Questões da Banca FUNCAB

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FUNCAB - PC - ES - Perito em Telecomunicações - 2013
Direito Processual Penal / Inquérito Policial

Se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, o inquérito policial deverá terminar no prazo de:

a) 10 (dez) dias.
b) 15 (quinze) dias.
c) 20 (vinte) dias.
d) 30 (trinta) dias.
e) 60 (sessenta) dias.

FUNCAB - PC - ES - Escrivão de Polícia - 2013
Direito Processual Penal / Legislação Especial

O inquérito policial, nos casos previstos na Lei Antidrogas (Lei nº 11.343/2006), deverá ser concluído no prazo de:

a) 15 (quinze) dias, prorrogáveis por mais 15 dias, se o indiciado estiver preso, e de 30 (trinta) dias, quando solto.
b) 20 (vinte) dias, se o indiciado estiver preso, e de 40 (quarenta) dias, quando solto.
c) 10 (dez) dias, esteja o indiciado preso ou solto.
d) 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.
e) 10 (dez) dias, se o indiciado estiver preso, e de 30 (trinta) dias, quando solto.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Substituição de frases e paráfrases

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


Ao se reescrever a frase "[...] outras pessoas tocam PIANO de ouvido." substituindo a palavra em destaque por um pronome oblíquo, tem-se o seguinte resultado:

a) ... outras pessoas tocam-LHE de ouvido.
b) ... outras pessoas LHE tocam de ouvido.
c) ... outras pessoas tocam-NO de ouvido.
d) ... outras pessoas tocam-O de ouvido.
e) ... outras pessoas tocam-LO de ouvido.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Pontuação

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


O uso das aspas em "pegar" indica:

a) fala do narrador.
b) criação de expectativa.
c) deslocamento semântico.
d) transcrição do discurso do personagem.
e) mudança de locutor.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Emprego do SE

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


Em "Que me aconteceria SE eu dissesse a uma bela dama [...]", o SE, morfologicamente, é:

a) pronome apassivador.
b) conjunção integrante.
c) índice de indeterminação do sujeito.
d) pronome reflexivo.
e) conjunção subordinativa condicional.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Verbos

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


Em todas as frases abaixo, transcritas do texto, as formas verbais destacadas estão flexionadas no mesmo tempo, COM EXCEÇÃO DE:

a) "CONHECE o vocábulo escardichar?"
b) "Um deles CHEGOU a me passar um telegrama [...]"
c) "TIVE vontade de responder [...]"
d) "[...] mas não o FIZ para não entristecer o homem."
e) "[...] algumas mulheres já me TIRARAM o sono [...]"

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Conjunções e conectivos

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


"Porque a verdade é que eu também não sei." A respeito desse período, analise as afirmativas a seguir.

I. O período é composto por coordenação.
II. O QUE é uma conjunção integrante.
III. A segunda oração é subordinada substantiva predicativa.

A alternativa que indica apenas a(s) afirmativa(s) correta(s) é:

a) II
b) II e III
c) III
d) I e III
e) I

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Termos da Oração

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


"[...] mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, GRAMÁTICO, aplica sobre nós, os IGNAROS."
Os vocábulos destacados no fragmento acima exercem a função sintática de:

a) adjunto adnominal.
b) complemento nominal.
c) objeto indireto.
d) vocativo.
e) aposto.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Formação de Palavras

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Considerando os processos de formação de palavras, pode-se afirmar que cachoeirense é formada por:

a) regressão.
b) justaposição.
c) prefixação.
d) sufixação.
e) aglutinação.

FUNCAB - DETRAN - PB - Advogado - 2013
Português / Conjunções e conectivos

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim



Conhece o vocábulo escardichar? Qual o
feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo?
Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder “não sei” a todas estas
perguntas não passará provavelmente em nenhuma
prova de Português de nenhum concurso oficial.
Aliás, se isso pode servir de algum consolo à sua
ignorância, receberá um abraço de felicitações deste
modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei.
Você dirá, meu caro professor de Português, que eu
não deveria confessar isso; que é uma vergonha para
mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite,
como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez
em quando um leitor culto se irrita comigo e me
manda um recorte de crônica anotado, apontando
erros de Português. Um deles chegou a me passar
um telegrama, felicitando-me porque não encontrara,
na minha crônica daquele dia, um só erro de
Português; acrescentava que eu produzira uma
“página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade
de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz
para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranquila – no
hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me
permita um dia estudar com toda calma a nossa
língua, e me penitenciar dos abusos que tenho
praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o
superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso:
pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma
coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a
uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia
mequeixar se o seu maridomedescesse a mão?).

[...]

Vários problemas e algumas mulheres já me
tiraram o sono, mas não o feminino de cupim.
Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero
saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o
senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o
feminino de cupim, tenha a bondade de não me
cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos
aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo
da língua portuguesa uma série de alçapões e
adivinhas, como essas histórias que uma pessoa
conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo
pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri – e
a única utilidade de saber qual a palavra certa será
para decifrarumproblema de palavras cruzadas. [...]

No fundo o que esse tipo de gramático deseja
é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma
coisa através da qual as pessoas se entendam, mas
um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim,
sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense,
de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de
Itapemirim! (BRAGA, Rubem.Nascer no Cairo e ser fêmea de
cupim. Em Carlos Drummond de Andrade e outros. Crônicas. São
Paulo: Ática, 2003. v.3. p. 21-22. Coleção Para Gostar de Ler)



Vocabulário:

1. Pulcro: formoso, belo, gentil.
2. Escardichar: remexer, catar, enganar.


No fragmento "MAS não é desanimador saber uma coisa dessas?", a relação de sentido estabelecida pela conjunção destacada é:

a) finalidade.
b) adversidade.
c) temporalidade.
d) conformidade.
e) causalidade.

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