Os indivíduos são tanto produtos quanto produtores da história [...] o fato de a pedagogia estar implicada na construção social do conhecimento e da experiência, confirma a existência de uma pedagogia da possibilidade, pois se o mundo do eu e do outro foi socialmente construído, ele pode ser da mesma maneira desmantelado, desfeito e criticamente refeito.
Quanto à função social da escola, as idéias acima expressam uma tendência de educação
Só se erra quando se busca conhecer. Uma criança, um jovem, um adulto que, ao buscar entender algo se equivoca, sinaliza que está tentando entender. Aquele que não tenta entender, não se equivoca, não erra...
A aprendizagem passa a ser vista como um processo complexo e global, onde o conhecimento da realidade e a intervenção nela tornam-se elementos do mesmo processo. Por meio da investigação de um tema ou problema, vincula teoria e prática e torna o aluno agente na produção do conhecimento. O professor torna-se um pesquisador, dividindo com os alunos a responsabilidade pela construção do conhecimento.
A não garantia, pelo Estado, do acesso à escola pública a todos, desencadeia a exclusão social pelos mecanismos de seleção que o sistema educativo aplica. Esta seletividade, historicamente se estabeleceu e ainda se estabelece entre quem tem acesso à instituição escolar e os que são excluídos, estratificando e segmentando os cidadãos; dentro os que sabem, os que têm cultura e fora, os que não têm.
Quando se convive com o cotidiano de diferentes escolas, chama a atenção como são homogêneos os rituais, os símbolos, a organização do espaço e do tempo, as comemorações cívicas, as festas, as expressões corporais, etc. Mudam as culturas sociais de referência, mas a cultura escolar parece gozar de uma capacidade de se autoconstruir independentemente e sem interagir com estes universos. É possível detectar um "congelamento" da cultura da escola que, na maioria dos casos, a torna "estranha" aos seus habitantes.
De acordo com as constatações acima, exige-se, hoje, uma organização curricular que
A escola precisa articular sua capacidade de receber e interpretar informação com a de produzi-la, a partir do aluno como sujeito do seu próprio conhecimento.
É preciso que os educadores se assumam como intelectuais e, conscientes de sua responsabilidade ética, política e profissional, tenham, por um lado, o dever de estar em permanente formação, formação esta decorrente da análise crítica de nossa prática docente e, por outro lado, reconhecer a natureza ética da prática educativa, que faz parte da tarefa docente.
Essa idéia nos revela que teoria e prática estão em constante tensão e não são desvinculadas da
Um som estridente de campainha corta o ar, juntando-se ao burburinho de vozes, carros e ônibus. São 19 horas e a escola dá o seu primeiro sinal. Nota-se uma pequena agitação. A entrada dos alunos na escola parece um ritual cotidiano, repetindo-se todos os dias os gestos, falas, sentimentos, risos, cumprimentos, conversas ao pé de ouvido. Rapazes e moças continuam chegando aos poucos...
Numa concepção crítica de educação, analisar a escola em sua função sócio-cultural significa compreendê-la na ótica da cultura que considera