Numa sociedade em que se exige atualmente um profissional crítico, autônomo e capaz de tomar decisões, é necessário iniciar na escola um processo de discussão e reflexão de todo o contexto escolar. Com esse grande desafio, o professor precisa repensar as suas práticas educacionais para contemplar o paradigma emergente.
Jogar com as crianças é uma experiência inesquecível. É maravilhoso ver o entusiasmo, o interesse e a dedicação que elas colocam nos jogos. A teoria de Piaget, no entanto, mostra-nos a necessidade de agir de forma diferente que os adultos em geral têm quando jogam com as crianças.
(Kamii e De Clark, Reinventando a Aritmética, 1999)
Durante a realização de atividades nas aulas de Matemática, uma professora reserva um espaço para seus alunos formularem problemas. Uma de suas alunas produziu e ilustrou o problema abaixo a partir da seguinte proposta: Criar um problema para a pergunta Quantos fios de cabelo Joice tem a mais que Ana Paula?
Joice e Paula são duas espigas de milho que moram num grande milharal no interior de São Paulo. Resolveram participar de um concurso de cabelos. Joice estava radiante em frente do espelho penteando seus cabelos, quando percebeu que eles estavam caindo. Decidiu contá-los. Ela estava com 1 247 fios e no chão 320 caídos. Desesperada com a possibilidad...
Banca:
Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE)
Até agora, a minha turma está caminhando muito bem. Está bem mesmo... E, entre os fatores que estão facilitando o aprendizado, eu vejo essa mudança de postura que eu tive na sala de aula. Esta mudança até mesmo de processo, da maneira de trabalhar com eles em sala de aula, a riqueza de materiais que eu busco para incentivar, para que estimule.
Em face da situação acima relatada, julgue o item abaixo.
A professora, nessa situação, assumiu a posição de protagonista da história, chamando para si as explicações para o sucesso da turma.
Banca:
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Uma adolescente com 16 anos de idade sai pouco de seu bairro, onde freqüenta um salão de baile, um lugar “respeitado”, e vai a pizzarias. Fora isso, vai aos shoppings. Atualmente, ela cursa a 5.ª série do ensino fundamental e já foi reprovada três vezes, pois não alcança média suficiente em matemática. “O professor dá tanta coisa que não entendo, o ano vai passano, quando vejo não deu. Mais uma reprovação. Acho que não dou prá matemática”, diz ela.
Diante da situação acima relatada, julgue os itens que se seguem.
Com base na fala da adolescente,“o professor dá tanta coisa que não entendo”, subentende-se que o conteúdo trabalhado nas aulas de matemática é visto como um amontoado de informações. Sem referência cultural, a aluna consegu...
Banca:
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Uma adolescente com 16 anos de idade sai pouco de seu bairro, onde freqüenta um salão de baile, um lugar “respeitado”, e vai a pizzarias. Fora isso, vai aos shoppings. Atualmente, ela cursa a 5.ª série do ensino fundamental e já foi reprovada três vezes, pois não alcança média suficiente em matemática. “O professor dá tanta coisa que não entendo, o ano vai passano, quando vejo não deu. Mais uma reprovação. Acho que não dou prá matemática”, diz ela.
Diante da situação acima relatada, julgue os itens que se seguem.
A afirmação de que “o ano vai passano, quando vejo, não deu. Mais uma reprovação. Acho que não dou prá matemática” denota certa passividade da adolescente em relação ao seu processo de aprendizagem de matemática, assumindo ...
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Uma adolescente com 16 anos de idade sai pouco de seu bairro, onde freqüenta um salão de baile, um lugar “respeitado”, e vai a pizzarias. Fora isso, vai aos shoppings. Atualmente, ela cursa a 5.ª série do ensino fundamental e já foi reprovada três vezes, pois não alcança média suficiente em matemática. “O professor dá tanta coisa que não entendo, o ano vai passano, quando vejo não deu. Mais uma reprovação. Acho que não dou prá matemática”, diz ela.
Diante da situação acima relatada, julgue os itens que se seguem.
A aluna em questão e grande parte dos adolescentes das classes populares no Brasil são marcados por uma trajetória escolar com inúmeras reprovações. Essas reprovações acarretam grandes prejuízos para o sistema de ensino e pa...
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Em uma escola que trabalha com a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi organizada uma classe para atender adolescentes, jovens e adultos na faixa etária entre 15 e 30 anos em fase de alfabetização. Alguns desses alunos já estão integrados ao mercado de trabalho, principalmente o de natureza informal, e outros estão desempregados, especialmente os mais novos. Todos tiveram uma passagem pela escola e não conseguiram aprender a ler e a escrever. Neste ano, retomaram seus estudos com vontade de recuperar o que não foi aprendido. Em uma das aulas, o professor distribuiu um texto para a turma fazer uma leitura silenciosa individualmente. Ao perceber que uma das alunas, que está desempregada, não estava lendo o texto proposto, o professor então disse: “Você, fulana,...
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Julgue os itens que se seguem, relativos aos desafios na ação educativa com crianças institucionalizadas em abrigo e(ou) em casa de privação de liberdade. O trabalho educativo destinado à criança institucionalizada em abrigo é desafiador. Por isso mesmo, deve ser desenvolvido com a participação dos alunos, incentivando a autonomia, a construção de significado, a interação social e o sentimento de pertencimento ao mundo como sujeitos de direito.
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Os educadores de uma entidade que trabalha com adolescentes com privação de liberdade, em uma reunião, discutiram a prática pedagógica desenvolvida nessa instituição. O professor de matemática começou a discussão, dizendo que não via crescimento dos alunos, uma vez que eles aparentavam uma certa apatia. O professor afirmou que “na hora da explicação, os alunos não fazem perguntas relacionadas ao conteúdo. Não lêem os comandos dos exercícios e fazem tudo errado, e, quando peço para refazê-los, dizem que não vão fazer e fica por isso mesmo. Dou as aulas, exponho todo o assunto no quadro de giz. Depois, distribuo uma lista de exercício para fixar a matéria. A maioria não faz a atividade, alegando que não entendeu a explicação”.