Uma mulher, de quarenta e sete anos de idade, relatou que, há cerca de dois meses, começou a ser perseguida no trabalho. Ela afirma que é tratada com hostilidade por sua chefe e que é motivo de piada entre seus colegas. A paciente foi levada a um consultório médico por uma colega de trabalho, que negou todos os fatos. No exame psíquico, a paciente apresentava-se vígil; com vestes adequadas; atenção e memória preservadas; discurso coerente, sem alterações na forma; humor não polarizado, sem alterações sensoperceptivas; e pragmatismo preservado. Ademais, constatou-se que, apesar do grande sofrimento emocional, ela conseguia executar as suas atividades de trabalho de forma satisfatória. Não havia histórico de uso de substâncias psicoativas e o exame físico se mostrou inalterado...
Homem de quarenta e cinco anos de idade foi levado ao hospital por uma equipe responsável por abrigo de moradores de rua. Ele afirmava não se lembrar de quem era e dizia que, havia aproximadamente um mês, despertara em uma rua de Fortaleza, sem saber como havia chegado a essa cidade. No exame físico, não foram constatadas alterações, porém o paciente não se recordava de nada sobre sua origem ou vida pretérita. Apesar disso, ele conseguia realizar cálculos complexos com certa facilidade, bem como falar algumas frases em inglês. Entre seus pertences, não havia nenhum documento oficial de identificação, apenas um canhoto de passagem de ônibus, datado de trinta dias antes do atendimento médico, com indicação do trajeto Brasília — Fortaleza.
Nesse caso clínico, o diagnóst...