos que participaram do martírio do
garoto estava a pouco tempo de atingir a maioridade.

Nos dois casos, convencionou]se, ao anteparo do ECA, que a
diferença de alguns dias – ou, ainda que o fosse, de alguns meses
–teria modificado os padrões de discernimento dos assassinos.
Eles não saberiam o que estavam fazendo. É um tipo de
interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o
emprego de menores em ações – inclusive armadas – de
quadrilhas organizadas, ou serve de salvo]conduto a jovens
criminosos para afrontar a lei.

O raciocínio, nesses casos, é tão cristalino quanto perverso:
colocam]se jovens, muitos dos quais mal entraram na
adolescência, na linha de frente de ações criminosas porque,
protegidos pelo ECA, e diante da generalizada ruína
administrativa dos órgãos encarregados de aplicar as medidas
socioeducativas, na prática eles são inimputáveis. Tornam]se,
assim, personagens de vestibulares para a entrada em definitivo,
sem chances de recuperação, numa vida de crimes.

É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável)
prover crianças e adolescentes com cuidados, segurança,
oportunidades, inclusive de recuperação diante de deslizes
sociais. Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes,
que asseguram proteção a uma parcela da população em geral
incapaz de discernir entre o certo e o errado à luz das regras
sociais. Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado
é condenável o viés paternalista de uma lei orgânica que mais
contempla direitos do que cobra obrigações daqueles a quem
pretende proteger.

O país precisa rever o ECA, principalmente no que tange ao
limite de idade para efeitos de responsabilidade criminal. É uma
atitude que implica coragem (de enfrentar tabus que não se
sustentam no confronto com a realidade) e o abandono da
hipocrisia (que tem cercado esse imprescindível debate).

(O Globo, 22/04/2013)


No relato do assassinato do início do texto, há um conjunto de elementos que apresentam o crime como algo particularmente grave.
Entre esses elementos participantes do crime não se enquadra

a) o fato de a vítima ser um jovem.
b) a localização do crime numa grande metrópole, como São Paulo.
c) a circunstância de o tiro ter sido dado na cabeça da vítima.
d) a aparente ausência de resistência da vítima.
e) a ausência de um forte motivo para o cometimento do crime.

FUNCAB - PC - ES - Perito em Telecomunicações - 2013
Português / Cotidiano

O crime eletrônico



O combate à violência é uma necessidade
geral, não apenas no Brasil, mas no resto do mundo.
Os meios de que a sociedade dispõe, nessa luta
crescente e sem fim, são esquálidos e se revelam
impotentes para deter ou diminuir a onda de crimes
que devasta a sociedade e ameaça cadaumde nós.

Em linhas gerais, pode-se dizer que os meios
de defesa crescem em progressão aritmética e os
recursos da violência crescem em progressão
geométrica. Um desses meios, que não inclui
sequestros, estupros, saques, arrastões e balas
perdidas, é fornecido por meio da mais sofisticada e
útil conquista da tecnologia: a internet.

Não é mole o que corre de violento e de boçal
no correio eletrônico. Sem poupar a verdade, a honra
alheia, a decência mínima que todo cidadão deve
cultivar, a internet está servindo como cloaca de
ressentimentos, inveja, calúnias, impotência
existencial, fracassos profissionais, constituindo-se
numa mídia clandestina e irresponsável, onde vale
tudo.

Bem sei que o assunto preocupa os
responsáveis pela decência do novo e mais
instantâneo meio de comunicação do mundo
moderno. Mas se torna cada vez mais difícil localizar
e punir os criminosos eletrônicos. Houve o caso
daquele rapaz, acho que das Filipinas, que deu um
rombo no banco inglês onde a própria Rainha tinha
conta. Foi identificado.

Recentemente, um hacker que caluniou o
presidente da República parece que foi também
localizado. São exceções, ainda.

Prevalece a impunidade, que estimula o crime
emquantidade e malefício.

Os benefícios da internet são óbvios,
numerosos e cada vez mais indispensáveis à vida
moderna.

