Questões de Português de Advérbios

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FCC - PGJ - CE - Técnico Ministerial - Apoio Especializado - 2013
Português / Advérbios

Atenção: A questão refere-se ao poema abaixo.



Balõezinhos


Na feira-livre do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
“O melhor divertimento para as crianças!”
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.

No entanto a feira burburinha.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.


Nas bancas de peixe,
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.

Os meninos pobres não veem as ervilhas tenras,
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.


Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única

[mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.


O vendedor infatigável apregoa:
“O melhor divertimento para as crianças!”
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo

[inamovível de desejo e espanto.



Manuel Bandeira


Os advérbios ou locuções adverbiais empregados no poema estão agrupados em:

a) muito - No entanto - verdadeiramente - círculo inamovível
b) melhor - No entanto - com acrimônia - verdadeiramente
c) melhor - Em redor - muito - círculo inamovível
d) Em redor - com acrimônia - não - verdadeiramente
e) feira-livre - burburinha - não - em torno

VUNESP - Polícia Civil - SP - Auxiliar de Papiloscopista Policial - 2013
Português / Advérbios

Leia o texto para responder à questão.



Sistemas avançados nos retratos falados



A Polícia Civil de São Paulo terá um estúdio com sistemas
avançados para produzir retratos falados de criminosos
foragidos e pessoas desaparecidas.

O estúdio, chamado Artes Forenses, ficará sob a tutela
do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o
DHPP. Os policiais que trabalharão nele terão computadores
de última geração equipados com o mesmo programa utilizado
para desenhar as “criaturas azuis” do filme de ficção
científica Avatar.

O estúdio vai ajudar os atuais desenhistas da polícia, que
usam, além do método tradicional de papel e lápis, um programa
de computador que monta retratos falados com a ajuda
de 5 mil imagens de bocas, narizes, olhos e outros detalhes
da face.

Com as tecnologias do estúdio, a imagem produzida vai
exibir detalhes da pele, como cicatrizes e manchas, além de
imperfeições dos rostos. Os detalhes ajudarão a identificar os
criminosos com precisão. O estúdio usará ainda um programa
capaz de simular o envelhecimento de crianças e jovens.
O recurso facilitará, portanto, as buscas de pessoas que estão
desaparecidas há anos.

Os policiais já estão sendo treinados para usar os recursos
do estúdio, que custou cerca de 150 mil reais aos cofres
do governo paulista. Além de ajudar no combate ao crime, o
estúdio terá a missão de se tornar uma referência de retratos
falados e, ainda, formar especialistas no assunto. A Polícia
Civil espera que ele seja copiado por outros Estados do país.

(veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/policia-civil/, 07.04.2013.

Adaptado)


Na frase - Os policiais já estão sendo treinados… (5º parágrafo) - o advérbio destacado expressa sentido de

a) tempo.
b) intensidade.
c) afirmação.
d) modo.
e) lugar.

VUNESP - Pref- Sorocaba - Médico Veterinário de Zoonoses - PMS - 2012
Português / Advérbios

Leia o texto de Fernando Rodrigues para responder à questão.

O PIBão e os costumes

BRASÍLIA - A caminho da Folha, parei ontem em frente à rodoviária de Brasília. Enquanto o semáforo não abria, vi no carro da frente uma mulher arremessar pela janela a embalagem amassada de uma bala ou barra de chocolate. No rádio, o locutor martelava com ufanismo que o Brasil termina este ano como a 6.ª maior economia do mundo.
É chato ser estraga-prazeres quando há uma notícia boa, mas jornalistas somos assim mesmo. O menor problema do Brasil é se sua economia passará a do Reino Unido, como a mídia britânica noticiou. Um defeito grave por aqui continua sendo a falta de valores civilizatórios - e nenhum sinal de melhora desse cenário no médio prazo.
Basta refletir a respeito da situação descrita: apesar do "PIBão", há hoje menos pessoas jogando papel na rua do que havia nos anos 90?
Segundo o vaticínio do ministro da Fazenda, só daqui a 10 ou 20 anos o brasileiro terá o mesmo padrão de vida do europeu. E quanto tempo passará até as pessoas se tornarem mais educadas e civilizadas em público?
Na sua tradicional edição especial dupla de final de ano, a revista britânica "The Economist" traz uma reportagem longa sobre o Brasil. Título: "The servant problem". Em tradução livre, "o problema das empregadas". Trata da dificuldade atual da elite brasileira para encontrar uma funcionária que tire os pratos da mesa, lave a louça e as roupas.
"Na virada do século 21, o Brasil tem grandes similaridades com o Reino Unido de 1880", escreve a revista. Aqui, como lá há 130 anos, a elite reage e fica mal-humorada.
O Brasil, aponta a "Economist", tem mansões sem água quente na pia da cozinha, mas alguns paulistanos usam helicópteros e não possuem máquina de lavar louça.
Pelo slogan da presidência, "país rico é país sem pobreza". Rico o Brasil até já é. Faltam valores e bom costumes. E não apenas para quem é pobre.


