A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.
Mostra-se bem indicada para o tratamento de manifestações alucinatórias em casos de demência por corpúsculos de Lewy quando há hipersensibilidade ao bloqueio dopaminérgico excessivo e risco de parkinsonismo.
A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.
O risco de convulsões é dose-dependente, e a semiologia mais comum das crises é a atônica, o que muitas vezes dificulta o seu reconhecimento pelos profissionais de saúde e cuidadores.
A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.
A prescrição concomitante de antidepressivos é possível, mas deve ser cautelosa, tendo-se especial atenção àqueles agentes que inibem fortemente a enzima CYP1A2, como, por exemplo, a paroxetina, devido à redução do metabolismo da Clozapina e ao aumento do risco de toxicidade em doses usuais.
A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.
O risco de miocardite induzida por Clozapina é maior nas primeiras oito semanas de tratamento, o que suscita um monitoramento atento no início da prescrição e alto grau de suspeição frente a eventuais sintomas respiratórios agudos, dada a inespecificidade da síndrome.
A respeito do uso de Clozapina e suas particularidades psicofarmacológicas, julgue o item a seguir.
Em casos graves de agranulocitose há a possibilidade de prescrição de Filgastrim como manejo específico dessa reação hematológica, para aumentar a contagem absoluta de neutrófilos.
Para a primeira das fases, Conrad elegeu a expressão trema, preterindo a expressão “pródromo”, por considerar que esta remete a um conceito nosológico e não fenomenológico. Trema é um termo da gíria teatral, usado pelos atores para significar a angústia, a tensão que eles experimentam antes de entrar no palco e que só desaparece quando o abandonam, ou se decidem antecipadamente a não entrar. Manuela Borja Santos e Vitor Amorim Rodrigues. Esquizofrenia - Perspectiva de Conrad. In: Análise Psicológica, Lisboa, v. 9, p. 111–117, 1991. Instituto Superior de Psicologia Aplicada (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência, julgue o item subsecutivo.
Psiquiatria
Esquizofrenia, Transtornos Esquizotípicos e Transtornos Delirantes
Ano:
2025
Banca:
CESPE / CEBRASPE
Para a primeira das fases, Conrad elegeu a expressão trema, preterindo a expressão “pródromo”, por considerar que esta remete a um conceito nosológico e não fenomenológico. Trema é um termo da gíria teatral, usado pelos atores para significar a angústia, a tensão que eles experimentam antes de entrar no palco e que só desaparece quando o abandonam, ou se decidem antecipadamente a não entrar. Manuela Borja Santos e Vitor Amorim Rodrigues. Esquizofrenia - Perspectiva de Conrad. In: Análise Psicológica, Lisboa, v. 9, p. 111–117, 1991. Instituto Superior de Psicologia Aplicada (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência, julgue o item subsecutivo.
Em relação à eletroconvulsoterapia, julgue o item a seguir. Trata-se de uma modalidade terapêutica especialmente útil no manejo de gestantes em episódio maníaco, independentemente do trimestre.
Como já observaram os antropólogos, um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de “a perda da alma” — que significa, como bem indica o nome, uma ruptura (ou, mais tecnicamente, uma dissociação) da consciência. Entre esses povos, para quem a consciência tem um nível de desenvolvimento diverso do nosso, a “alma” (ou psique) não é compreendida como uma unidade. Muitos deles supõem que o homem tenha uma “alma do mato” (bush soul) além da sua própria, alma que se encarna num animal selvagem ou numa árvore com os quais o indivíduo possua alguma identidade psíquica. É a isto que o ilustre etnólogo francês Lucien Lévy-Bruhl chamou “participação mística”. JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de J...
Como já observaram os antropólogos, um dos acidentes mentais mais comuns entre os povos primitivos é o que eles chamam de “a perda da alma” — que significa, como bem indica o nome, uma ruptura (ou, mais tecnicamente, uma dissociação) da consciência. Entre esses povos, para quem a consciência tem um nível de desenvolvimento diverso do nosso, a “alma” (ou psique) não é compreendida como uma unidade. Muitos deles supõem que o homem tenha uma “alma do mato” (bush soul) além da sua própria, alma que se encarna num animal selvagem ou numa árvore com os quais o indivíduo possua alguma identidade psíquica. É a isto que o ilustre etnólogo francês Lucien Lévy-Bruhl chamou “participação mística”. JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de J...