XANDENGUINHO
(Lugar de Estórias Bartolomeu Correia de Melo)
Xandenguinho, zinho mesmo, quase anão. Calunga de joão-redondo, cagado e cuspido. Nunca perdeu dentes-de-leite nem ganhou barba naquela carinha encerada. Afora a timba umbiguda, as carnes chupadas não enchiam um pastel.
Até o apelido era nominho: Quito. Nesse, atendia contente e servidor. Mas, na vez de Meninovelho, o destempero da xingação gasguita mexia nas partes da mãe de quem chamou. Porém, dessem algum cabimento, punha-se em lérias e macaquices; seu jeito de agradar e agradecer.
Nada tinha da lerdeza sonsa do amarelinho de anedota. Mas, que ninguém tirasse aquilo por leseira. Não era manco do juízo, não; só assim meio en...











