Sobre os instrumentos de avaliação psicológica mais direcionados ao uso em Orientação Profissional e de carreira, segundo Pasian, Melo-Silva e Okino, são relacionados os itens abaixo.
I QUATI (Questionário de Avaliação Tipológica).
II PMK (Psicodiagnóstico Miocinético).
III HumanGuide.
IV EMEP (Escala de Maturidade para a Escolha Profissional).
Lúcia Moysés afirma que: “Percebe-se, sem grande esforço, que falta clareza nas representações que os professores têm de muitos aspectos básicos da Educação. Normalmente, ignoram quais são as concepções teóricas que subjazem ao seu trabalho. Assim, misturando concepções, orientando-se ora pelos livros didáticos e ‘guias do professor’, ora pelo seu bom senso, eles o vão realizando. Faltam-lhes, sobretudo, coerência. Além dos problemas relativos à formação dos professores ou à pouca autonomia que eles têm, há ainda muitos outros que a esses vêm se somar, comprometendo a qualidade do ensino.”
Dentre os problemas já citados, pode(m)-se acrescentar:
Os conceitos espontâneos existem sem que se tenha consciência deles, ou que sobre eles se tenha qualquer controle. Os conceitos científicos exigem uma sistematização para que sua apreensão se dê plenamente. Numa situação de aprendizagem específica, a aquisição de construção de novos conceitos, principalmente os de caráter mais abstrato, não se dá pela interação de associações do tipo estímulo/resposta. Dirigida pelo uso da palavra, é uma operação mental que se elabora em função de uma:
Frase atribuída a Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Os preconceitos e as discriminações continuam presentes no nosso dia a dia, no nosso comportamento e nas práticas sociais. Desintegrá-los exige um processo consciente, cuidadoso e sistemático de desnaturalização, sensibilização, reflexão e ação no plano pessoal e coletivo, que trabalhe os âmbitos cognitivo, afetivo, simbólico, cultural e político-social. A escola é chamada a colaborar muito nessa perspectiva, mas não é onipotente, porque trata-se de um processo complexo e de longo prazo. Entende-se, então, que só é possível avançar:
A avaliação escolar tradicional ajuda a formar um autoconceito negativo (incapaz, problemático, ignorante, etc.) em milhões de crianças, jovens e adultos. O problema central é o seu uso como instrumento de discriminação e seleção social, na medida em que assume, no âmbito da escola, a tarefa de separar os ‘aptos’ dos ‘inaptos’, os ‘capazes’ dos ‘incapazes’.
É fundamental o entendimento de que o compromisso do professor com a aprendizagem de todos os alunos e a consequente avaliação fazem parte do mesmo processo pedagógico. Qualquer proposta de mudança da realidade avaliativa, passa pela mudança da prática pedagógica.
Portanto, num processo de ensino progressista, a concepção de avaliação deve ser:
A busca de significado para as diferentes dimensões da relação entre educandos e educadores, através da investigação acerca dos aprendizes e das aprendizagens, e a visão de quem tem compromisso com a aprendizagem e quer conhecer para promover, e não para classificar ou julgar, são princípios da avaliação:
As práticas avaliativas classificatórias fundam-se na competição e no individualismo, no poder, na arbitrariedade presente nas relações entre professores e alunos. À medida que novos estudos apontam para o caráter interativo e intersubjetivo da avaliação, alertam também para a necessidade de práticas dialógicas entre todos os envolvidos no processo. Nesse sentido, é essencial dar importância:
Numa entrevista com professores de 4º ano, a maioria dos docentes declarou que a expectativa que têm do ‘bom aluno’ é aquele aluno que é responsável, esforçado, que tem consciência e dá valor ao estudo, que respeita o professor e os colegas, em todos os sentidos. A partir da resposta, pode-se afirmar que:
Ao serem examinados os testes psicológicos comercializados no Brasil, no ano de 2003, verificou-se a baixa qualidade técnica em quase todos os instrumentos psicológicos avaliados. Por esse motivo, foi instituído o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI). A maioria dos problemas estava relacionada à:
Analisando o processo de modernização do Espaço brasileiro iniciado com Juscelino Kubitschek e intensificado nos governos militares, é correto afirmar que:
Questões 48 a 50 abordam princípios da educação inclusiva, tendo a educação de deficientes intelectuais, visuais e auditivos como exemplo. Pode-se dizer que é possível melhorar o ensino/aprendizado para alunos com deficiência intelectual por meio da junção de aspectos do letramento digital com o ensino de língua estrangeira. Isso pode ser observado quando:
“Você já reparou que os humanos são todos muito parecidos entre si quando comparamos com outras espécies de mamíferos? A nossa espécie apresenta características únicas particulares a ela. Essas são compartilhadas por todos os humanos, mas não o são com as outras espécies de seres vivos. Assim, essas são chamadas características humanas exclusivas ou diagnósticas” (http://projetoseeduc.cecierj.edu.br/eja/material-aluno/modulo-02/Ciencias_Natureza_Nova_Eja_Aluno_Mod02_Vol01.pdf).
