111 Q1093989
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
Texto 9A1
        No cotidiano de todo brasileiro, podemos visualizar as marcas que constituíram, a partir do século XVI, a presença dos povos africanos, de origem Banto e Iorubá, no Brasil. Essa presença está nas palavras que falamos, na gestualidade que produzimos e no nosso modo de pronunciar a língua portuguesa falada no Brasil.
        A entrada de grande número de africanos no Brasil, com suas diferentes culturas e línguas, passou por um processo de adaptação, de certo ajuste cultural e linguístico com a assimilação de novas palavras e, consequentemente, da forma como elas orientavam o entendimento da nova realidade vivida em português. Entretanto, ainda é possível visualizar a presença das pala...
112 Q1093364
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Quando falamos em pedagogia da variação linguística, não estamos propondo uma pedagogia da língua materna composta de módulos autônomos, mas tão somente estimulando uma reflexão focada nas grandes questões que envolvem a variação linguística no ensino de português sem perder de vista uma perspectiva integradora das várias dimensões desse ensino.          Dada a complexidade do tema, entendemos que é preciso ampliar o conjunto dos que debatem essas questões. Há uma complexa trama de representações, atitudes e valores que recobrem tanto a diversidade cultural do país quanto sua diversidade linguística. Aparentemente, temos avançado mais no trato positivo da diversidade cultural do que no da diversidade li...
113 Q1093315
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
JOÃO GRILO – Já fui barco, fui navio,                            Mas hoje sou escaler.                           Já fui menino, fui homem,                           Só me falta ser mulher.                           Valha-me Nossa Senhora (...)
A COMPADECIDA – Não, João, por que eu iria me zangar? Aquele é o versinho que Canário Pardo escreveu para mim e que eu agradeço. Não deixa de ser uma oração, uma invocação. Tem umas graças, mas isso até a torna alegre e foi coisa de que eu sempre gostei. (...)
PADRE (ajoelhando-se) ...
114 Q1093311
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
Índios
Legião Urbana Quem me dera, ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem Conseguiu me convencer que era prova de amizade Se alguém levasse embora até o que eu não tinha (...)
Quem me dera, ao menos uma vez Explicar o que ninguém consegue entender Que o que aconteceu ainda está por vir E o futuro não é mais como era antigamente
Quem me dera, ao menos uma vez Provar que quem tem mais do que precisa ter Quase sempre se convence que não tem o bastante Fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez Que o mais simples fosse visto como o mais importante Mas nos deram espelhos E vimos um mundo doente (...)
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda Assim pude trazer você de volta pra mim Quando descobri que é sempre só você Que...
115 Q1093304
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
O navio negreiro
Castro Alves
Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar (...)
E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado, E o baque de um corpo ao mar... (...)
Prende-os a mesma corrente — Férrea, lúgubre serpente — Nas roscas da escravidão. (...)
Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança...

A partir da leitura dos excertos precedentes do poema O navio negreiro, de Castro Alves, julgue o item a seguir. 


Identifica-se o emprego de metáfora no verso “— Férrea, lúgubre serpente —...

116 Q1093268
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Não é a paz que lhe interessa. Eles se preocupam é com a ordem, o regime desse mundo.       O problema deles é manter a ordem que lhes faz ser patrões. Essa ordem é uma doença em nossa história.        Para nós a terra é uma boca, a alma de um búzio. O tempo é o caracol que enrola essa concha. Encostamos o ouvido nesse búzio e ouvimos o princípio, quando tudo era antigamente.      A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda.
Mia Couto. O último voo do flamingo. Lisboa: Editorial Caminho, 2013 (com adaptações). 

Acerca de aspectos semânticos e gramaticais do t...

117 Q1093263
Língua Portuguesa Interpretação de Textos Figuras de Linguagem
Ano: 2025
Banca: CESPE / CEBRASPE
        Ela me incomoda tanto que fiquei oco. Estou oco desta moça. E ela tanto mais me incomoda quanto menos reclama. Estou com raiva. Uma cólera de derrubar copos e pratos e quebrar vidraças. Como me vingar? Ou melhor, como me compensar? Já sei: amando meu cão que tem mais comida do que a moça. Por que ela não reage? Cadê um pouco de fibra? Não, ela é doce e obediente.          Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava.          Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os...
118 Q959323
Língua Portuguesa Figuras de Linguagem Interpretação de Textos
Ano: 2023
Banca: IF-TO
No texto acima, o autor utiliza a expressão Lei da Selva para falar de momentos da história da humanidade quando as guerras eram constantes e desprovidas de qualquer justificativa para que ocorressem ou de qualquer tratado entre os povos que as regulasse ou as condenasse. Da Idade da Pedra à era do vapor, cada pessoa na Terra sabia que a qualquer momento os vizinhos poderiam invadir seu território, derrotar seu exército, chacinar seu povo e ocupar sua terra. A figura de linguagem empregada para expressar o sentido da expressão Lei da Selva, um estado das coisas em que tudo é válido, é:
119 Q959230
Língua Portuguesa Figuras de Linguagem Interpretação de Textos
Ano: 2023
Banca: FUNDATEC
Segundo Bechara, ‘muitas vezes utilizamos os fonemas para melhor evocar certas representações, e é deste emprego que surgem as aliterações, as onomatopeias e os vocábulos expressivos’. Relativamente a esses três itens, avalie as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Aliteração é a repetição de fonema, vocálico ou consonântico, igual ou parecido, para descrever ou sugerir acusticamente o que temos em mente e expressar, quer por meio de uma só palavra, quer por unidades mais extensas. Como ocorre no verso: ‘As asas ao sereno e sossegado vento’.
( ) Onomatopeia é o emprego de fonema em vocábulo para descrever acusticamente um objeto pela ação que exprime. São frequentes as onomatopeias que traduzem as vozes dos animais e os sons das coisas,...
120 Q959199
Língua Portuguesa Figuras de Linguagem Interpretação de Textos
Ano: 2023
Banca: MS CONCURSOS

Relacione as colunas sobre figuras de linguagem e marque a alternativa verdadeira.

Coluna I. 

A- Eufemismo.

B- Hipérbole.

C- Zeugma.

D- Hipérbato.

E- Pleonasmo.

F- Silepse.

G- Aliteração.


Coluna II.

(1) “Ele era bruto, bravo, como a agreste região onde nascera e morrera.”

(2) Há pessoas que se apropriam de coisas alheias.

(3) O bando de moleques brincava com a pipa. Não ouviam nem buzina nem chamado da mãe.

(4) Nem eu o ouvi, nem ele a mim.

(5) Viajam cansados os pescadores de ilusões.

(6) Choramos um choro sentido, mas nos refizemos logo.

(7) Ela possuía um mar de sonhos e aspirações.