Questões de Línguas Outras

– Conforme Strobel (2008), cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição de identidades surdas e das almas das comunidades surdas. Isso significa que ela abrange:
  • A. A escola, a família, os amigos, os costumes do povo surdo.
  • B. Os amigos, a cultura, as festas e as viagens do povo surdo.
  • C. A língua, as ideias, as crenças, os costumes e os hábitos do povo surdo.
  • D. A escola, a família, os amigos, os costumes linguísticos e sociais do povo surdo.
  • E. A família, as ideias, as crenças, os costumes e os hábitos do povo surdo.
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O processo de transmissão cultural dos sujeitos surdos se dá através de experiências:
  • A. Familiares, visuais, com especialistas, médicos e fonoaudiólogos.
  • B. Em contato com a comunidade ouvinte a fim de possibilitar conhecimento efetivo.
  • C. Visuais, artísticas, sociais, contando com o auxílio de médicos e fonoaudiólogos.
  • D. Visuais, em escolas de surdos, em contato com a comunidade surda.
  • E. Visuais, artísticas, clínicas e em escolas inclusivas.
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Por que a Língua de Sinais é intensamente valorizada pelos sujeitos surdos?
  • A. Por ser universal, assim, unifica as culturas e cria um certo status em relação aos ouvintes.
  • B. Por permitir aos surdos que se comuniquem de forma segura diante de ouvintes, que, na maioria, são incapazes de compreender a Libras.
  • C. Porque a cultura surda é constituída pela linguagem de sinais, configuração de mãos, ponto de articulação que permite ao sujeito surdo falar e pensar como um ouvinte, garantindo uma igualdade entre as comunidades surda e ouvinte.
  • D. Porque permite que os ouvintes identifiquem os sujeitos surdos de forma rápida e efetiva.
  • E. Porque a cultura surda é formada por valores, costumes, história e expressão artística instituídos na língua de sinais. A língua de sinais é a principal e mais efetiva manifestação da identidade surda.
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É possível evidenciar algumas diferenças e semelhanças entre a língua oral e a língua de sinais. Assinale a alternativa que pontua corretamente a diferença entre a língua de sinais e a língua oral.
  • A. As línguas orais são aprendidas de forma visual, as de sinais são apreendidas de forma gestual.
  • B. As línguas orais são utilizadas por comunidades ouvintes, e as de sinais são utilizadas exclusivamente pela comunidade surda.
  • C. As línguas de sinais apresentam modalidade visual-espacial, enquanto as línguas orais são orais-auditivas.
  • D. As línguas de sinais são línguas universais, enquanto as orais têm variação linguística local.
  • E. A falta de sintaxe, semântica e morfologia são características das línguas de sinais, as línguas orais têm gramática própria.
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No que diz respeito às relações do intérprete com seus colegas, é INCORRETO afirmar que:
  • A. O intérprete deve agrupar-se com colegas profissionais com o propósito de dividir novos conhecimentos de vida e desenvolver suas capacidades expressivas e receptivas em interpretação e tradução.
  • B. O intérprete deve esforçar-se para reconhecer os vários tipos de assistência ao surdo, fazendo o melhor para atender as suas necessidades particulares.
  • C. Cada intérprete deve refletir, conversar com outros intérpretes e tomar decisões em relação a seu posicionamento com base nos princípios éticos destacados no código de ética.
  • D. O intérprete deve procurar manter a dignidade, o respeito e a pureza das línguas envolvidas.
  • E. O intérprete não deve esclarecer o público no que diz respeito ao surdo, pois os equívocos (má informação) que têm surgido sobre a área da surdez e sobre a comunicação com o surdo estão relacionadas com fatores sociológicos.
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Como o intérprete deve se portar diante do contexto de interpretação da língua portuguesa escrita no momento de provas e concursos?
  • A. Durante a prova, o candidato não pode dirigir questões relativas exclusivamente à língua portuguesa: significado, estrutura e vocabulário.
  • B. Se o candidato sugerir alguma escolha pessoal e solicitar a confirmação, seja ela através do olhar, o intérprete não precisa lhe informar que apenas fará a tradução do português para a língua de sinais, deixando claras as suas atribuições durante o processo.
  • C. Em relação ao processo de seleção, o intérprete pode informar aos monitores e responsáveis qual a sua função e como acontecerá a interpretação durante a execução das provas e do concurso, de modo a garantir a acessibilidade.