(Folha de S.Paulo, 28.12.2011. Adaptado)

Analise as afirmações.

I. Na oração - ... parei ontem em frente à rodoviária de Brasília. - (1.º parágrafo), o advérbio em destaque é indicativo de tempo passado.

II. Na oração - ... o Brasil termina este ano como a 6.ª maior economia do mundo. - (1.º parágrafo), a expressão em destaque está empregada com valor adverbial, indicativa de lugar.

III. Na oração - Um defeito grave por aqui continua sendo a falta de valores civilizatórios... - (2.º parágrafo), o advérbio em destaque refere-se à cidade de Brasília.


Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

UFJF - COPESE - UFJF - Administrador - 2012
Português / Advérbios

Leia o verbete abaixo, extraído do Novo dicionário eletrônico Aurélio, sem os exemplos.


[Do lat. jam.]
Advérbio.
1.Neste momento; agora.
2.Sem demora, sem detença; agora mesmo; logo, imediatamente.
3.Nesse tempo; então.
4.Em algum ou qualquer tempo passado.
5.Antecipadamente; de antemão.
6.Em todo caso; até mesmo; até.
Conjunção.
7.Ora.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário eletrônico Aurélio versão 6.0. 4. ed. Curitiba: Positivo, 2008.

Releia, agora, o seguinte segmento do texto de Roberto Campos:

"A Constituição inglesa, por exemplo, nunca foi escrita e a americana se cinge a três admiráveis páginas. Já as Constituições de tipo latino são miudamente norminativas e regulamentares." (§ 6)


A palavra grifada no segmento tem o seu sentido esclarecido:

a) na acepção 7 do verbete.
b) na acepção 5 do verbete.
c) nas acepções 1 e 2 do verbete.
d) na acepção 3 do verbete.
e) em nenhuma acepção do verbete.

FGV - SEFAZ - RJ - Fiscal de rendas 1 - 2010
Português / Advérbios

As categorias da ética


A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente
ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a
todos os atos humanos, e somente a estes. Isso não ocorre com
os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é
considerado maldoso, não há violência entre eles.
Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados
eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou
limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa
nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou
eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética
desses resultados.
A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos
meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear
pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela
é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe
confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético.
Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de
energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referirse
aos fins humanos a que se destina.
Vê-se, pois, que o plano ético permeia todas as ações
humanas. Isso ocorre porque o homem é um ser livre,
vocacionado para o exercício da liberdade, de modo consciente.
Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre
alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a
consciência do que se faz. Isso implica refugir à determinação
unilinear necessária, à determinação meramente causal. É a
afirmação da contingência, da multiplicidade. Diante da
multiplicidade de caminhos a nossa disposição, avaliamos e
escolhemos.
Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados
a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e,
paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações
humanas para atender as nossas demandas; supõe a avaliação
de múltiplos fatores que perfazem uma situação humana
complexa. Aí, portanto, temos também compreendida a esfera
do valor. Não há liberdade sem valoração. Essa esfera,
entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética,
mas também o da utilidade, da estética, da religião etc.
Sob o ângulo especificamente ético, não haverá escolha,
exercício da liberdade, definição ética quando não houver
avaliação, preferência a respeito das ações humanas. Eis por
que na base da ética, como dissemos, encontram-se
necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no
mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas avaliadas.
A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa
liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo
axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade
a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis.
Na medida em que se escolhe, se avalia para obter a
consciência do que é preferido. Ao escolher um caminho,
pondera-se que, de algum modo ou sob algum prisma, é o
melhor em relação a outro; o caminho escolhido mata outras
possibilidades. Na escolha não pode haver indiferença. Ela está
dirigida à ação, à exteriorização, à tomada de posição. Isto
significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação
normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.
O mundo oferece resistências e determinações necessárias
e, por meio destas, as ações éticas se realizam precisamente
enquanto as contrariam. As ações éticas brilham justamente
quando se opõem às tendências "naturais" do homem. Assim, a
liberdade não só se contrapõe à necessidade, como sua
negação, mas também existe em função desta. Não há liberdade
sem necessidade. Não há ética sem impulsão, sem desejo.
A melhor prova da liberdade é o esforço de superação da
necessidade, afirmando-a e negando-a dialeticamente, a um só
tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no
bojo das determinações sociais.
O fenômeno ético não é um acontecimento individual,
existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o
ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em
suas relações universais com a sociedade e com a natureza.
Esse fenômeno é resultante de relações sociais e históricas,
compreendendo também o mundo das necessidades, da
natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.
Os homens ou grupos de homens que controlam a produção
e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior
liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle.
Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a
fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões
sociais, históricas e objetivas.
Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para
se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os
homens, quer dentro das comunidades, quer entre as
comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma
meta-ética. A meta-ética é utópica, crítica, subversiva e
transcende as condições mais imediatas da vida social. No
entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob
pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.

