Antropologia
Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Em uma entrevista com o crítico Paul Gilroy para sua antologia Small Acts: Thoughts on the Politics of Black Cultures [Pequenos atos: reflexões sobre a política das culturas negras] (1994), a romancista Toni Morrison (1931-2019) argumentou que os sujeitos africanos que vivenciaram a captura, o roubo, o rapto, a mutilação e a escravidão foram os primeiros modernos.
ESHUN, Kodwo. Outras considerações sobre o Afrofuturismo. In: Histórias afroatlânticas: antologia. São Paulo: MASP, 2022.
O trecho acima apresenta uma relação entre a experiência das populações negras escravizadas e a condição do indivíduo na modernidade.
Assinale a opção que apresenta o aspecto que justifica esta afirmação.
Antropologia
Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Leia o trecho a seguir, que discorre sobre a noção de democracia racial.
As ideias às vezes antecedem os nomes que no presente as denominam, outras vezes lhes sucedem, quando novas ideias tomam de empréstimo velhos nomes. No caso da “democracia racial”, tal como a conhecemos no Brasil do século XX, ela foi usada em pelos menos três sentidos distintos: foi ideal de igualdade de direitos entre raças numa democracia política, à maneira norte-americana; teve o sentido de hierarquia de raças numa cidadania limitada e hierarquizada, mas não ditatorial; e significou, enfim, trânsito, mescla, intimidade e convivência entre raças.
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Modernidades negras: a formação racial brasileira (1930-1970). São Paulo: Editora 34, 2021. (Adapt...
Antropologia
Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
[O] cenário muda radicalmente com a constatação de que os TupiGuarani eram capazes de produzir muito além dos níveis vitais. No que se refere a desenvolvimento, isso obriga a pensar nos nativos como produtores de excedentes, como produtores de riqueza – a tomá-los como base para a história [da riqueza no Brasil].
CALDEIRA, Jorge. História da riqueza no Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017.
O texto refere-se à mudança de entendimento sobre aspectos econômicos dos povos indígenas brasileiros, o qual carregava valor paradigmático.
Antropologia
Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No trecho a seguir, o pensador quilombola, também conhecido como Nêgo Bispo, apresenta uma estratégia contracolonial para a relação com a língua.
Certa vez, fui questionado por um pesquisador de Cabo Verde: “Como podemos contracolonizar falando a língua do inimigo?”. E respondi: “Vamos pegar as palavras do inimigo que estão potentes e vamos enfraquecê-las. E vamos pegar as nossas palavras que estão enfraquecidas e vamos potencializá-las. Por exemplo, se o inimigo adora dizer desenvolvimento, nós vamos dizer que o desenvolvimento desconecta, que o desenvolvimento é uma variante da cosmofobia. Vamos dizer que a cosmofobia é um vírus pandêmico e botar para ferrar com a palavra desenvolvimento. Porque a palavra boa é envolvimento”.
Antropologia
Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicionais
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Leia o trecho a seguir.
Não foram apenas os intelectuais racistas formuladores das propostas de branqueamento racial ou os propagadores da mestiçagem hierarquizada e cordial que viram os povos bantos como dotados de um conjunto de práticas desprovidas de maior profundidade. Até mesmo intelectuais comprometidos com a valorização das culturas africanas para a formação da identidade brasileira consideraram os saberes e espiritualidades dos bantos menos sofisticados, complexos e elaborados do que os dos iorubás, trouxeram ao Brasil o culto dos orixás.
SIMAS, Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.
Com base no trecho, que aborda as tensões em torno das culturas africanas no Brasil, assinale ...
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Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicionais
Ano:
2025
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Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No trecho a seguir, Pierre Clastres apresenta uma leitura sobre a organização política das sociedades sem Estado.
[O] que os selvagens [sic] nos mostram é o esforço permanente para impedir os chefes de serem chefes, é a recusa da unificação, é o trabalho de conjuração do Um, do Estado. A história dos povos que têm uma história é, diz-se, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á com ao menos tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado.
CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
Assinale a opção que melhor representa a concepção do autor.
Antropologia
Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
Ano:
2025
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Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No texto a seguir, o autor apresenta uma aparente contradição no discurso da modernidade.
Se o “espírito” era “moderno”, ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da “mão morta” de sua própria história — e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo). Lembremos, no entanto, que tudo isso seria feito não para acabar de uma vez por todas com os sólidos e construir um admirável mundo novo livre deles para sempre, mas para limpar a área para novos e aperfeiçoados sólidos.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.
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Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicionais
Ano:
2025
Banca:
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No fragmento a seguir, Marcel Mauss discorre sobre a vida econômica em determinadas sociedades não ocidentais, propondo um contraste em relação às concepções modernas.
[T]oda essa economia muito rica está cheia de elementos religiosos: a moeda tem ainda seu poder mágico e ainda está ligada ao clã ou ao indivíduo; as diversas atividades econômicas, por exemplo o mercado, ainda estão impregnadas de ritos e de mitos; conservam um caráter cerimonial, obrigatório, eficaz; estão repletas de ritos e de direitos. É algo muito diferente do útil que circula nessas sociedades, a maioria delas já bastante esclarecidas.
MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
De acordo com o fragmento, assinale a afirmativa correta.
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Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
Ano:
2025
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Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No trecho a seguir, Philippe Descola apresenta elaborações sobre a relação entre humanos e meio ambiente.
Faz pouco tempo que começamos a ter a medida do preço extremamente alto que será preciso pagar pela exploração imoderada de nosso meio ambiente, com a poluição crescente do solo, do ar, da água e também dos organismos vivos, com o desaparecimento acelerado de inúmeras espécies de plantas e animais, com as consequências dramáticas do aumento do efeito estufa sobre o planeta. Em outros lugares do mundo, muitas culturas não seguiram o mesmo caminho, não isolaram a natureza como se ela fosse um domínio à parte, exterior, onde toda causa pode ser estudada cientificamente e onde tudo pode ser rentabilizado a serviço dos homens.
Antropologia
Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
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2025
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Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No texto a seguir, Muniz Sodré discorre sobre relações entre o fenômeno do sincretismo e a religiosidade.
No sentido amplo, o amálgama sincrético pertence ao fenômeno da interculturalidade, que se tornou mais característico nas religiões universais: ao se expandir, o cristianismo, por exemplo, incorporou crenças locais, assim como fez o islamismo com relação ao judaísmo e ao cristianismo. Muitos séculos antes disso, os cultos africanos também se constituíram a partir de uma linhagem sincrética de sistemas de crenças egípcios, indianos e outros. O sincretismo comporta aspectos tanto espontâneos quanto estratégicos. No caso dos cultos afro-brasileiros, pode-se falar de uma estratégia de natureza religiosa, mítica e histórica, destinada a assegurar a continuidade dos afr...