O estudo da biodiversidade e a compreensão da importância da diferença para a evolução nas aulas de Ciências, bem como a percepção que, apesar das diferenças, somos todos humanos, é fundamental no combate aos casos de bullying e de discriminações. Assim, a escola, para atingir esse objetivo, deve:
Durante uma atividade prática para responder à pergunta “De que se alimentam as plantas?”, o professor propôs um experimento em que a turma, dividida em grupos, acompanhou o desenvolvimento de plantas da mesma espécie, durante uma semana. Cada grupo recebeu quatro mudas a, b, c e d. As mudas b e d foram colocadas dentro de sacos plásticos transparentes, amarrados após a retirada do excesso de ar; as plantas a e b permaneceram em ambiente iluminado, enquanto c e d ficaram no escuro.
Em seguida, explorando o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema, o professor pediu que eles explicassem o objetivo das condições variáveis (saco plástico, total escuridão), qual o resultado esper...
Na proposta de trabalho em que os alunos pesquisam sobre os alimentos transgênicos e depois realizam um júri simulado, debatendo suas vantagens e desvantagens, o professor contribui para a alfabetização científica do grupo, pois essa atividade pretende favorecer
Na escola, crianças de seis anos de idade, com experiências distintas em relação ao contato com materiais escritos e à interação com pessoas alfabetizadas, devem ser agrupadas em
A classificação das tarefas acadêmicas se compõe de quatro grandes tipos de tarefas, segundo Coll e Solé. São consideradas nesta classificação as tarefas:
Segundo Grasser, Millis e Zwaan, conforme descrevem Rodrigo e Correa, a representação situacional é aquela que fornece dados sobre os estados mentais dos personagens ou suas mudanças de perspectiva, imprescindíveis para avaliar:
Conforme mostram Colomina, Onrubia e Rochera, entre as pesquisas processo-produto sobre os comportamentos que definiriam o professor competente, está o trabalho de Rosenshine e Stevens. Estes autores concluem que o estilo educacional que se mostra mais eficaz em relação ao rendimento dos alunos é o ensino:
Em relação à estrutura de participação (padrão dominante das atuações) proposta por Colomina, Onrubia e Rochera nos segmentos de interatividade, estruturas de participação e mensagens de uma sequência didática:
I O professor explica a informação nova no quadro-negro / Os alunos seguem a explicação e tomam nota.
II Os alunos fazem individualmente exercícios do livro-texto selecionados pelo professor / O professor passeia pela sala e oferece ajuda espontaneamente ou a pedido dos alunos.
III O professor designa um aluno para ir ao quadro-negro / O aluno vai e escreve a resposta do exercício / O professor avalia a resposta do aluno / Os outros alunos acompanham e copiam a resposta correta.
IV O professor faz perguntas a alunos individuais ou ao ...
De acordo com Colomina, Onrubia e Rochera, a interatividade, nas atuações do professor e dos alunos em uma situação concreta de ensino e aprendizagem, ressalta:
A análise da interatividade permite identificar e descrever dois grandes mecanismos de influência educacional que operam nos processos de ensino e aprendizagem na sala de aula. O primeiro se refere à construção progressiva de sistemas compartilhados. O segundo está relacionado à:
O Método Montessori parte do concreto rumo ao abstrato. Para tornar esse processo o mais rico possível, a educadora italiana desenvolveu materiais didáticos que constituem um dos aspectos mais conhecidos de seu trabalho. São objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.