Mas há que se encontrar um meio de impedir
que a poderosa arma seja usada contra a sociedade
civilizada que desejamos ser.


(CONY, Carlos Heitor. O crime eletrônico. Folha online. Disponível em:
Acesso em:
06/02/2013. Fragmento adaptado)


O autor não apenas discute como espectador o tema do combate à violência eletrônica, mas também se posiciona pessoalmente contra essa violência. Essa interferência pessoal está expressa no seguinte fragmento, transcrito do texto:

a) "O combate à violência é uma necessidade geral, não apenas no Brasil, mas no resto do mundo."
b) "Recentemente, um hacker que caluniou o presidente da República parece que foi também localizado."
c) "Prevalece a impunidade, que estimula o crime em quantidade e malefício."
d) "Os meios de que a sociedade dispõe [...] se revelam impotentes para deter ou diminuir a onda de crimes que devasta a sociedade e ameaça cada um de nós."
e) "Os benefícios da internet são óbvios, numerosos e cada vez mais indispensáveis à vida moderna."

FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Cotidiano

Texto I


Cobrar responsabilidade



No início do mês, um assaltante matou um jovem em São
Paulo com um tiro na cabeça, mesmo depois de a vítima ter lhe
passado o celular. Identificado por câmeras do sistema de
segurança do prédio do rapaz, o criminoso foi localizado pela
polícia, mas – apesar de todos os registros que não deixam
dúvidas sobre a autoria do assassinato – não ficará um dia preso.
Menor de idade, foi “apreendido” e levado a um centro de
recolhimento. O máximo de punição a que está sujeito é
submeter]se, por três anos, à aplicação de medidas
“socioeducativas”.

Não é um caso isolado na crônica de crimes cometidos por
menores de idade no país. Mas houve, nesse episódio de São
Paulo, uma circunstância que o transformou em mais um
exemplo emblemático do equivocado abrigo legal que o Estatuto
da Criança e do Adolescente confere a criminosos que estão
longe de poderem justificar suas ações com o argumento da
imaturidade: ao disparar friamente contra o estudante paulista, a
assaltante estava a três dias de completar 18 anos. Pela
selvageria do assassinato, o caso remete à barbárie de que foi
vítima, no Rio, o menino João Hélio, em 2007. Também nesse
episódio, um dos bandidos que participaram do martírio do
garoto estava a pouco tempo de atingir a maioridade.

Nos dois casos, convencionou]se, ao anteparo do ECA, que a
diferença de alguns dias – ou, ainda que o fosse, de alguns meses
–teria modificado os padrões de discernimento dos assassinos.
Eles não saberiam o que estavam fazendo. É um tipo de
interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o
emprego de menores em ações – inclusive armadas – de
quadrilhas organizadas, ou serve de salvo]conduto a jovens
criminosos para afrontar a lei.

O raciocínio, nesses casos, é tão cristalino quanto perverso:
colocam]se jovens, muitos dos quais mal entraram na
adolescência, na linha de frente de ações criminosas porque,
protegidos pelo ECA, e diante da generalizada ruína
administrativa dos órgãos encarregados de aplicar as medidas
socioeducativas, na prática eles são inimputáveis. Tornam]se,
assim, personagens de vestibulares para a entrada em definitivo,
sem chances de recuperação, numa vida de crimes.

É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável)
prover crianças e adolescentes com cuidados, segurança,
oportunidades, inclusive de recuperação diante de deslizes
sociais. Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes,
que asseguram proteção a uma parcela da população em geral
incapaz de discernir entre o certo e o errado à luz das regras
sociais. Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado
é condenável o viés paternalista de uma lei orgânica que mais
contempla direitos do que cobra obrigações daqueles a quem
pretende proteger.

O país precisa rever o ECA, principalmente no que tange ao
limite de idade para efeitos de responsabilidade criminal. É uma
atitude que implica coragem (de enfrentar tabus que não se
sustentam no confronto com a realidade) e o abandono da
hipocrisia (que tem cercado esse imprescindível debate).

