A cultura corporal de movimento influencia a Educação Física escolar. Essa relação deve constituir-se num tempo e espaço de conhecer, de provar, de criar e recriar as práticas corporais produzidas pelos seres humanos. Nesse contexto, professores e alunos deverão ser:
Conhecer o próprio corpo pode ser o princípio de todo conhecimento que alguém pode ter, pois conhecer o corpo é conhecer-se a si mesmo. Espera-se que os alunos da Educação Básica aprendam a conhecer o próprio corpo, seus sistemas orgânicos, sua subjetividade e afetividade inter-pessoal. Eles também não devem se limitar a esse conhecimento, pois seu corpo está relacionado ao seu ser, aos outros e à cultura, enfim, ao mundo que nos cerca e ao contexto mais amplo do ambiente. É necessário que os professores de Educação Física escolar saibam como ensinar esses conteúdos. E, nesse sentido, os professores necessitam compreendê-los antes de ensiná-los, porque ensinar engloba compreender, refletir e:
Entre as críticas freqüentes ao modelo tradicional de avaliação, uma aponta o fato de ela restringir-se ao domínio motor, como se a Educação Física implicasse somente o rendimento físico, e não as relações cognitivas, afetivas e sociais subjacentes. A avaliação em Educação Física escolar deve considerar a observação, análise e conceituação de elementos que compõem a totalidade da conduta humana, ou seja, a avaliação dos alunos deve estar voltada para a aquisição de competências, habilidades, conhecimentos e:
Longe de ser instrumento de pressão e castigo, a avaliação deve mostrar-se útil para as partes envolvidas (professores, alunos e escola), contribuindo para o auto-conhecimento e para análise das etapas já vencidas, no sentido de alcançar objetivos previamente traçados. A avaliação é um processo contínuo de:
Na perspectiva tradicional ou esportivista que vigorou a partir da década de 1970 no país, predominavam concepções avaliativas na Educação Física escolar, que consideravam existir um modelo ideal e um desempenho esperado. Os testes forneciam informações quantitativas que deviam ser comparadas com a norma, tabela ou padrão. Enfatizavam a medição, as habilidades motoras e:
A adaptação e a modificação de atividades no sentido de contemplar a heterogeneidade do grupo deve estender-se a todas as situações nas quais o professor perceba algum problema, o que pode ocorrer por diferentes razões, como diferenças de habilidade, gênero, biorritmo, etc. Compete ao professor:
Nas aulas de Educação Física escolar, observamos que os alunos expressam comportamentos de excitação, cansaço, medo, vergonha, prazer, satisfação, entre outros. Isso se deve, muitas vezes, ao fato de as atitudes serem afetadas pela intensidade e qualidade dos estados emocionais vivenciados corporalmente, onde ocorrem situações que permitem uma intensa mobilização:
A nova significação atribuída à Educação Física escolar é que ela ultrapasse a idéia única de estar voltada apenas para o ensino do gesto motor correto. Muito mais que isso, cabe ao professor de Educação Física problematizar, interpretar, relacionar, compreender com seus alunos as amplas manifestações da cultura corporal, de tal forma que os alunos compreendam:
Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física apontam alguns caminhos, através dos conteúdos da cultura corporal de movimento, como colaboradores na formação do cidadão, que se pretende participativo, solidário:
Nas vivências físicas e esportivas induzidas pela Educação Física escolar, entre outros valores, o professor deve incentivar as relações humanas solidárias, respeitosas e: