17511 Q876122
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o poema de João Cabral de Melo Neto
O ferrageiro de Carmona
Um ferrageiro de Carmona,que me informava de um balcão:“Aquilo? É de ferro fundido,foi a fôrma que fez, não a mão.
Só trabalho em ferro forjadoque é quando se trabalha ferro;então corpo a corpo com ele;domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,é só derramá-lo na fôrma.Não há nele a queda de braçoe o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferençado ferro forjado ao fundido;é uma distância tão enormeque não pode medir-se a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?De certo subiu lá em cima.Reparou nas flores de ferrodos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.Flores criadas numa outra língua.Nada têm das flores de fôrmamoldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde re...
17512 Q876121
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o poema de João Cabral de Melo Neto
O ferrageiro de Carmona
Um ferrageiro de Carmona,que me informava de um balcão:“Aquilo? É de ferro fundido,foi a fôrma que fez, não a mão.
Só trabalho em ferro forjadoque é quando se trabalha ferro;então corpo a corpo com ele;domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,é só derramá-lo na fôrma.Não há nele a queda de braçoe o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferençado ferro forjado ao fundido;é uma distância tão enormeque não pode medir-se a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?De certo subiu lá em cima.Reparou nas flores de ferrodos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.Flores criadas numa outra língua.Nada têm das flores de fôrmamoldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde re...
17513 Q876120
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o poema de João Cabral de Melo Neto
O ferrageiro de Carmona
Um ferrageiro de Carmona,que me informava de um balcão:“Aquilo? É de ferro fundido,foi a fôrma que fez, não a mão.
Só trabalho em ferro forjadoque é quando se trabalha ferro;então corpo a corpo com ele;domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,é só derramá-lo na fôrma.Não há nele a queda de braçoe o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferençado ferro forjado ao fundido;é uma distância tão enormeque não pode medir-se a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?De certo subiu lá em cima.Reparou nas flores de ferrodos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.Flores criadas numa outra língua.Nada têm das flores de fôrmamoldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde re...
17514 Q876119
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o poema de João Cabral de Melo Neto
O ferrageiro de Carmona
Um ferrageiro de Carmona,que me informava de um balcão:“Aquilo? É de ferro fundido,foi a fôrma que fez, não a mão.
Só trabalho em ferro forjadoque é quando se trabalha ferro;então corpo a corpo com ele;domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,é só derramá-lo na fôrma.Não há nele a queda de braçoe o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferençado ferro forjado ao fundido;é uma distância tão enormeque não pode medir-se a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?De certo subiu lá em cima.Reparou nas flores de ferrodos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.Flores criadas numa outra língua.Nada têm das flores de fôrmamoldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde re...
17515 Q876118
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o poema de João Cabral de Melo Neto
O ferrageiro de Carmona
Um ferrageiro de Carmona,que me informava de um balcão:“Aquilo? É de ferro fundido,foi a fôrma que fez, não a mão.
Só trabalho em ferro forjadoque é quando se trabalha ferro;então corpo a corpo com ele;domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,é só derramá-lo na fôrma.Não há nele a queda de braçoe o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferençado ferro forjado ao fundido;é uma distância tão enormeque não pode medir-se a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?De certo subiu lá em cima.Reparou nas flores de ferrodos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.Flores criadas numa outra língua.Nada têm das flores de fôrmamoldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde re...
17516 Q876117
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o texto.
A Carroça
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
— Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
— Estou ouvindo um barulho de carroça.
— Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
— Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de int...
17517 Q876116
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o texto.
A Carroça
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
— Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
— Estou ouvindo um barulho de carroça.
— Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
— Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de int...
17518 Q876115
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Assinale a alternativa em que a frase está corretamente escrita.
17519 Q876114
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o texto.
A Carroça
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
— Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
— Estou ouvindo um barulho de carroça.
— Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
— Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de int...
17520 Q876113
Língua Portuguesa
Ano: 2020
Banca: FEPESE
Leia o texto.
A Carroça
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
— Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
— Estou ouvindo um barulho de carroça.
— Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
— Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de int...