191
Q1026105
No livro A Surdez, um olhar sobre as diferenças, Carlos Skliar (1998), na apresentação intitulada “Um olhar sobre o nosso olhar acerca da surdez e as diferenças”, destrincha e debate de forma categórica duas grandes perspectivas sobre a surdez ? clínico-patológica e socioantropológica ? que foram adotadas nos anos seguintes por diferentes pesquisadores no âmbito dos Estudos Surdos, Estudos Educacionais, Estudos Linguísticos e Estudos da Tradução e Interpretação da Língua de Sinais. Considerando essa discussão,
192
Q1026102
Segundo o artigo 6º da Lei nº 12.319/2010, é atribuição do tradutor e intérprete de Libras, no exercício de suas competências, efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,
193
Q1026101
A Libras desempenha todas as funções de uma língua e, como tal, poderia ser usada para cumprir o papel que a linguagem oral tem na criança ouvinte. O surdo, mesmo que ele e sua família não saibam da sua surdez, irá usar um canal para ter acesso às informações do mundo: o canal visual. Isso não é ensinado à criança surda. De forma instintiva, ela passa a observar o mundo e a inferir sentido do que se vê. A língua de sinais tem essa particularidade: ela é totalmente visual, passa sentidos e significados por uma forma que é absolutamente acessível ao surdo. E é assim configurada por ter sido criada pela comunidade surda, que, no desejo humano de se tornar ser de linguagem, arquitetou a sua forma especial de comunicação que independe da audição.
(Adaptado de: MOURA, Maria Cecília de. Sur...
(Adaptado de: MOURA, Maria Cecília de. Sur...
194
Q1026100
Segundo Xavier (2006), as pesquisas linguísticas realizadas por Willian Stokoe na década de 1960 trouxeram aos estudos linguísticos o conceito de modalidade de língua ao evidenciar que as línguas gesto-visuais são diferentes das línguas vocais-auditivas. Esse conceito teve impacto não apenas nos estudos linguísticos, mas na educação e nos estudos sobre aquisição de linguagem de surdos. Modalidade de língua pode ser definida maneira como
195
Q1026099
O Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-intérpretes da Língua de Sinais (Febrapils) é norteado pelos seguintes princípios: I. Confidencialidade. II. Competência Tradutória. III. Respeito aos envolvidos na profissão. IV. Compromisso pelo desenvolvimento profissional.
Considerando uma situação de interpretação em contexto de atendimento médico, NÃO obedece ao primeiro princípio o que consta em:
Considerando uma situação de interpretação em contexto de atendimento médico, NÃO obedece ao primeiro princípio o que consta em:
196
Q1026098
Em relação ao trabalho do intérprete educacional de Libras no ensino fundamental II, com base no Decreto nº 5.626/2005, na Lei nº 12.319/2010 e no Código de Conduta e Ética (CCE) da Febrapils, é correto afirmar que uma de suas funções é
197
Q1026051
A língua de sinais, por ser uma língua de modalidade gesto-visual, é comumente confundida com a pantomina realizada por atores profissionais. Entretanto, diferente da pantomina, a compreensão da língua de sinais não se dá associando os gestos aos referentes, ou seja, como língua, a relação entre o signo gestual e os referentes é bem limitada. Por outro lado, a dimensão gestual da língua de sinais facilita a interação dos surdos com os ouvintes, por se estar no limite entre a iconicidade da pantomina e a arbitrariedade do sistema linguístico. A dimensão gestual da língua de sinais possibilita uma maior facilidade na interação entre surdos e os ouvintes que não conhecem esta língua. Certamente esta situação está limitada às situações mais corriqueiras. Caso a comunicação seja mais complexa,...