“Por trás dos teus pensamentos e sentimentos, irmão, há um poderoso soberano, um sábio desconhecido – ele se chama Simesmo”. NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 35. Este “Si-mesmo”, também chamado de “grande razão”, é, segundo Nietzsche,
O homem, após ter uma variedade de experiências, compara e estabelece relações entre os dados apreendidos. Desta forma, reconhece regularidades na natureza das coisas particulares e pode formular leis superiores por meio da generalização. Este trecho descreve o método
Em sua obra Metafísica, Aristóteles descreve a doutrina de Tales de Mileto: “Tales diz que a origem é a água, pelo que sustentava ainda que a terra está sobre a água; considerava, talvez, prova disso ver que o alimento de todas as coisas é húmido e que até o quente se gera e vive no úmido; ora, aquilo de que tudo se gera é origem de tudo. Pelo que se ateve a tal conjectura, e ainda por terem os gérmens de todas as coisas uma natureza úmida”. Adaptado de ABBAGNANO, N. História da Filosofia. Lisboa: Presença, 1991, vol 1, p. 34. Com base no trecho, assinale a afirmativa que qualifica corretamente a estrutura argumentativa da filosofia de Tales de Mileto.
O filósofo Martin Heidegger leu de maneira crítica a modernidade como era da técnica. Em contraste com a ideologia iluminista do progresso, via de outro modo o avanço da ciência e o sucesso de suas aplicações no domínio sobre a natureza. Por este caminho, o homem estaria se afastando de uma dimensão fundamental da própria existência. Assinale a opção que identifica corretamente a crítica formulada por Heidegger à técnica.
“Se essa rara felicidade que nos coube de viver em uma República, na qual a inteira liberdade de julgar e honrar a Deus conforme sua própria compleição é dada a cada um, e todos têm a liberdade como o mais caro e doce dos bens, acreditei mostrar que não apenas essa liberdade pode ser concedida sem perigo para a piedade e a paz do Estado, mas que não a poderíamos suprimir sem destruir a paz do Estado e a piedade”. Adaptado de SPINOZA, Baruch. Obra completa III: Tratado teológico-político. São Paulo: Perspectiva, 2014. Assinale a opção que identifica corretamente a proposta do filósofo a respeito da regulamentação ou não do Estado em matéria religiosa.
“Este é o mais seguro de todos os princípios. Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e não seja”. Adaptado de ARISTÓTELES. Metafísica: volume II. São Paulo: Edições Loyola, 2015. Avalie as proposições a seguir com base na formulação aristotélica do princípio de não contradição. I. É impossível que a mesma parede seja branca e não branca, a não ser que se atribuam sentidos diferentes ao termo “branco”. II. É impossível estabelecer um sentido unívoco para valores como justiça e ética, uma vez que decorrem de experiências culturais múltiplas. III. É impossível estabelecer juízos verdadeiros e falsos a respeito dos fenômenos, pois eles dependem das convenções lógicas adotadas. Em relação ao princípio aristotélico, é pertinente o que e...
A água, o fogo, o ar, o indeterminado, o átomo: estes são alguns dos elementos considerados pelos pensadores pré-socráticos como o princípio original de todas as coisas. Nesse contexto, a ideia de princípio original era expressa, em vocabulário filosófico, como
“São, portanto, os próprios povos que se deixam ou, ainda, se fazem maltratar, pois ao pararem de servir estariam livres; é o povo que se subjuga, que corta a própria garganta, que, podendo escolher entre servir ou ser livre, abandona a liberdade e toma o jugo, que consente com seu infortúnio e, até mesmo, o busca”. No trecho acima, Étienne de La Boétie (1530-1563) expõe um problema ao qual dedicou seu pensamento, isto é, o problema
“Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem”. ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114. De acordo com a perspectiva defendida pelos autores, é correto afirmar que