A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num d...
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Q1052454
Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento)
A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num d...
A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num d...
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Q1052453
Para construir as relações sintáticas e de sentido no último parágrafo, o vocábulo “peixes” foi empregado várias vezes de modo implícito. Caso fosse explicitado nas passagens abaixo, assinale a alternativa em que se aponta sua classificação sintática correta.
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Q1052452
De acordo com o texto, a excepcionalidade do Amapá estaria relacionada com:
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Q1052451
A leitura atenta do texto permite-nos classificá-lo como pertencente à tipologia narrativa. A respeito dos elementos que o caracterizam, é correto afirmar que:
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Q1052450
Considere a passagem abaixo para responder à questão.
“Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção.” (2º§)
As três últimas orações do período composto acima conservam, em sua estrutura, um traço comum que nos permite classificá-las como:
“Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção.” (2º§)
As três últimas orações do período composto acima conservam, em sua estrutura, um traço comum que nos permite classificá-las como:
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Q1052449
Considere a passagem abaixo para responder à questão.
“Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção.” (2º§)
Destaca-se, na passagem, o vocábulo “mesmo” que cumpre um papel de reforço em relação ao pronome “Ele”. Entendendo “mesmo” também como pronome, deve ser classificado morfologicamente como:
“Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção.” (2º§)
Destaca-se, na passagem, o vocábulo “mesmo” que cumpre um papel de reforço em relação ao pronome “Ele”. Entendendo “mesmo” também como pronome, deve ser classificado morfologicamente como:
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Q1052448
Texto I
O conto do vigário (Joseli Dias)
Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima.
A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas,...
O conto do vigário (Joseli Dias)
Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima.
A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas,...
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Q1052447
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa alterou a acentuação de algumas palavras. No entanto, “réis” (1º§) conserva o acento que recebia em função de seu ditongo aberto. Dentre as palavras abaixo, assinale a que apresenta, INDEVIDAMENTE, o acento gráfico.
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Q1052446
A expressão “Aos poucos”, que introduz o terceiro parágrafo, poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
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Q1052445
Em “Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia” (1º§), a construção destacada contribui para o sentido do texto, exprimindo um valor semântico: