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Q950374
Uma certeza já tenho para o ano que entra: me tornarei mais burro. À medida que os anos passam, minha capacidade de adaptação à realidade se torna menor. Brinco chamando de burrice, porque a questão é mais profunda. Sou da geração que está com 60 anos. É quase impossível acompanhar o mundo. Já nem sei quantas reformas ortográficas ocorreram durante meu tempo de vida. Foram algumas, e eu teria me adaptado, se não houvesse exceções em todas elas. Caem acentos, mas em alguns casos permanecem. Hífens sobrevivem. E assim por diante. Já me conformei, nunca mais escreverei de maneira tão perfeita quanto antes. Também aposto, e isso já é uma certeza, que surgirão inovações tecnológicas que não observarei. Gente, sou da época da máquina de escrever. Não tenho saudades, o computador é mais p...
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Q950355
Pregos
Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma. Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?” ...
Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma. Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?” ...
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Q950277
No último parágrafo do texto, o autor, ao elencar uma série de ações que complementam o sentido do substantivo necessidade (necessidade de obedecer ordens), deixa de repeti-lo diante das demais construções que o complementam, como em (de observar um código de honra; de buscar a glória; de amar, honrar ou temer seus oficiais; de acreditar numa causa; etc.). A figura de linguagem de que o autor faz uso para omitir esse termo, que é facilmente subentendido no enunciado, se chama:
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Q950238
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Antes do dia partir...
Por Martha Medeiros

(Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/m-antes.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem figurada.
Antes do dia partir...
Por Martha Medeiros

(Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/m-antes.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem figurada.
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Q950218
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem figurada.
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Q950200
Assinale a alternativa que indica a correta figura de linguagem presente no trecho a seguir: “Um ser delicado e contundente”.
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Q950173
Em cada frase a seguir, identifique o tipo de figura de linguagem utilizado e aponte a alternativa CORRETA em que elas se apresentam (na mesma ordem das frases).
I. Minha prima embarcou há pouco no avião para São Paulo. II. O olhar gelado da esposa já dizia tudo. III. O Rei do Futebol é brasileiro e nos deixou há poucos dias. IV. O céu esbravejava sua fúria tempestuosa naquela noite.
I. Minha prima embarcou há pouco no avião para São Paulo. II. O olhar gelado da esposa já dizia tudo. III. O Rei do Futebol é brasileiro e nos deixou há poucos dias. IV. O céu esbravejava sua fúria tempestuosa naquela noite.
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Q950169
O cronista lança mão da figura de linguagem conhecida como hipérbole em:
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Q950159
Pode ser considerada paradoxal a seguinte expressão empregada no texto:
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Q950142
Ao longo do texto o autor se vale de vários paradoxos, tal como o que ocorre na seguinte formulação: