No resumo do trabalho Atuação do Psicólogo Escolar no Brasil: limites e desafios, de Gomes & Gomes, que consta na revista do IV Congresso Nacional de Psicologia Escolar, encontra-se o seguinte comentário: "Por outro lado, as equipes escolares propuseram para o psicólogo escolar ações de caráter imediatista sem considerar, muitas vezes, a origem dos problemas em pauta." Já Novaes, em Psicologia Escolar, referindo-se ao trabalho de psicólogos em escolas, que resultam em ações restritas, "limitando-se às tarefas urgentes a curto prazo, em lugar de se dedicarem às de maior alcance..." Os dois comentários vão no sentido de concluírem que o psicólogo, numa escola,
O artigo O funcionário como educador numa escola estadual de Salvador (Luz; Oliveira; Pondé; Araújo) trata da relação funcionário-aluno. Nele, a definição de funcionário é daquele trabalhador da escola que não é professor. Imaginando que no trabalho de um psicólogo, em uma escola, venham demandas dos mais variados setores da instituição e, independente do nível intelectual do funcionário ou do seu local de trabalho, ele pode ser sim um educador, conclui-se que o psicólogo em uma escola, deve
Sobre o trabalho do psicólogo em uma escola, o artigo O funcionário como educador numa escola estadual de Salvador (Luz; Oliveira; Pondé; Araújo) comenta: "o que importa primeiramente é o compromisso ético e não o compromisso com uma técnica ou com uma linha teórica", ainda "a negligência acadêmica ao estudo das interações ... extraclasse indica a predominância de um pensamento simplificador sobre os processos educativos complexos que permeiam o contexto da escola. Essa postura revela a supremacia de um legado acadêmico cujos pressupostos estão calcados nos princípios da ciência dura, que, operando por intermédio do reducionismo, limita as possibilidades de leitura da realidade escolar." Novaes, em Psicologia Escolar, falando sobre a organização de um Serviço de Psic...
Ressaltamos o seguinte trecho de O funcionário como educador numa escola estadual de Salvador (Luz; Oliveira; Pondé; Araújo): "Este estudo não tem a pretensão de determinar se esses educadores são "anjos ou demônios"..." Já Novaes, em Psicologia Escolar, diz que o psicólogo em uma escola "deve estar devidamente capacitado para enfrentar problemas para os quais ora é solicitado como um árbitro ou juiz entre professores e alunos e ora como um mágico..." A partir da leitura destes dois comentários, pode-se concluir que cabe a um psicólogo, em uma escola,
Rita de Cássia N. Leite escreve, em: A clínica e a clínica em um contexto escolar, "a expectativa da escola em relação a nós, psicólogos e estagiários de Psicologia, era de que assumíssemos o lugar de disciplinadores... Essa expectativa sugere a não implicação dos professores e técnicos da escola com os problemas de comportamento e disciplina ocorridos em sala de aula..." Já João Batista Martins, em O disciplinamento escolar e a prática do psicólogo escolar, escreve: "Considerando que as expectativas que foram construídas socialmente acerca do trabalho do psicólogo o colocam no lugar do "mantenedor da ordem" e que tais expectativas se objetivam no interior da escola, ocupar "outro lugar" torna-se tarefa bastante difícil." Tais comentários sugerem ...
No texto A clínica e a clínica em um contexto escolar, Rita de C. N. Leite escreve sobre o seu trabalho de psicóloga em uma escola: "O desafio era realmente muito grande, mas nossa disposição de enfrentá-lo era maior. É claro que essa disposição não foi suficiente para indicar os caminhos por onde deveríamos seguir. Mas, mesmo sem noção clara do que fazer, tínhamos algumas idéias que, embora não nos mostrassem alternativas seguras, nos possibilitavam dar um pontapé inicial para começar a construir nosso trabalho na escola." A mesma autora, remetendo-se a Martins, 1996, p.268, cita a seguinte frase deste psicólogo: "...a realidade de cada escola é uma construção social..." A partir dos comentários acima, entendemos que o trabalho de um psicólogo numa escola,
Novaes, em Psicologia Escolar, fala que o psicólogo, em uma escola, é "muitas vezes percebido como elemento persecutório" e que se constata "ainda uma resistência da própria comunidade escolar" para o trabalho deste profissional. Conclui-se que o psicólogo, em uma escola,
Escreve Novaes, em Psicologia Escolar: "Quando temos alguma coisa a decidir, o bom-senso nos aconselha a, primeiramente, avaliar e medir a situação..." Sob esse prisma, conclui-se que um psicólogo, em uma escola,
Freud, em: Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar, Volume XIII, da Standard, escreve: "É nessa fase do desenvolvimento de um jovem que ele entra em contato com os professores, de maneira que agora podemos entender a nossa relação com eles. Estes homens, nem todos pais na realidade, tornaramse nossos pais substitutos. ... Transferimos para eles o respeito e as expectativas ligadas ao pai onisciente de nossa infância e depois começamos a tratá-los como tratávamos nossos pais em casa. Confrontamo-los com a ambivalência que tínhamos adquirido em nossas próprias famílias, e, ajudados por ela, lutamos como tínhamos o hábito de lutar com nossos pais em carne e osso. A menos que levemos em consideração nossos quartos de crianças e nossos lares, nosso comportamento para com os prof...
No volume XI da Standard, escreve Freud, em Contribuições para uma discussão acerca do suicídio: "A escola nunca deve esquecer que ela tem de lidar com indivíduos imaturos a quem não pode ser negado o direito de se demorarem em certos estágios do desenvolvimento e, mesmo em alguns, um pouco desagradáveis. A escola não pode adjudicar-se o caráter de vida: ela não deve pretender ser mais do que uma maneira de vida." O psicólogo, em uma escola, trabalha com alunos nos mais diversos perfis, sendo alguns alunos considerados maduros, outros alunos considerados imaturos pela comunidade escolar. Na concepção do texto acima, é correto afirmar: