Sobre aspectos gerais relacionado à leucemia mieloide crônica (LMC), analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Cerca de metade dos pacientes são diagnosticados na fase acelerada ou em crise blástica.
( ) Cerca de metade dos pacientes são assintomáticos ou têm apenas sintomas inespecíficos leves no momento do diagnóstico que muitas vezes ocorre por “achados incidentais” no hemograma.
( ) No processo fisiopatológico básico da LMC não ocorre bloqueio de maturação, mas sim um acúmulo desordenado de células maduras da linhagem mieloide.
Considere um paciente que está em tratamento de leucemia mieloide crônica com imatinibe há 12 meses. Nunca apresentou fase acelerada ou crise blástica. Nesta consulta de reavaliação apresenta ao exame físico hepatomegalia mas não há esplenomegalia ou linfadenopatia palpáveis. Hemograma com plaquetas de 425 mil/mm3 , leucócitos 8000/mm3 (60% segmentados, sem formas imaturas no sangue periférico, 20% linfócitos, 10% basófilos, 5% eosinófilos, 5% monócitos). Citogenética com presença do cromossomo Philadelphia em 20%. Não realizou teste para avaliar resposta molecular. Quanto à resposta ao tratamento neste caso, assinale a alternativa correta.
Para o diagnóstico de Leucemia Mieloide Aguda (LMA) em geral é exigida a presença de ? 20% de blastos mieloides na avaliação citológica/histológica da medula óssea ou sangue periférico. Porém, existe um grupo de mutações recorrentes que quando presentes são capazes por si só de fechar o diagnóstico de LMA independentemente da quantidade de blastos. Das mutações descritas como suficientes para diagnóstico de LMA independentemente da quantidade de blastos, assinale a alternativa incorreta.
A leucemia cutis é um sinal clínico pouco frequente mas que deve ser lembrado na prática hematológica durante a avaliação de pacientes com suspeita de leucemia é o acometimento da pele com nódulos e placas eritêmato-violáceas. Sobre a leucemia cutis, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Pode sinalizar crise blástica em leucemias crônicas.
( ) Ocorre devido imunodepósitos e hipersensibilidade eosinofílica no subcutâneo.
( ) Em geral está associada com melhor prognóstico e melhor resposta terapêutica.
Mulher de 41 anos apresentava artralgia difusa grave. Hemograma com hematócrito de 33%, leucócitos 11000/mm3 com blastos periféricos e plaquetas 45000/mm3 . Biópsia de medula óssea consistente com leucemia linfoblástica aguda. Blastos com citometria de fluxo positiva para CD10, CD19, CD20, CD22 e CD45. Citogenética normal. No esquema de terapia inicial, além de prednisona, vincristina, daunorrubicina e L-asparaginase assinale a alternativa que apresenta o anticorpo monoclonal apropriado para o caso.
Homem de 61 anos apresenta há 2 meses adenomegalias difusas nas regiões cervicais, axilares e inguinais bilateralmente. Também tem apresentado febre geralmente ao final do dia e perda ponderal não intencional (peso há três meses = 82 kg; peso atual = 68 kg). Acredita os principais motivos que levou à perda de peso são dispepsia progressiva e menor tolerância para ingerir quantidades generosas de alimentos, com saciedade precoce atualmente e alguns episódios de vômitos. Antecedentes patológicos: portador de HIV, com tratamento antirretroviral regular. Ao exame físico apresenta linfadenomegalias difusas com alguns conglomerados endurecidos de até 5 cm de diâmetro. Exames laboratoriais: Hb 11.3 g/dL; VCM 86 fL; plaquetas 210 mil/mm3 ; leucócitos 5200/mm3 (diferencial dentro do esperado); Cr ...
Mulher de 36 anos, previamente hígida, deu entrada no pronto atendimento devido fadiga intensa há três dias associada com múltiplas lesões petequeais difusas pelo corpo. Nas últimas 24h também apresentou episódios de desorientação e confusão mental. Ao exame físico está com estado geral regular, sinais vitais estão dentro da normalidade (exceto por temperatura subfebril em 37.6ºC), hipocorada, ictérica e com petéquias no tronco e membros inferiores. Exames laboratoriais: Hb 8.1 g/dL; VCM 102 fL; leucócitos 7200/mm3 (distribuição sem alterações marcantes); plaquetas 9000/mm3 ; reticulócitos 7.6%; lâmina de sangue periférico com eritroblastos circulantes, macrocitose e numerosos esquizócitos; DHL 3500 U/L; bilirrubina total 6.4 mg/dL (predomínio de bilirrubi...
Mulher de 24 anos, sem comorbidades ou uso de drogas prévias, é trazida ao pronto-socorro devido epistaxe incoercível nas últimas 6 horas. Além disso, há cerca de três dias estava notando múltiplas equimoses e hematomas pelo corpo, sem episódios de trauma relacionado. Queixa-se ainda de sensação de fraqueza, sonolência e não consegue concentrar-se durante as aulas da faculdade. Ao exame físico está com aparência doente, epistaxe ativa, descorada 3+/4, com discreta icterícia, taquicárdica e demais sinais vitais dentro da normalidade. Além disso, notam-se lesões equimóticas espalhadas principalmente no braço direito e membros inferiores. Presença de esplenomegalia e sem linfonodos palpáveis. Exames laboratoriais: Hb 8.8 g/dL; leucócitos 2000/mm3 (segmentados 900/ mm3 , linfócitos 800 mm3 , ...
Quando há alargamento de parâmetros de coagulação, como o tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPa) um dos exames complementar que pode auxiliar com pista diagnósticas é o teste da mistura, onde o plasma do paciente é misturado com plasma normal de doadores na proporção 1:1 e observa-se qual o efeito sobre o respectivo parâmetro alterado de coagulação. Sobre o teste da mistura, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Em casos de síndrome do anticorpo antifosfolipídio, espera-se que na maioria dos casos ocorra correção do TTPa após o teste da mistura.