Roberta é assistente social em uma empresa de grande porte, e aceita receber estagiários pela primeira vez. Quando Roberta recepciona os estudantes, esclarece que a supervisão “(...) constitui-se em uma atividade programada que se realiza segundo uma sistematização programática, muitas das vezes, por meio de controle, acompanhamento, avaliação e replanejamento. Pauta-se em decisões em termos de diretrizes ou procedimentos operacionais previamente estabelecidos, normas e metas a serem cumpridas”. (Guerra & Braga, 2009, p. 539).
Esse esclarecimento denota que Roberta entende a supervisão como:
Em contexto de crise, como a que o Brasil vivencia atualmente, as políticas sociais são um dos principais alvos. Nas transformações ocorridas nas políticas sociais para o enfrentamento da crise, os assistentes sociais são institucionalmente instados a:
De acordo com o texto 2, o assistente social que se orienta por um projeto de trabalho construído a partir da realidade de seu espaço sócio-ocupacional dificilmente estabelecerá ações de caráter:
Daniel está inaugurando o Serviço Social em uma instituição pública de Programas de Habitação. Entretanto, ele e sua equipe nada sabem a respeito dessa questão. A fim de preparar-se, juntamente com a sua equipe, para a construção do projeto de prática profissional no setor, Daniel solicita a ajuda de um expert para assisti-los teórica e tecnicamente.
Tânia é assistente social em uma grande empresa, com refeitório e academia de ginástica. Ela chefia a área de Recursos Humanos no que tange à saúde dos funcionários. Foi chamada pela diretoria, que detectou um grande número de funcionários em determinado setor licenciados por questões relativas à saúde. Todos apresentavam os mesmos sinais e sintomas. Tânia reúne a equipe multidisciplinar de Recursos Humanos e diz que terão que empreender um conjunto de ações que proporcionem o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.
Na rodoviária de Salvador, uma jovem senhora com deficiência visual embarca em um ônibus para Aracaju acompanhada por seu cão-guia. Uma criança, vendo o tamanho do animal, começa a chorar com medo. A mãe da criança, diante da situação, exige que o motorista do ônibus retire o animal da viatura, ameaçando processar a empresa.
Márcia tem 6 anos e repetidamente presencia seu pai agredir fisicamente sua mãe. Um dia, sua mãe foi tão espancada que precisou ser hospitalizada. A avó, não mais suportando ver sua filha e sua neta nessa situação, denunciou o genro com base na Lei Maria da Penha. O advogado encarregado da acusação arrolou Márcia como testemunha, mas sua avó não permitiu, temendo que sua neta, diante do pai e em um tribunal, ficasse intimidada e traumatizada. O advogado então explicou que Márcia seria ouvida por meio de um procedimento no qual profissionais especializados “conversariam” com ela em um ambiente adaptado para a sua idade, sendo resguardada de qualquer contato com seu pai, uma vez que esta “conversa” seria transmitida para a sala de audiência em tempo real.
O Serviço Social, lido sob a égide do pensamento crítico, se insere no contexto das relações capitalistas e, por conseguinte, a lógica reprodutiva do capital. Iamamoto e Carvalho (1993) inauguram essa leitura tendo como fundamento a profissão na sociedade capitalista. Desse modo, entende-se o serviço social