Considere que, ao exame endoscópico da laringe, observe-se lesão glótica, com acometimento de ambas as pregas vocais e da comissura anterior, além de extensão para prega vestibular unilateral, sem fixação laríngea. Nesse caso, se a lesão for um carcinoma, então ela é classificada como T2.
Um carcinoma espinocelular supraglótico com acometimento de parede medial de seio piriforme, sem fixação da laringe, é classificado como T2.
Algumas lesões benignas da laringe, quando diagnosticadas, devem ser rigorosamente tratadas e acompanhadas pelo risco de malignização, como no caso da papilomatose laríngea.
Um paciente de 50 anos de idade, tabagista, que apresenta dispnéia aos médios esforços há aproximadamente 1 ano, quando passou a ser tratado como portador de asma, tem piorado lenta e progressivamente. Submetido a exame com broncoscópio flexível, observou-se massa em parede traqueal lateral direita, permanecendo aproximadamente 7,0 mm de luz endotraqueal livre.
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
A principal hipótese diagnóstica é de carcinoma espinocelular, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos de lesões malignas da traqueia.
Um paciente de 50 anos de idade, tabagista, que apresenta dispnéia aos médios esforços há aproximadamente 1 ano, quando passou a ser tratado como portador de asma, tem piorado lenta e progressivamente. Submetido a exame com broncoscópio flexível, observou-se massa em parede traqueal lateral direita, permanecendo aproximadamente 7,0 mm de luz endotraqueal livre.
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Nesse caso, deve ser realizada a biópsia da massa no mesmo procedimento, para não retardar o tratamento adequado.
Um paciente de 50 anos de idade, tabagista, que apresenta dispnéia aos médios esforços há aproximadamente 1 ano, quando passou a ser tratado como portador de asma, tem piorado lenta e progressivamente. Submetido a exame com broncoscópio flexível, observou-se massa em parede traqueal lateral direita, permanecendo aproximadamente 7,0 mm de luz endotraqueal livre.
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Se confirmado o diagnóstico de carcinoma espinocelular e proposto o tratamento cirúrgico da lesão, o paciente deve ser submetido a mediastinoscopia.
Quanto aos procedimentos cirúrgicos endoscópicos curativos, julgue os itens subsequentes.
O tratamento endoscópico curativo não é indicado em lesões malignas laríngeas supraglóticas, devido à alta porcentagem de invasão de espaço pré-epiglótico.
Quanto aos procedimentos cirúrgicos endoscópicos curativos, julgue os itens subsequentes.
No tratamento cirúrgico endoscópico dos carcinomas glóticos, lesões não invasivas devem ser removidas até o final da mucosa sem exposição do músculo vocal, enquanto as lesões invasivas são delineadas com uma margem de aproximadamente 1 mm e são ressecadas com o músculo vocal adjacente.
O tratamento de algumas lesões malignas da laringe pode ser realizado por meio de microcirurgia, ou seja, via endoscópica com a utilização de microscópio cirúrgico. Esse procedimento, porém, deve ser indicado em situações específicas, para que sejam seguidos os princípios das cirurgias oncológicas. Com relação a esse tema, julgue os seguintes itens.
A cordectomia tipo I ou decorticação envolve ressecção do epitélio da prega vocal e é indicada nas laringites hiperplásicas, nas queratoses e no carcinoma in situ.
O tratamento de algumas lesões malignas da laringe pode ser realizado por meio de microcirurgia, ou seja, via endoscópica com a utilização de microscópio cirúrgico. Esse procedimento, porém, deve ser indicado em situações específicas, para que sejam seguidos os princípios das cirurgias oncológicas. Com relação a esse tema, julgue os seguintes itens.
O tratamento cirúrgico endoscópico dos carcinomas glóticos T1aN0M0 apresenta percentuais de cura, em longo prazo, semelhantes ao da radioterapia.