Foi no Rio.Eu passava na Avenida quase meia-noite.Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelasinumeráveis.Havia uma promessa do mare bondes tilintavam,abafando o calorque soprava no ventoe o vento vinha de Minas.
Meus paralíticos sonhos desgosto de viver(a vida para mim é desejo de morrer)faziam de mim homem-realejo imperturbavelmentena Galeria Cruzeiro quente quentee como não conhecia, ninguém a não ser o doce ventomineiro,nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos comISSO.
Mas tremia na cidade uma fascinação casas compridas autos estendidos correndo caminho do mar voluptuosidade errante do calor mil presentes da vida aos homens indiferentes, que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis choraram.
O mar batia em meu peito, já não batia no cais. A ...