(O Globo, 22/04/2013)


"Não é um caso isolado na crônica de crimes cometidos por menores de idade no país". Nesse segmento do segundo parágrafo do texto há uma referência a um gênero textual.
Assinale-a.

a) As notícias informativas dos jornais diários.
b) Os registros policiais das delegacias.
c) As narrativas de crimes ocorridos.
d) Os dados presentes nos processos penais.
e) As questões polêmicas da vida atual.

FGV - Assembléia Legislativa-MA - Consultor Legislativo Especial - Orçamento Público - 2013
Português / Cotidiano

Texto I


Cobrar responsabilidade



No início do mês, um assaltante matou um jovem em São
Paulo com um tiro na cabeça, mesmo depois de a vítima ter lhe
passado o celular. Identificado por câmeras do sistema de
segurança do prédio do rapaz, o criminoso foi localizado pela
polícia, mas – apesar de todos os registros que não deixam
dúvidas sobre a autoria do assassinato – não ficará um dia preso.
Menor de idade, foi “apreendido” e levado a um centro de
recolhimento. O máximo de punição a que está sujeito é
submeter]se, por três anos, à aplicação de medidas
“socioeducativas”.

Não é um caso isolado na crônica de crimes cometidos por
menores de idade no país. Mas houve, nesse episódio de São
Paulo, uma circunstância que o transformou em mais um
exemplo emblemático do equivocado abrigo legal que o Estatuto
da Criança e do Adolescente confere a criminosos que estão
longe de poderem justificar suas ações com o argumento da
imaturidade: ao disparar friamente contra o estudante paulista, a
assaltante estava a três dias de completar 18 anos. Pela
selvageria do assassinato, o caso remete à barbárie de que foi
vítima, no Rio, o menino João Hélio, em 2007. Também nesse
episódio, um dos bandidos que participaram do martírio do
garoto estava a pouco tempo de atingir a maioridade.

Nos dois casos, convencionou]se, ao anteparo do ECA, que a
diferença de alguns dias – ou, ainda que o fosse, de alguns meses
–teria modificado os padrões de discernimento dos assassinos.
Eles não saberiam o que estavam fazendo. É um tipo de
interpretação que anaboliza espertezas da criminalidade, como o
emprego de menores em ações – inclusive armadas – de
quadrilhas organizadas, ou serve de salvo]conduto a jovens
criminosos para afrontar a lei.

O raciocínio, nesses casos, é tão cristalino quanto perverso:
colocam]se jovens, muitos dos quais mal entraram na
adolescência, na linha de frente de ações criminosas porque,
protegidos pelo ECA, e diante da generalizada ruína
administrativa dos órgãos encarregados de aplicar as medidas
socioeducativas, na prática eles são inimputáveis. Tornam]se,
assim, personagens de vestibulares para a entrada em definitivo,
sem chances de recuperação, numa vida de crimes.

É dever do Estado (em atendimento a um direito inalienável)
prover crianças e adolescentes com cuidados, segurança,
oportunidades, inclusive de recuperação diante de deslizes
sociais. Neste sentido, o ECA mantém dispositivos importantes,
que asseguram proteção a uma parcela da população em geral
incapaz de discernir entre o certo e o errado à luz das regras
sociais. Mas, se estes são aspectos consideráveis, por outro lado
é condenável o viés paternalista de uma lei orgânica que mais
contempla direitos do que cobra obrigações daqueles a quem
pretende proteger.

O país precisa rever o ECA, principalmente no que tange ao
limite de idade para efeitos de responsabilidade criminal. É uma
atitude que implica coragem (de enfrentar tabus que não se
sustentam no confronto com a realidade) e o abandono da
hipocrisia (que tem cercado esse imprescindível debate).

(O Globo, 22/04/2013)


A referência ao caso do menino João Hélio, no segundo parágrafo do texto, tem o papel textual de

a) aproximar dois casos completamente distintos.
b) comprovar uma teoria expressa anteriormente.
c) mostrar a repetição de crimes praticados pelos mesmos agentes.
d) demonstrar a inutilidade das medidas aplicadas a menores.
e) criticar a falta de preocupação dos membros do Judiciário.



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