  • D. Sugere-se que se faça a tradução do português escrito para a língua de sinais de todas as questões da prova. O intérprete também deverá fazer a interpretação das instruções dadas na língua portuguesa falada e/ou escritas quando for o caso.
  • E. Em relação ao processo de seleção, o intérprete não entra em contato com os monitores do evento, garantindo o sigilo.
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Traduzir um texto em uma língua falada para uma língua sinalizada ou vice-versa é traduzir um texto vivo, uma linguagem viva. Acima de tudo, deve haver um conhecimento coloquial da língua para dar ao texto fluidez e naturalidade ou solenidade e sobriedade se ele for desse jeito. Catford (1980) define tradução da seguinte forma:
  • A. A habilidade em manipular as línguas envolvidas no processo de interpretação (habilidades em entender o objetivo da linguagem falada).
  • B. A habilidade para transferir uma mensagem da língua-fonte para língua-alvo sem a interferência da cultura ouvinte.
  • C. A substituição de material textual em uma língua (língua-fonte) por material textual equivalente em outra língua (Língua Materna). O termo equivalente é sem dúvida uma palavra-chave. Uma tarefa central em teoria de tradução consiste em definir a natureza e as condições da equivalência de tradução.
  • D. C) A substituição de material textual em uma língua (língua-fonte) por material textual equivalente em outra língua (Língua Materna). O termo equivalente é sem dúvida uma palavra-chave. Uma tarefa central em teoria de tradução consiste em definir a natureza e as condições da equivalência de tradução.
  • E. A habilidade para usar microfone e para interpretar usando fones, quando necessário ou solicitado pelo sujeito surdo.
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De acordo com Robertz (1992 apud Quadros, 2003), a ideia de imparcialidade no ato da interpretação precisa ser considerada. Quais as competências necessárias a um profissional tradutor-intérprete?
  • A. Linguística, morfológica, motora, na área, bicultural e técnica.
  • B. Linguística, expressiva, técnica, na área, bicultural e técnica.
  • C. Fonética e fonológica, para transferência, metodológica, na área, bicultural e técnica.
  • D. Linguística, para transferência, metodológica, na área, bicultural e técnica.
  • E. Linguística, discursiva, comunicativa, na área, bicultural e de interpretação.
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Ainda sobre os Modelos de Tradução e Interpretação, é necessário destacar o processo que o intérprete deve adotar no modelo cognitivo, qual seja:
  • A. Compreender e traduzir na língua materna; ser capaz de avaliar o surdo; ser um facilitador no significado da língua.
  • B. Traduzir a mensagem na língua materna; ser capaz de ressignificar na língua-alvo; ser capaz de expressar a mensagem na língua-alvo sem lesar a mensagem transmitida na língua-alvo.
  • C. Apresentar a mensagem na língua-fonte; ser capaz de internalizar o significado na língua-alvo; transmitir e expressar a mensagem na língua materna mostrando familiaridade com a mensagem transmitida na língua de sinais.
  • D. Apreender a mensagem na língua-fonte; ser capaz de analisar seu significado; ser capaz de expressar a mensagem na língua-alvo, independentemente da mensagem transmitida na língua-fonte.
  • E. Entender a mensagem na língua-fonte; ser capaz de internalizar o significado na língua-alvo; ser capaz de expressar a mensagem na língua-alvo sem lesar a mensagem transmitida na língua-fonte.
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O contexto histórico dos tradutores e intérpretes de língua de sinais (TILS) no Brasil costuma situar as primeiras atuações destes no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, principalmente no contexto religioso. Porém, é na segunda metade dos anos 1980 que os TILS passaram, com a ajuda da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (FENEIS), a se organizar enquanto categoria. Em 1988, aconteceu o I Encontro Nacional de Intérpretes, mas foi em 1992, durante o II Encontro Nacional de Intérpretes, que
  • A. foi homologado o texto base que veio a dar origem, em 2002, à Lei de Libras.
  • B. foi criada a comissão responsável pela fundação, no ano seguinte, da Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes de Libras.
  • C. foi criado o Departamento Nacional de Intérpretes que, inspirado pelo Registro de Intérpretes para Surdos dos Estados Unidos, passou a organizar a ação dos TILS no Brasil.
  • D. foi criada a regulamentação da profissão do TILS, e, pela primeira vez, foi lançada uma tabela nacional de remuneração.
  • E. se executou a junção da interpretação e da tradução, que, antes dessa data, eram entendidas como elementos separados e demandavam profissionais diferentes na respectiva execução.
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