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Q1134320
Em uma Diretoria de Ensino da capital paulista, o Diretor Regional colocou em discussão, na reunião semanal com os supervisores, “o que a gestão das escolas e a ação dos supervisores têm a ver com a apresentação de resultados pelas escolas”, por considerar que os resultados obtidos pelas escolas nos diferentes tipos de avaliação são relevantes para a melhoria da qualidade da educação em cada unidade escolar. Durante as discussões, os participantes se reportaram à obra de Chiavenatto (2009), que entende ser preciso, para tornar a organização bem-sucedida, fazer uma apreciação crítica ampla e abrangente dos profissionais envolvidos nesse processo, no que concerne aos conhecimentos, habilidades e competências. Consideram, igualmente, a obra de Silva Junior (2004), na qual ele afirma s...
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Q1134319
Lilian Zieger, in Rangel (2013) cita análise feita por Silva Jr. (2007), a qual aponta que a multiplicidade de serviços destinados ao supervisor escolar dificulta-lhe “oportunidades de compartilhar com os demais professores ‘a grande tarefa da organização coletiva do trabalho na escola pública’”, e isso pode fazê-lo esquecer ou não priorizar seu “compromisso com os seres humanos”. Atentos à dificuldade assinalada, os supervisores de uma das diretorias da capital organizaram estudo do texto da Harvard Business Review sobre Gestão do tempo (2022), com os diretores e vice-diretores de escola, com o objetivo de apoiá-los, pois essa obra promete auxiliar a pessoa “a aprender: avaliar como está usando seu tempo; identificar seus objetivos; e reorganizar seu tempo, superando obstáculos e ...
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Q1134318
Leia o texto a seguir:
A revolta de 1710 faz parte de um conjunto de eventos – de ruptura da ordem colonial e movimentação contra a autoridade régia – que a historiografia do século XIX designou como Guerra dos Mascates. Seu ponto de partida materializou a reação da elite açucareira pernambucana, representada por Olinda, diante da pressão dos comerciantes do Recife, que eram pejorativamente apelidados de “mascates”, para a criação de uma Câmara Municipal independente.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
A revolta citada no trecho foi, na América Portuguesa, a primeira a
A revolta de 1710 faz parte de um conjunto de eventos – de ruptura da ordem colonial e movimentação contra a autoridade régia – que a historiografia do século XIX designou como Guerra dos Mascates. Seu ponto de partida materializou a reação da elite açucareira pernambucana, representada por Olinda, diante da pressão dos comerciantes do Recife, que eram pejorativamente apelidados de “mascates”, para a criação de uma Câmara Municipal independente.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
A revolta citada no trecho foi, na América Portuguesa, a primeira a
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Q1134317
Leia o texto a seguir:
Nem tudo aconteceu como Tancredo queria, mas ele calculou corretamente que tinha mais chance de ganhar que de perder. Conseguiu fechar um acordo que parecia impossível com a base parlamentar governista e criou a dissidência de onde tiraria os votos necessários para vencer no colégio eleitoral. Tancredo também não descuidou dos quartéis.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Em relação aos militares, Tancredo anunciou que
Nem tudo aconteceu como Tancredo queria, mas ele calculou corretamente que tinha mais chance de ganhar que de perder. Conseguiu fechar um acordo que parecia impossível com a base parlamentar governista e criou a dissidência de onde tiraria os votos necessários para vencer no colégio eleitoral. Tancredo também não descuidou dos quartéis.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Em relação aos militares, Tancredo anunciou que
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Q1134316
Leia o texto a seguir:
Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Em 1956, França e Grã-Bretanha
Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Em 1956, França e Grã-Bretanha
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Q1134315
Leia o texto a seguir:
Não são necessárias extensas leituras sobre o país para compreender duas de suas particularidades: a longa duração do seu império ultramarino, com a questão das colônias presente em todos os regimes, movimentos e resoluções políticas fundamentais; e o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, contidos nas diferentes variantes conjunturais do nacionalismo. Quanto à primeira característica, basta lembrar que o ultramar se formou desde o século XV e esteve presente até a metade do século XX, abrangendo, portanto, o “velho” e o “novo” imperialismo.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
...
Não são necessárias extensas leituras sobre o país para compreender duas de suas particularidades: a longa duração do seu império ultramarino, com a questão das colônias presente em todos os regimes, movimentos e resoluções políticas fundamentais; e o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, contidos nas diferentes variantes conjunturais do nacionalismo. Quanto à primeira característica, basta lembrar que o ultramar se formou desde o século XV e esteve presente até a metade do século XX, abrangendo, portanto, o “velho” e o “novo” imperialismo.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
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Q1134314
Leia o texto a seguir:
O pensamento africano sobre a partilha e a conquista apresenta uma composição de ideias fiel à prática política de negar a dominação da civilização branca, ocidental, sobre o mundo negro. Ciosas de seu protagonismo na história, se por um lado as elites culturais africanas aceitam o conjunto de elementos econômicos como eixo impulsionador do expansionismo territorial europeu, acrescentam a esse discurso dois elementos fundamentais.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005)
Um dos elementos fundamentais a que o trecho se refere é
O pensamento africano sobre a partilha e a conquista apresenta uma composição de ideias fiel à prática política de negar a dominação da civilização branca, ocidental, sobre o mundo negro. Ciosas de seu protagonismo na história, se por um lado as elites culturais africanas aceitam o conjunto de elementos econômicos como eixo impulsionador do expansionismo territorial europeu, acrescentam a esse discurso dois elementos fundamentais.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005)
Um dos elementos fundamentais a que o trecho se refere é
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Q1134313
Leia o texto a seguir:
O quarto grande motivo para o desencadeamento da partilha da África foram os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Zaire manifestado sobretudo pela Grã-Bretanha, que manifestava também o sonho de um domínio territorial cada vez mais dificultado pelos interesses de outros países europeus.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
Na segunda metade do século XIX, o sonho do domínio territorial britânico abarcava os territórios
O quarto grande motivo para o desencadeamento da partilha da África foram os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Zaire manifestado sobretudo pela Grã-Bretanha, que manifestava também o sonho de um domínio territorial cada vez mais dificultado pelos interesses de outros países europeus.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
Na segunda metade do século XIX, o sonho do domínio territorial britânico abarcava os territórios
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Q1134312
Leia o texto a seguir:
Robespierristas, anti-robespierristas, nós vos imploramos: por piedade, dizei-nos simplesmente quem foi Robespierre.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
O apelo de Marc Bloch enfatiza a importância do esforço do historiador de
Robespierristas, anti-robespierristas, nós vos imploramos: por piedade, dizei-nos simplesmente quem foi Robespierre.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
O apelo de Marc Bloch enfatiza a importância do esforço do historiador de
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Q1134311
Leia o texto a seguir:
Não há menos beleza numa equação exata do que numa frase correta. Mas cada ciência tem sua estética que lhe é própria. Os fatos humanos são, por essência, fenômenos muito delicados, entre os quais muitos escapam à medida matemática. Para bem traduzi-los, portanto para bem penetrá-los, uma grande finesse, uma cor correta no tom verbal, são necessárias.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
No trecho, Marc Bloch sugere
Não há menos beleza numa equação exata do que numa frase correta. Mas cada ciência tem sua estética que lhe é própria. Os fatos humanos são, por essência, fenômenos muito delicados, entre os quais muitos escapam à medida matemática. Para bem traduzi-los, portanto para bem penetrá-los, uma grande finesse, uma cor correta no tom verbal, são necessárias.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
No trecho, Marc Bloch sugere