(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)


O advérbio Aí, no quinto parágrafo, refere-se ao processo compreendido nas etapas assim apresentadas pelo autor.

a) situação humana / múltiplos fatores / demandas
b) liberdade / decisão / avaliação
c) decisão / possibilidade / liberdade
d) decisão / possibilidade / avaliação
e) múltiplos fatores / demandas / ações humanas

CESPE - SAD - PE - Analista em Gestão Administrativa - Contador - 2010
Português / Advérbios

1 Pelo segundo ano consecutivo, a Secretaria Estadual
de Saúde (SES) pode comemorar o aumento no número de
transplantes em Pernambuco. De acordo com dados da Central
4 de Transplantes de Pernambuco ( CTPE ), de janeiro a
novembro de 2009, foram realizados 982 transplantes, 16 a
mais que no mesmo período em 2008. O maior destaque foram
7 os transplantes renais, que passaram de 150 para 162 cirurgias
feitas.
A coordenadora da CTPE, Zilda Cavalcanti, atribui o
10 crescimento dos transplantes no estado ao trabalho contínuo de
sensibilização da população para o tema. “Buscamos levar mais
informação às pessoas e aos profissionais de saúde para mudar
13 a cultura que existe sobre transplantes. O aumento é um reflexo
dessa mudança; dos investimentos feitos pela SES, que tem
priorizado a CTPE; e do trabalho feito nos hospitais”, afirma.
16 “Nossa perspectiva é chegar a 1.100 transplantes em 2010”.
Para atingir a marca esperada, Zilda cita a importância
do funcionamento das Organizações de Procura de Órgãos
19 ( OPOs ), cuja existência foi definida na Portaria n.º 2.601 do
Ministério da Saúde. Outra grande meta para a CTPE em 2010
é tornar o transplante de pâncreas em uma rotina em
22 Pernambuco. “Quem precisa de transplantes de pâncreas
precisa se inscrever na lista de outro estado, como São Paulo,
por exemplo”.
25 Atualmente, 3.275 pessoas esperam por um
transplante para viver com mais saúde. O maior número da lista
de espera da CTPE é de pacientes que precisam de um novo
28 rim ( 1.932 pessoas ). Em segundo lugar, estão os pacientes que
esperam por uma córnea ( 1.062 ). Depois, estão os que buscam
transplante de fígado ( 280 pacientes ). Apenas uma pessoa
31 aguarda por transplante de coração.

Pernambuco bate recorde em transplantes. Internet: (com adaptações)


Assinale a opção correta quanto a aspectos morfossintáticos do texto.

a) Os vocábulos “Pelo” (L.1) e “cuja” (L.19) são formados por contração de preposição com artigo definido.
b) O período “O maior destaque foram os transplantes renais, que passaram de 150 para 162 cirurgias feitas” (L.6-8) poderia ser dividido em dois, tendo em vista que as orações que o compõem são coordenadas e, portanto, independentes sintaticamente.
c) O sujeito de ‘precisa se inscrever na lista de outro estado’ (L.23) é ‘Quem’ ( L.22 ).
d) A partícula ‘se’ em ‘Quem precisa de transplantes de pâncreas precisa se inscrever na lista de outro estado’ (L.22-23) é classificada como pronome apassivador.
e) As expressões “Para atingir a marca esperada” ( L.17 ), “Atualmente” (L.25) e “mais” (L.26) exercem função adverbial.

