Assim o amigo que volta de longe vem rico de muitas coisas e sua conversa é prodigiosa de riqueza; nós também desejamos nosso saco de emoções e novidades; mas para um sentir a mão do outro precisam se agarrar ambos a qualquer velha besteira: você se lembra daquela tarde em que tomamos cachaça num café que tinha naquela rua e estava lá uma loura que dizia, etc., etc. Então já não se trata mais de amizade, porém de necrológio. Sentimos perfeitamente que estamos falando de dois outros sujeitos, que, por sinal, já faleceram -- e eram nós.
(Fonte: BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1992.)
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações, considerando o emprego adequado da concordância verbal.
I. ( ) A f...





