Em uma região do país onde uma determinada doença vem ocorrendo esporadicamente nos últimos dez anos, confirmada por diagnóstico laboratorial, a política mais recomendada é a da prevenção, com o objetivo de evitar a sua reintrodução na região.
O intercâmbio comercial dos produtos de origem animal deve ser proibido entre regiões com diferentes status sanitários de febre aftosa, em razão do risco de disseminação da doença entre essas regiões, por vetor mecânico.
As restrições brasileiras à importação de ruminantes, seus produtos e alimentos para animais, de países onde ocorreu a encefalopatia espongiforme bovina, tem por finalidade prevenir a introdução da doença no País.
Técnicas sorológicas modernas, que possibilitam verificar a existência de vestígios da passagem do agente pelo organismo, exames que permitem isolar e identificar a presença do agente, assim como a quarentena de animais, são medidas preventivas que podem ser adotadas contra a introdução de algumas doenças em áreas livres ou de ocorrência esporádica.
A política de controle tem por objetivo a redução da freqüência relativa de determinada doença já presente na população, mantendo-a dentro de níveis esperados de ocorrência.
A política de erradicação deve ser a alternativa escolhida para enfrentar focos primários de doença em um país.
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), tem como meta a vacinação de todos os bovinos contra as duas doenças e a eliminação dos casos clínicos.
O emprego da estratégia de controle da febre aftosa por meio de vacinas de eficácia comprovada é suficiente para diminuir a difusão, reduzir a freqüência de casos clínicos e erradicar a enfermidade em áreas geográficas definidas.
O controle das clostridioses bovinas, por meio de modernas vacinas monoclonais polivalentes, de eficiência comprovada em vários países do mundo, aliado a medidas gerais de profilaxia, são inovações metodológicas que possibilitarão a erradicação desses agentes das áreas contaminadas.
O Brasil, como grande exportador de produtos animais (bovinos, suínos e aves), obriga-se ao cumprimento de exigências de países importadores, definidas em análises de risco de cada produto em um dado momento. A mudança no enfoque de risco, com a aceitação de áreas livres em países contaminados, influiu muito na evolução das campanhas sanitárias regionais, incentivando cada região a buscar melhor status sanitário, com o objetivo de atingir mercados consumidores mais exigentes. Acerca desse assunto, julgue os itens que se seguem.
A condição de área livre de peste suína clássica da Região Sul implica vacinação de todos os suínos, pelo menos uma vez ao ano.