FGV - SEFAZ - RJ - Fiscal de Rendas 2 - 2010
Português / Advérbios

As categorias da ética


A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente
ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a
todos os atos humanos, e somente a estes. Isso não ocorre com
os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é
considerado maldoso, não há violência entre eles.
Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados
eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou
limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa
nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou
eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética
desses resultados.
A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos
meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear
pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela
é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe
confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético.
Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de
energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referirse
aos fins humanos a que se destina.
Vê-se, pois, que o plano ético permeia todas as ações
humanas. Isso ocorre porque o homem é um ser livre,
vocacionado para o exercício da liberdade, de modo consciente.
Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre
alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a
consciência do que se faz. Isso implica refugir à determinação
unilinear necessária, à determinação meramente causal. É a
afirmação da contingência, da multiplicidade. Diante da
multiplicidade de caminhos a nossa disposição, avaliamos e
escolhemos.
Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados
a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e,
paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações
humanas para atender as nossas demandas; supõe a avaliação
de múltiplos fatores que perfazem uma situação humana
complexa. Aí, portanto, temos também compreendida a esfera
do valor. Não há liberdade sem valoração. Essa esfera,
entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética,
mas também o da utilidade, da estética, da religião etc.
Sob o ângulo especificamente ético, não haverá escolha,
exercício da liberdade, definição ética quando não houver
avaliação, preferência a respeito das ações humanas. Eis por
que na base da ética, como dissemos, encontram-se
necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no
mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas avaliadas.
A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa
liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo
axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade
a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis.
Na medida em que se escolhe, se avalia para obter a
consciência do que é preferido. Ao escolher um caminho,
pondera-se que, de algum modo ou sob algum prisma, é o
melhor em relação a outro; o caminho escolhido mata outras
possibilidades. Na escolha não pode haver indiferença. Ela está
dirigida à ação, à exteriorização, à tomada de posição. Isto
significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação
normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.
O mundo oferece resistências e determinações necessárias
e, por meio destas, as ações éticas se realizam precisamente
enquanto as contrariam. As ações éticas brilham justamente
quando se opõem às tendências "naturais" do homem. Assim, a
liberdade não só se contrapõe à necessidade, como sua
negação, mas também existe em função desta. Não há liberdade
sem necessidade. Não há ética sem impulsão, sem desejo.
A melhor prova da liberdade é o esforço de superação da
necessidade, afirmando-a e negando-a dialeticamente, a um só
tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no
bojo das determinações sociais.
O fenômeno ético não é um acontecimento individual,
existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o
ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em
suas relações universais com a sociedade e com a natureza.
Esse fenômeno é resultante de relações sociais e históricas,
compreendendo também o mundo das necessidades, da
natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.
Os homens ou grupos de homens que controlam a produção
e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior
liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle.
Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a
fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões
sociais, históricas e objetivas.
Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para
se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os
homens, quer dentro das comunidades, quer entre as
comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma
meta-ética. A meta-ética é utópica, crítica, subversiva e
transcende as condições mais imediatas da vida social. No
entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob
pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.

(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)
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O advérbio Aí, no quinto parágrafo, refere-se ao processo compreendido nas etapas assim apresentadas pelo autor.

a) situação humana / múltiplos fatores / demandas
b) liberdade / decisão / avaliação
c) decisão / possibilidade / liberdade
d) decisão / possibilidade / avaliação
e) múltiplos fatores / demandas / ações humanas

FUNRIO - INVEST RIO - Contabilidade - 2010
Português / Advérbios

Observe, com atenção, o período abaixo:

Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo.
Machado de Assis, "Memórias póstumas de Brás Cubas".
Nele, é possível perceber que

I. ocorre um sujeito oracional, ligado ao verbo de ligação "era".
II. "nas festas do Espírito Santo" é um termo adjunto adverbial de lugar.
III. o verbo "fazer", normalmente transitivo direto, está sendo completado por um objeto direto preposicionado.
IV. a palavra "gosto" funciona como núcleo do sujeito simples e claro.

Estão corretas as afirmações

a) II e III.
b) I e II.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.

FEPESE - ALE-SC - Técnico Legislativo - 2010
Português / Advérbios

Leia abaixo o fragmento de um ofício.

"Viemos agora à sua presença requerer autoriza­ção para participarmos do Congresso Brasileiro de Técnicos Legislativos, a ser realizado em Brasília, de segunda à sexta-feira da próxima semana, onde esta­remos representando esta Assembleia."

Assinale a alternativa que apresenta uma informação errada.

a) A forma verbal Viemos está incorreta, pois a primeira pessoa do plural do presente do indi­cativo do verbo vir é vimos ( Vimos agora… ).
b) O acento indicativo de crase está correto, em à sua presença, mas é facultativo.
c) Modernamente, em ofícios já é admitido o emprego de requerer.
d) O acento indicativo de crase está errado, em de segunda à sexta-feira; estaria correto, em da segunda à sexta-feira.
e) Em "onde estaremos representando" há ideia de tempo; por isso, a palavra onde deve ser substituída por quando.

TJ - PA - TJ - AP - Analista Judiciário - 2010
Português / Advérbios

“Ela considerava tudo estranho e sem sentido, inacreditavelmente Absurdo”. O advérbio destacado é

a) advérbio modificando pelo verbo
b) advérbio modificando adjetivo
c) advérbio modificando outro advérbio
d) advérbio modificando toda a frase

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