Esse material tem, ainda, o caráter peculiar de ser:
Se o aluno é considerado um receptor passivo dos conteúdos que o docente sistematiza, suas falhas, seus argumentos incompletos e inconsistentes não são considerados, senão como algo indesejável e digno de um dado de reprovação. Esta é uma postura docente. Se, contrariamente, introduzimos a problemática do erro numa perspectiva dialógica e construtivista, então o erro é fecundo e positivo, um elemento fundamental à produção de conhecimento pelo ser humano. A opção epistemológica está em corrigir ou refletir sobre a tarefa do aluno. Corrigir para ver se aprendeu, reflete um novo paradigma da avaliação. Refletir a respeito da produção de conhecimento do aluno para encaminhá-lo à superação, ao enriquecimento do saber significa:
Avaliação precisa ser espelho e lâmpada, não apenas espelho. Precisa não apenas refletir a realidade, mas iluminá-la, criando enfoques, perspectivas, mostrando relações, atribuindo significados. (H.M. Abrams, citado por Divo Ristof, 1995).
Com base no texto, podemos dizer que a prática de avaliação da aprendizagem
I. possibilita diagnosticar as dificuldades no processo de aprendizagem.
II. propicia, independente dos instrumentos que o professor utiliza, a adequada caracterização dos resultados da aprendizagem alcançada pelos seus alunos.
III. conduz a tomada de decisões dos caminhos necessários para a retomada das aprendizagens em curso.
IV. implica estar disponível para acolher os educandos no estad...
Sobre a atuação dos professores reflexivos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) Compreende que sua ação pedagógica é uma prática intencionada que combine experiência e reflexão.
( ) Na ação em sala de aula, compreende o constante movimento da realidade.
( ) Reconhece que a prática é um processo interligado de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas de busca de atividades para a solução de problemas e de tomada de decisões.
( ) Entende que a reflexão na ação e sobre, ela se constitui um momento de autocrítica, permitindo ao professor desfazer, refazer e ampliar sua possibilidade de realização, desenvolvida no movimento dialético da ação pedagógica.
É importante observar que o jogo pode propiciar a construção de conhecimentos novos, um aprofundamento do que foi trabalhado ou, ainda, a revisão de conceitos já aprendidos, servindo como um momento de avaliação processual pelo professor e de autoavaliação pelo aluno. No entanto, para que o ato de jogar na sala de aula se caracterize como uma metodologia que favoreça a aprendizagem, o papel do professor é essencial. Sem a intencionalidade pedagógica do professor, corre-se o risco de se utilizar o jogo sem explorar seus aspectos educativos, perdendo grande parte de sua potencialidade. Trabalhado de forma adequada, além dos conceitos, o jogo possibilita aos alunos
I. uma disputa semelhante aos jogos eletrônicos, eficaz no desenvolvimento do raciocínio.
Por letramento digital compreende-se a capacidade que tem o indivíduo de responder adequadamente às demandas sociais que envolvem a utilização dos recursos tecnológicos e da escrita no meio digital. A sala de aula, espaço coletivo de conhecimento, interação e troca de informações, vive hoje uma boa fase com a chegada de recursos tecnológicos que vão muito além do laboratório de informática ou sala de vídeo. São habilidades desenvolvidas no letramento digital.
I. Comunicação eficiente, segurança digital, colaboração.
II. Marcadores Sociais, Blogs, Vídeos Conferencias.
III. Wikis, comunidades online, microblogging.
IV. Compreensão e inserção cultural e digital, criatividade, curadoria.
V. Habilidades funcionais, raciocínio crítico e avaliação.
Como modalidade da Educação Básica, a Educação Especial considerará as situações singulares, os perfis dos estudantes, as características biopsicossociais dos alunos e suas faixas etárias e se pautará em princípios éticos, políticos e estéticos de modo a assegurar o(a)
I. dignidade humana e a observância do direito de cada aluno de realizar seus projetos de estudo, de trabalho e de inserção na vida social.
II. busca da identidade própria de cada educando, o reconhecimento e a valorização das suas diferenças e potencialidades, bem como de suas necessidades educacionais especiais no processo de ensino e aprendizagem.
III. desenvolvimento para o exercício da cidadania, da capacidade de participação social, política e econômica e sua ampliação, mediante o cumprimento...
Imagine que uma criança do 2º Ano do Ensino Fundamental gosta muito de sua professora, ela a considera linda, paciente, carinhosa e tranquila.
Em um dia, porém, ela se espanta: a professora tão calma e paciente fica extremamente irritada com um colega de sala que derrama o suco na carteira. Essa irritação é uma nova informação para a sua concepção a respeito da professora.
Como será que ela irá assimilar este comportamento tão diferente dos demais que ela vinha emitindo? Ela