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Q927081
A história da constituição dos profissionais tradutores/intérpretes de Libras se deu, inicialmente, em contextos de atuações voluntárias e “[...] foram sendo valorizadas enquanto atividade laboral na medida em que os surdos foram conquistando o seu exercício de cidadania” (QUADROS, 2004, p.15). Segundo Matos e Rech (2010), um novo passo é dado em busca da valorização e profissionalização dos TILSP quando, por primeira vez, sua formação passou a ser oficializada em instituições de ensino, a partir da publicação do(a):
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Q927068
A visão pedagógica que coaduna com a premissa de que o surdo é um sujeito diferente que luta pelos seus direitos de pertencer à sociedade representada pela língua de sinais, pelas identidades diferentes, pela presença do tradutor/intérprete de língua de sinais e língua portuguesa, por tecnologias especializadas, pela pedagogia da diferença, pelo povo surdo, pela comunidade surda é a educação:
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Q927067
A história da educação dos surdos se divide em três abordagens educacionais. A primeira defende o tratamento da deficiência auditiva com o acompanhamento fonoaudiólogo e se opõe ao uso da língua de sinais. A segunda não leva em consideração o meio pelo qual a pessoa surda irá se comunicar e utiliza-se do português sinalizado. A terceira se preocupa com a aquisição da Libras como primeira língua e defende que a língua de sinais deve ser a língua de instrução, sendo a língua portuguesa, sua segunda língua. Essas abordagens, respectivamente, são denominadas:
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Q927066
De acordo com Quadros (2019), na gestão de um espaço de ensino bilíngue, é imprescindível a participação de um agente atuando no planejamento pedagógico e contribuindo para a formação da identidade surda a partir das necessidades dos próprios surdos sobre o ensino-aprendizagem na relação com os demais colegas. Esse agente é o:
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Q927064
Entre os princípios que o tradutor/intérprete de Libras e língua portuguesa precisa ter para exercer sua profissão com rigor técnico, zelando pelos valores éticos de acordo com a lei nº 12.319/2010, encontra(m)-se:
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Q927063
A pedagogia visual é uma área do conhecimento que procura acompanhar os avanços tecnológicos e sociais, estando atenta às tendências da chamada sociedade da visualidade. As pessoas surdas são essencialmente visuais e, para que o aluno surdo apreenda com sucesso os conceitos ensinados, é necessário utilizar:
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Q927061
De acordo com Moura (2014), para que a criança surda possua aquisição bilíngue com êxito, é necessário que a Libras esteja presente:
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Q927059
As pessoas surdocegas podem ser estimuladas a utilizarem vários recursos de comunicação. O texto abaixo foi escrito por Helen Keller, surdacega, educada a partir dos 7 anos, em 1887, pela professora Anne Mansfield Sullivan, que era parcialmente cega.
“Quem lê para mim ou conversa comigo vai compondo as palavras fazendo as letras com as mãos (...). Eu ponho a mão na sua, muito leve, para não impedir os movimentos. Com o tacto percebem-se as diferentes posições da mão, do mesmo modo que com a vista. Não sinto as letras em separado, mas agrupamento em palavras, tal como toda a gente que lê com os olhos. A prática traz notável agilidade aos dedos” (KELLER, 1939, p.78).
Nesse trecho, pode-se identificar que Helen Keller se refere ao sistema de comunicação denominado:
“Quem lê para mim ou conversa comigo vai compondo as palavras fazendo as letras com as mãos (...). Eu ponho a mão na sua, muito leve, para não impedir os movimentos. Com o tacto percebem-se as diferentes posições da mão, do mesmo modo que com a vista. Não sinto as letras em separado, mas agrupamento em palavras, tal como toda a gente que lê com os olhos. A prática traz notável agilidade aos dedos” (KELLER, 1939, p.78).
Nesse trecho, pode-se identificar que Helen Keller se refere ao sistema de comunicação denominado:
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Q927058
Uma criança ouvinte cresceu em uma família de surdos com quem adquiriu a Libras de forma espontânea, além disso, conviveu com pessoas ouvintes que falavam a língua portuguesa. Mais tarde, teve a oportunidade de aprender inglês e a língua de sinais americana (ASL). Nesse caso, a Libras e a língua portuguesa constituem suas primeiras línguas (L1), enquanto o Inglês e a ASL são consideradas sua segunda língua (L2). Essa pessoa é considerada bilíngue:
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Q927057
De acordo com Quadros (2019), para que a escola seja efetivamente bilíngue, precisa ser reorganizada também a partir da Libras. É muito fácil centrar na língua portuguesa e deixar a Libras no esquecimento, porque as pessoas estão acostumadas a se organizarem a partir da língua portuguesa. Nesse caso, é necessário desconstruir o “fonocentrismo’’. O conceito desse fenômeno linguístico é que a: