Questões sobre O Sujeito Moderno do ENEM

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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2019 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia

A lenda diz que, em um belo dia ensolarado, Newton estava relaxando sob uma macieira. Pássaros gorjeavam em suas orelhas. Havia uma brisa gentil. Ele cochilou por alguns minutos. De repente, uma maçã caiu sobre a sua cabeça e ele acordou com um susto. Olhou para cima. “Com certeza um pássaro ou um esquilo derrubou a maçã da árvore”, supôs. Mas não havia pássaros ou esquilos na árvore por perto. Ele, então, pensou: “Apenas alguns minutos antes, a maçã estava pendurada na árvore. Nenhuma força externa fez ela cair. Deve haver alguma força subjacente que causa a queda das coisas para a terra”.

The English Enlightenment, p. 1-3, apud MARTINS, R. A. A maçã de Newton: história, lendas e tolices. In: SILVA, C. C. (org.). Estudos de história e filosofia das ciências: subsídios para aplicação no ensino. São Paulo: Livraria da Física, 2006. p. 169 (adaptado).


Em contraponto a uma interpretação idealizada, o texto aponta para a seguinte dimensão fundamental da ciência moderna:

    A) Falsificação de teses.
    B) Negação da observação.
    C) Proposição de hipóteses.
    D) Contemplação da natureza.
    E) Universalização de conclusões.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2015 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para o fim.

AQUINO, T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).

No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia como o regime de governo capaz de

    A) refrear os movimentos religiosos contestatórios.
    B) promover a atuação da sociedade civil na vida política.
    C) unir a sociedade tendo em vista a realização do bem comum.
    D) reformar a religião por meio do retorno à tradição helenística.
    E) dissociar a relação política entre os poderes temporal e espiritual.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2015 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL

TEXTO I


A melhor banda de todos os tempos da última semana

O melhor disco brasileiro de música americana

O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado

O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos

Não importa contradição

O que importa é televisão

Dizem que não há nada que você não se acostume

Cala a boca e aumenta o volume então.

MELLO, B.; BRITTO, S. A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001 (fragmento).


TEXTO II


O fetichismo na música e a regressão da audição


Aldous Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta: quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão? Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a música de entretenimento serve ainda como entretenimento? Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem como expressão, para a incapacidade de comunicação.

ADORNO, T. Textos escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.


A aproximação entre a letra da canção e a crítica de Adorno indica o(a)

    A) lado efêmero e restritivo da indústria cultural.
    B) baixa renovação da indústria de entretenimento.
    C) influência da música americana na cultura brasileira.
    D) fusão entre elementos da indústria cultural e da cultura popular.
    E) declínio da forma musical em prol de outros meios de entretenimento.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2015 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL

Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte suprema da Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza.


AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).


Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque

    A) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
    B) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
    C) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
    D) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
    E) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2012 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia



A reivindicação dos direitos culturais das minorias, como exposto por Habermas, encontra amparo nas democracias contemporâneas, na medida em que se alcança

    A) a secessão, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condição da sua concentração espacial, num tipo de independência nacional.

    B) a reunificação da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades étnicas, confissões religiosas e formas de vida, em torno da coesão de uma cultura política nacional.

    C) a coexistência das diferenças, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate público, cientes de que estarão vinculados à coerção do melhor argumento.

    D) a autonomia dos indivíduos que, ao chegarem à vida adulta, tenham condições de se libertar das tradições de suas origens em nome da harmonia da política nacional.

    E) o desaparecimento de quaisquer limitações, tais como linguagem política ou distintas convenções de comportamento, para compor a arena política a ser compartilhada.

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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2011 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre
    A) fé e misticismo.
    B) ciência e arte.
    C) cultura e comércio.
    D) política e economia.
    E) astronomia e religião.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2011 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz respeito às crianças — o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias exibidas na televisão.
GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

O texto indica que existe uma significativa produção científica sobre os impactos socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular, são as mais vulneráveis a essas influências, porque
    A) codificam informações transmitidas nos programas infantis por meio da observação.
    B) adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social.
    C) interiorizam padrões de comportamento e papéis sociais com menor visão crítica.
    D) observam formas de convivência social baseadas na tolerância e no respeito.
    E) apreendem modelos de sociedade pautados na observância das leis.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2011 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia

O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).
FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de S. Paulo. 4 out. 2009 (adaptado).

O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são
    A) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.
    B) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.
    C) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente.
    D) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter.
    E) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2010 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia

A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. Aética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política. CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado) O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser compreendida como
    A) instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.
    B) mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.
    C) meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.
    D) parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.
    E) aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.
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Filosofia - O Sujeito Moderno - INEP - 2008 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - Prova Amarela

A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do mundo.”

Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. Th Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações

O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que
    A) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.
    B) a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando o saber médico.
    C) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.
    D) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.
    E) o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.
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