831 Q852397
Português Interpretação de Textos
Ano: 2009
Banca: INEP
Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
[comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e [
sem horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive our...
832 Q852962
Português Interpretação de Textos Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2008
Banca: INEP
A Ema
O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste,
no anoitecer, na segunda quinzena de junho, indica o início
do inverno para os índios do sul do Brasil e o começo da
estação seca para os do norte. É limitada pelas
constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul, ou
Cut'uxu. Segundo o mito guarani, o Cut’uxu segura a
cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela
se soltar, beberá toda a água do nosso planeta. Os tupis-
guaranis utilizam o Cut'uxu para se orientar e determinar a
duração das noites e as estações do ano.
A ilustração a seguir é uma representaç&atild...
833 Q852951
Português Interpretação de Textos
Ano: 2008
Banca: INEP
Imagem 012.jpg

Assinale a opção que apresenta um verso do soneto de Cláudio Manoel da Costa em que o poeta se dirige ao seu interlocutor.
834 Q852950
Português Interpretação de Textos
Ano: 2008
Banca: INEP


Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro informal, ou coloquial, da linguagem.
835 Q852924
Português Interpretação de Textos
Ano: 2008
Banca: INEP


Entre os seguintes ditos populares, qual deles melhor corresponde à figura acima?
836 Q852906
Português Interpretação de Textos
Ano: 2008
Banca: INEP
A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada... Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os personagens, sem nenhum dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras! Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. E muito da vida, com as suas maldades e as suas grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e naqueles intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis! O que fazia a velha Totonha mais curiosa era a cor local que ela punha nos seus descritivos. Quando ela queria pintar um reino era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios e florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam muito com a Paraíba e a Mat...
837 Q852502
Português Interpretação de Textos
Ano: 2007
Banca: INEP
imagem-retificadaintro-texto-001.jpg A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das informações do texto II, relativas às concepções artísticas do romance social de 1930, avalie as seguintes afirmativas.

I O pobre, antes tratado de forma exótica e folclórica pelo regionalismo pitoresco, transforma-se em protagonista privilegiado do romance social de 30.

II A incorporação do pobre e de outros marginalizados indica a tendência da ficção brasileira da década de 30 de tentar superar a grande distância entre o intelectual e as camadas populares.

III Graciliano Ramos e os demais autores da década de 30 conseguiram, com suas obras, mod...
838 Q852501
Português Interpretação de Textos
Ano: 2007
Banca: INEP
imagem-retificadaintro-texto-001.jpg No texto II, verifica-se que o autor utiliza
839 Q852495
Português Interpretação de Textos
Ano: 2007
Banca: INEP
imagem-retificadaintro-texto-003.jpg


Confrontando-se as informações do texto com as da charge acima, conclui-se que
840 Q852491
Português Interpretação de Textos
Ano: 2007
Banca: INEP
O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.

Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
[dono da mercearia.

Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

(...)

Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
...