Na clínica das psicoses, tanto no tratamento quanto na reabilitação, a Terapia Ocupacional é sempre incluída como uma alternativa terapêutica. O planejamento e a condução das intervenções terapêutico ocupacionais estão vinculadas ao contexto de um serviço e de uma equipe constituída por profissionais e competências diversas, mas que buscam, no desenvolvimento do projeto terapêutico individual, a integração destas vertentes. A especificidade da Terapia Ocupacional, frente ao paciente psicótico, é
Paciente portador de esquizofrenia, 22 anos, sexo masculino, desde os 16 começou a apresentar dificuldades tanto de rendimento escolar quanto de relacionamentos sociais. Atualmente, em tratamento no CAPS, prevalece o quadro de embotamento afetivo, rede social pobre, alucinações auditivas e ideias de que a comida e a água de sua casa estão contaminadas. Apresenta crítica parcial da doença. Pretende trabalhar, pois se acha “velho” para estudar. Foi encaminhado para avaliação e inserção em projeto de Terapia Ocupacional. Os aspectos avaliados pelo terapeuta ocupacional e os objetivos gerais que podem ser traçados para este caso são, respectivamente:
A desinstitucionalização na psiquiatria, vai além do fechamento dos hospitais psiquiátricos nos quais os pacientes ficavam internados por anos. Ela é entendida como o modo pelo qual se trabalha com novas possibilidades de vida das pessoas que, por anos ou décadas, viveram nesses espaços confinados. Não se trata de extinguir a internação médica, pois há momentos nos quais ela se faz necessária, mas sim acabar com a institucionalização. Para tanto, a Atenção Básica aparece como eixo que estrutura e viabiliza o cuidado em Saúde Mental contribuindo para que as internações sejam as mais breves possíveis, favorecendo a não institucionalização. Com relação a isso, é correto afirmar que
Na literatura, encontramos diversos modelos descritos sobre o conceito de Reabilitação Psicossocial. Alguns focam a reabilitação somente no indivíduo, outros na sociedade e outros que a reabilitação só acontece se forem considerados indivíduo e sociedade. No modelo proposto por Saraceno (1999), o autor descreve os três eixos sobre os quais se constrói a Reabilitação Psicossocial. São eles:
A Terapia Ocupacional caracteriza-se por promover processos que estimulam, incrementam e dão oportunidade à participação social das pessoas, grupos sociais e comunidades que experimentam impedimentos ou confrontam-se com obstáculos para realizar atividades significativas para si e para o meio social. Esses impedimentos caracterizam-se por conexões com problemáticas diversas de ordem
Considere as assertivas sobre o papel do Terapeuta Ocupacional no Serviço de Acolhimento Institucional, na Modalidade Abrigo Institucional.
I. Facilita e promove a organização cotidiana, criando e valorizando os momentos de convívio e de trocas relacionais e de afeto.
II. Elabora projetos singulares de vida de forma dialogada, focando as estratégias e as atividades capazes de organizar a vida cotidiana, favorecer o pertencimento familiar e grupal e a adesão em projeto futuro.
III. Desenvolve brincadeiras, jogos e atividades criativas como instrumentos importantes para possibilitar a transformação de relações e de espaços indiferenciados em espaços de acolhimento e de produção de vida.
IV. Elabora a grade de atividades institucionais internas do serviç...
A Terapia Ocupacional é especialmente relevante no que diz respeito à vida cotidiana das pessoas e grupos acompanhados, articulando suas expressões culturais e econômicas. Pesquisas desenvolvidas nesse campo têm contribuído para agregar complexidade à compreensão e ao manejo das atividades cotidianas enquanto operadoras da participação social. Em Terapia Ocupacional, as atividades
As ações da Terapia Ocupacional na Assistência Social, seguem a Tipificação Nacional dos Serviços Sócio assistenciais, organizada com base na definição dos diferentes níveis de complexidade do Sistema Único de Assistência Social. O Terapeuta Ocupacional, no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à família,